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Como escolher o melhor seguro para seu carro

Você certamente já ouviu falar que o melhor seguro sempre é aquele que pagamos e não precisamos usar. Isso pode até ser verdade, mas certamente há diversos fatores que devemos levar em conta na escolha de um seguro de veículo. A primeira coisa que a maioria das pessoas busca quando procura um corretor de seguros é o menor preço. Preço sempre é relevante para quem faz um seguro para seu carro pois normalmente a própria compra do carro já tirou uma boa quantia do seu bolso. Esta é a hora de economizar, mas economizar com uma boa contratação, é disto que trata este artigo.

Marca e modelo

Você provavelmente já sabe que a marca e modelo de veículo que você possui é um fator relevante no custo de um seguro. Teoricamente, veículos mais caros deveriam ter um seguro mais caro, mas nem sempre é o que acontece. Isto se deve ao fato de carros diferentes possuírem riscos diferentes. Assim, um carro que seja roubado com maior freqüência em determinada cidade poderá ter um seguro mais caro que um carro mais caro, mas pouco visado pelos assaltantes. Pensando nisto, uma das maneiras de comprar um carro melhor e mais caro pode ser simplesmente escolher um carro com seguro consideravelmente mais baixo do que outro. A diferença em três anos do custo do seguro pode ser suficiente para bancar o upgrade. Como exemplo desta questão, você já tentou fazer seguro de um carro importado que tenha saído de linha? O simples fato de ser difícil de conseguir peças para este tipo de carro é suficiente para aumentar drasticamente os furtos para desmanche e venda das peças, com a maioria das seguradoras simplesmente se recusando ou cobrando muito mais para segurar estes veículos.

Cidade onde você mora

Outro fator importante que deve ser considerado ao fazer um seguro é a cidade em que você mora. Claro que você não pode mentir para a seguradora e dizer que mora em cidade diferente, pois isto pode invalidar seu seguro, mas você pode escolher a seguradora que possui as melhores condições em relação a cidade onde você mora. A matemática por trás disso é que as diferentes seguradoras possuem diferentes tabelas de risco para cada cidade. Assim, uma seguradora pode ter uma má experiência com determinado perfil de veículo e cobrar mais caro pelo seguro deste do que outra, que não tem esta má experiência. A diferença nos valores de uma seguradora para outra pode ser bastante grande, então é importante que seu corretor de seguros apresente pelo menos três orçamentos de seguradoras diferentes.

Proteção contra acidentes e terceiros

Lembre-se da proteção contra acidentes e terceiros. Se você for responsável por algum acidente, é na sua conta que cairá a despesa do carro batido, assim como as eventuais despesas médicas dos acidentados. A proteção contra furto e rouco costuma representar 70% do valor de um seguro, mas tirar a proteção a terceiros não dá um desconto de 30% no seguro, pois as companhias seguradoras possuem estudos que mostram que quem está disposto a abrir mão da cobertura a terceiros é geralmente quem mais está sujeito aos roubos. Além disso, a tranqüilidade em contar com a proteção em caso de acidentes é o que faz o seguro ter este nome. Já pensou quanto estaria envolvido em uma batida em um carro importado? E você pode olhar na rua, no dia a dia das suas andanças, a quantidade de carros importados e caros que há por aí.

Serviços extras

Você pode dispensar os serviços extras que a seguradora costuma oferecer se tiver comprado um carro novo e a fábrica disponha desses serviços. Isto também pode estar incluído nos benefícios de seu cartão de crédito, então pesquise isto antes de ligar para a corretora de seguros. Estou falando aqui de guincho, assistência em caso de panes e outros pequenos problemas que não envolvam batidas ou furtos. A economia tirando estes serviços não costuma ser muito alta, mas porque pagar dobrado se podemos economizar? O desconto pode ficar em torno de R$ 100.

A escolha da melhor corretora

O maior segredo na escolha do seguro adequado ao seu caso é a boa escolha da corretora que irá lhe vender o seguro. Uma boa empresa corretora é importante porque com a maior intimidade com as seguradoras, mais fácil serão os trâmites caso você precise acionar o seguro. Outro fator importante é a variedade de seguradoras com que a empresa corretora de seguros trabalha, justamente pelo que escrevi acima em relação às diferenças de valor entre as corretoras nas diferentes cidades do país.

Como posso lhe ajudar mais

Quem já me conhece e lê o Moeda Corrente há mais tempo sabe que trabalho orientando sobre investimentos imobiliários com a alavancagem dos consórcios da Rodobens. O que você não deve saber é que o Grupo Rodobens possui uma corretora de seguros, uma das maiores do país e que conta com diversas seguradoras conveniadas para lhe proporcionar o melhor seguro específico para o veículo e cidade em que você reside. Caso esteja renovando ou fazendo um novo seguro, entre em contato me enviando seu nome e telefone e solicite uma cotação sem compromisso. Você provavelmente conseguirá um valor melhor e uma cobertura mais completa para seu carro. A Rodobens Corretora de Seguros atua em todo o Brasil.

Abraço,

Fabrício Stefani Peruzzo.
(51) 9116-1410
fabricio@megacombo.com.br
http://www.megacombo.com.br/contato

 

Como sou bonzinho…

Hoje recebi um email perguntando porque eu ajudava as pessoas sem receber nada em troca. Minha vontade era de responder que ajudo porque sou bonzinho, mas não seria a resposta mais completa para a questão. Então resolvi escrever um pouco mais sobre esse assunto.

Não lembro onde li ou quem me falou a seguinte frase:

“Se os malandros soubessem como é mais lucrativo ser honesto, seriam honestos nem que fosse por simples malandragem.”

Tem outra frase que gosto muito, também sem fonte ou referência, desta vez por preguiça de procurar:

“Ajude as pessoas a resolver os problemas que possuem e você nunca terá problemas em ganhar dinheiro.”

O email que recebi perguntando porque ajudava as pessoas sem receber nada em troca tratava especificamente do investimento em imóveis através dos consórcios, minha especialidade e assunto sobre o qual escrevi uma quantidade imensa de textos. Sobre este assunto, a resposta poderia ser simples: “recebo comissão quando vendo cartas novas de consórcio, o restante do meu serviço é feito gratuitamente para fidelizar os clientes”. Só que a resposta real não é simples assim, pois quando comecei, lá em 2003, com o primeiro texto que escrevi explicando como estava investindo meu dinheiro através dos consórcios imobiliários, não possuía a Megacombo nem ganhava um tostão pelas indicações que eventualmente fazia para quem vendia as cartas de consórcio.

Escrevi o texto original explicando este investimento simplesmente para me ajudar a entender melhor como eu próprio estava investindo e, mais que isso, para que o processo de escrita me ajudasse a pensar em maneiras de otimizar este investimento e localizar eventuais pontos fracos. Divulgar o texto no site que mantinha para meus estudos sobre investimento ajudaria outras pessoas, isto era um bônus. Já tinha o texto pronto para meu próprio uso, ajudar outras pessoas com tal texto não me custava nada, e na minha opinião sincera, geraria boas vibrações.

Quantas vezes já havia lido textos que me ajudaram a crescer sem precisar quebrar a cara por conta própria para aprender determinadas lições? Muitas. Era bom estar agora do outro lado da equação, um texto que eu havia escrito iria ajudar outras pessoas a investir de maneira melhor, mais lucrativa e mais segura. Então, se na época não ganhava nada financeiramente ajudando as pessoas a conhecer esta nova maneira de investir que havia descoberto, ganhava o bem estar de saber que um texto meu, algo que eu mesmo havia produzido, estava ajudando outras pessoas. Desculpa se sou redundante nesta questão, mas o benefício é tão óbvio, e ao mesmo tempo tão obscuro para quem nunca se sentiu recompensado por algo que fez sem buscar recompensa, que faço questão de deixar claro: “não há coisa melhor do que o sentimento de valor próprio, e não há forma mais simples de obter este sentimento de valor próprio do que ajudando outras pessoas”. Então, de certa forma, podemos dizer que todo ato de ajudar os outros com desprendimento pessoal, é na verdade, um pequeno ato de busca de reconhecimento. Mesmo quando ajudamos de forma anônima isto é verdadeiro, porque o sentimento de valor pessoal somente pode ser sentido por nós mesmos, de dentro para fora, ou seja, não importa os outros saberem ou não o que fizemos: nós sabemos.

O mais engraçado de tudo isso é como a vida dá voltas, e algo que fazemos sem nenhuma segunda intenção, com a simples vontade de aprender algo (no meu caso naquela época, a compreender melhor os assuntos que estudava e a aprender a escrever textos melhores), pode voltar para nós de maneiras completamente inesperadas. No meu caso, a explicação de como estava investindo voltou para mim na forma de inúmeras pessoas querendo fazer o mesmo e me perguntando se os podia ajudar. Além disso, fiz vários novos amigos interessados nos assuntos que discutia no artigo, no caso, investimentos em geral e investimento em imóveis de maneira mais específica.

Deste início inusitado para hoje, foram quase dez anos em que saí de um aprendiz para um mestre no assunto, ajudando centenas de pessoas a lucrar e realizar seus sonhos. A cada novo amigo que ajudava, mais realizado me sentia. E assim, ajudando e recebendo de volta as boas vibrações de cada uma destas pessoas maravilhosas, acabei montando minha própria empresa para representar a administradora de consórcios que me atendia e continua me atendendo, a Rodobens. Vendi minha parte na empresa de internet que possuía e acabei me dedicando em tempo integral a ajudar as pessoas a investir utilizando os consórcios imobiliários como alavanca. Fiz isso justamente na época em que havia atingido a independência financeira, quando teoricamente poderia deixar de trabalhar, mas sou inquieto demais para ficar de papo pro ar, sempre busco algo útil e prático para fazer. Ajudar as pessoas, sentir o prazer da auto-realização e ainda receber para fazer isso, estava completa a fórmula da felicidade.

Então faço o que faço porque sou bonzinho com os outros. E sendo bonzinho com o mundo, o mundo simplesmente retorna sendo bonzinho comigo. Esta é a fórmula do sucesso e da felicidade que encontrei para minha vida. Se precisar de ajuda para encontrar a fórmula que funcione para você, vai ser um prazer conversar a respeito.

Quanto custa uma furadeira?

Drill

Recentemente mudamos de um apartamento de 162 m² para outro de apenas 49 m². A mudança é temporária, apenas enquanto não compramos um novo apartamento, menor do que o que tínhamos, mas maior do que estamos neste momento. O importante é que a adaptação ao novo espaço é real, e vindo do espaço que tínhamos antes, um pouco complicada. Pelo menos durante os dois meses previstos morando neste pequeno apartamento, uma série de coisas que tinhamos como certas deixaram de existir. Como iremos ficar aqui apenas neste período de transição, não temos acesso à maioria das nossas coisas, tudo está encaixotado e empilhado em um dos quartos (o maior), enquanto nossa cama ocupa o quarto menor. A sala está mais ou menos arrumada, apesar das caixas empilhadas em um canto, mas devidamente disfarçadas com uma cortina que as cobrem.

Apesar de alguns probleminhas de adaptação principalmente devido à pressa com que fizemos a mudança, a situação não está tão ruim assim. A falta de uma pia na cozinha incomoda um pouco, mas nos viramos bem lavando a louça no tanque, que só é usado para isso, já que temos a máquina de lavar roupa já instalada. Uma vantagem de não ter pia na cozinha é justamente não deixarmos louça suja acumulando. Estamos muito mais ágeis no ato de usar copos, pratos e talheres e lavar tudo logo a seguir. Só para explicar, estamos sem pia na cozinha porque pegamos este apartamento na urgência, sem dar tempo do proprietário preparar tudo adequadamente. O marceneiro está fazendo o balcão e tudo ficará ótimo, mas quando isso acontecer já não estaremos aqui. Também estamos sem fogão. O novo prédio é mais moderno, usa gás natural encanado, então é necessário adaptar o fogão para o novo sistema. A companhia de gás faz isso sem custos, mas as visitas são marcadas apenas para as sextas-feiras, e estaremos viajando nas próximas três sextas-feiras. Resultado, só conseguiremos fazer a conversão três semanas antes de sairmos daqui, quando então teremos que desfazer tudo, desta vez com algum custo.

Com mais um dormitório e alguns móveis adaptados ao nosso estilo de vida provavelmente viveríamos com conforto, mesmo em um espaço relativamente pequeno. Devido ao fato de tanto eu quanto minha esposa trabalharmos em casa, precisamos de um pouco mais de espaço do que a média das famílias. Precisamos ao menos de um quarto extra para um escritório compartilhado entre nós. E foi então que me veio o estalo, talvez comparando com as residências norte-americanas que vimos durante toda nossa viagem aos USA alguns meses atrás e com as dezenas de garage sales que presenciamos nestes rápidos três meses que passamos por lá. As casas lá eram imensas. E as garagens, quando as víamos abertas, entulhadas até o teto.

Uma furadeira custa muito caro! Um serrote, mais caro ainda. Caixas de ferramentas idem. Não, não é que estes objetos em sí custem muito caro, mas sim o fato de possuir os mesmos. Ter uma furadeira que usaremos, sei lá, vinte vezes ao longo de uma vida, implica em ter espaço para guardá-la durante toda essa vida. Claro que é caro chamar um técnico toda vez que desejamos prender algo na parede, mas certamente é muito mais barato que precisar comprar um apartamento maior apenas para guardar as tralhas que usaremos muito pouco para justificar sua propriedade. Só que o cálculo que fazemos é simplório, pensamos em quanto custa uma furadeira simplesmente olhando o preço dela na loja. E aí, claro que é muito mais barata do que o custo de chamar alguém para fazer uma instalação simples em nossa casa. Objetos como esse são produzidos em massa, custam quase nada hoje em dia. Pessoas e seu tempo para nos atender por outro lado, custam caro. E então, pensando desta maneira, vamos até a loja e compramos a furadeira. E agora, precisamos de um apartamento maior para ter lugar para guarda-la.

Faça um levantamento rápido de tudo que você tem em casa que não foi usado nos últimos seis meses. Pode apostar que muitas coisas estarão nesta lista, inclusive sua furadeira. Meu exercício nos próximos meses será o de simplificação. Pode ser que isso seja reflexo de eu estar lendo muitos textos sobre minimalismo ultimamente, ou pode ser devido ao fato de ter morado três meses em quartos de hotéis enquanto viajávamos pelos USA, mas a questão é que a quantidade de coisas que carrego ao longo da vida tem, cada dia mais, me incomodado bastante. Ainda há muitas pequenas coisas que possuem valor sentimental, e destas não pretendo me desfazer, mas das que são apenas tralhas, coisas que guardo pensando que “um dia posso precisar”, destas pretendo ir aos poucos me desfazendo.

Ênfase nas pessoas, não nas coisas. Mais experiências de vida, menos tralhas para carregar. Pode ser só a crise dos 40 chegando mais cedo, conto mais a medida em que as coisas se desenvolverem.

Temos todos que usar óculos

A internet nos trouxe muita coisa boa. Devo a ela todos os meus negócios dos últimos anos, foi com ela que comecei ao abrir minha primeira empresa de acesso discado à rede e é com ela que explico o investimento em imóveis e em consórcios e ajudo cada vez mais pessoas a investir junto aos meus empreendimentos.

Outra coisa interessante que a internet proporcionou, é o acesso fácil a uma vitrine fantástica. Hoje, qualquer pessoa pode ter sua própria editora jornalística, sua estação de rádio, sua emissora de TV. Claro que não a versão anterior que estamos acostumados, mas a versão online de cada uma dessas formas de mídia. Só que ao mesmo tempo em que isso é fantástico, pois permite a quem antes não teria voz poder se manifestar, também gera certos problemas enquanto nos adaptamos às mudanças que estas facilidades implicam.

Pessoas sem qualquer conhecimento distribuem suas opiniões livremente com toda a facilidade. Antigamente não teriam acesso à palavra. Se por um lado isso é bom no caso das informações corretas, no caso das erradas é uma tragédia.

Quem lê, em sua maioria, ainda está em um período de transição. Muitas pessoas não sabem das facilidades de publicação na internet. Assumem que quem escreve, independente de sua formação ou conhecimento prático, tem valor e conhecimento real. Tomam meras opiniões baseadas em achismos, como verdade absoluta, afinal, está lá, escrito, na internet.

Ao ler, ouvir, ver, devemos sempre nos lembrar de perguntar aquelas questões básicas: quem é o autor? O que ele sabe realmente sobre o assunto que está tratando? Tem experiência prática, teórica ou nenhuma das duas?

Antes de aceitar qualquer opinião como verdadeira, temos que pôr nossos óculos de internet e ativar o cérebro. Esquecendo disto, corremos o sério risco de comprar gato por lebre.

Hoje eu decido viver bem

Hoje eu decido viver bem, link para o vídeo no YouTube.

Ontem entramos na primavera. Foi um dia cinza aqui em Porto Alegre. Perdi uma prima, 40 anos, vítima de um câncer descoberto há dois meses. Ainda não me caiu direito a ficha, foi tudo muito rápido, estava viajando quando foi dado o diagnóstico.

Não tinha contato frequente com esta prima. A última vez que nos vimos fazia quase um ano, no aniversário do nosso tio. O laço de sangue familiar e uma infância e adolescência cheias de histórias juntos nos mantinha ligados, com aquele carinho que não acaba mesmo ficando muito tempo sem nos ver.

Há três anos minha esposa perdeu o irmão, 29 anos, recém formado em educação física, também para um câncer descoberto poucos meses antes.

Entre uma perda e outra, um amigo liga para dar a triste notícia do falecimento do filho, atropelado por um ônibus.

O que há em comum nestas três histórias tristes é que vemos quebrado o ciclo natural da vida. O que temos como normal é nascer, crescer, envelhecer e morrer. A quebra desta ordem natural das coisas nos deixa sem chão, não faz sentido.

Não faz sentido, mas pode acontecer a qualquer momento. E então nos damos conta de como é tênue nossa permanência no planeta. Dependemos das nossas escolhas, mas também de infinitos fatores sobre os quais não temos nenhum controle.

Por tudo isso, hoje eu decido viver bem. Decido ser feliz, de dentro para fora. Se alguém mal humorado me destratar na rua, é com ele que o mau humor está. Se me cortarem no trânsito, lamentarei que tenham pressa e não tenham saído mais cedo, mas não ficarei irritado. As más atitudes dos outros não devem afetar o meu humor. Depende apenas de mim escolher como passarei o dia.

Não temos controle sobre tudo, mas sobre o que temos controle, só depende de nós decidir. Então hoje, amanhã e nos próximos dias, eu decido viver bem. E quando eventualmente acordar mal, chateado ou com algum problema, vou me lembrar destas palavras e ficarei bem. Pois pelo menos isso eu sei que posso controlar em minha vida.

Há um senso de urgência, um reloginho fazendo tique-taque, que não sabemos quando irá parar. Depende somente de nós o equilíbrio das peças que temos para viver o melhor que pudermos.

Hoje eu decido viver bem. E lhe desejo um ótimo dia e um futuro cheio de paz e tranquilidade.

Obrigado.

Evite gritar no megafone

Quando você tem uma mensagem para transmitir, você pode fazer isso berrando para que todo mundo possa ouvir, ou pode fazer isso de maneira mais discreta, explicando em voz baixa para um pequeno grupo de pessoas. A diferença de ambas as formas de comunicação não é o volume, mas a efetividade.

Se você está na rua gritando para quem quiser ouvir, muitas pessoas passarão se perguntando “quem é este esquisito?”, sem realmente parar para ouvir sua mensagem. Se você tem um produto para vender, gritar na rua pode ser o equivalente a colocar um anúncio no rádio ou no jornal, está lá para quem quiser ver, mas na prática, muito pouca gente irá prestar atenção na sua mensagem.

Mas a propaganda não é a alma do negócio? É, só que em um mundo em que a maior parte das coisas se tornou commodity, ganha o cliente quem se diferencia, quem oferece mais do que os outros. Não basta você ser um vendedor, você tem que ser um especialista no que vende para que as pessoas o conheçam e prefiram comprar o que quer que seja com você, e não com um qualquer.

E como se diferenciar? Oferecendo algo de valor antes de sair gritando aos quatro ventos. Formando uma legião de seguidores, de interessados na sua mensagem ou no que você tem a oferecer. Destes, muitos não se interessarão por seu produto ou serviço, mas a maioria estará prestando atenção no que você estiver falando. E é aí que reside a grande diferença, na atenção das pessoas com quem você fala. No momento em que prestam atenção à sua mensagem, mesmo que esta mensagem não as interesse no momento, pode interessar mais adiante. Ou essas pessoas podem conhecer alguém que você pode ajudar com seu produto ou serviço e lhe indicarão para amigos e conhecidos.

Dois exemplos práticos, um pessoal e um que dei como sugestão para um amigo fotógrafo.

Primeiro o exemplo pessoal. Meu negócio, o que faço com minha empresa Megacombo, é vender consórcios, principalmente os consórcios de imóveis. Apesar de poder vender qualquer tipo de consórcio e eventualmente vender uma carta de veículo, caminhão ou serviço, meu foco e minha especialização é o consórcio imobiliário, e como super-especialização, o uso destes consórcios como investimento. O que faço para me diferenciar de todos os outros vendedores de consórcio é justamente mostrar que sou melhor do que a absoluta maioria. Mostro que sei mais, que entendo melhor as necessidades das pessoas, que conheço profundamente os detalhes relevantes e que com minha orientação terão a melhor solução para seu caso específico. Meu objetivo principal não é fechar a venda imediatamente, mas sim, fechar a melhor venda possível, não no sentido do maior valor, mas sim, na melhor solução do que o cliente precisa. O que ganho com isso? Um amigo, alguém que me indicará para seus conhecidos, um cliente para toda a vida.

Como faço isso? Da forma mais simples possível, expondo meu conhecimento e entregando valor. Escrevo artigos explicativos sobre investimentos imobiliários, explico detalhes do funcionamento dos consórcios, faço estudos de caso e fico disponível para responder dúvidas de quem ainda não é meu cliente. Levando em conta que não há nenhum custo extra em adquirir os consórcios comigo, de quem você acha que as pessoas comprarão seus planos de consórcio? De mim, que estarei acompanhando e orientando ao longo de todo o processo, ou de um vendedor qualquer que provavelmente se esquecerá do cliente assim que receber o primeiro pagamento? Meus resultados pessoais respondem esta pergunta 🙂

O segundo exemplo é de um amigo que é fotógrafo de casamentos. Ele me pediu conselhos de como se posicionar de maneira a demonstrar valor antes mesmo de conseguir conquistar o cliente. Somente mostrar seu portfólio não é mais suficiente, até porque, como as pessoas chegariam a seu portfólio? O que mais ele poderia oferecer antecipadamente e sem custo?

Ajudei este amigo sugerindo que fizesse um site onde desse dicas de como tirar fotos em viagens. Ou que mostrasse, através de fotos, qual a melhor maquiagem para ficar bem nas fotos de casamento ou em retratos. Ou que sugerisse bons locais para fazer as fotos de antes do casamento, as fotos de namoro do casal ou as fotos de um book com os padrinhos. Todas essas dicas naturalmente ilustradas com suas próprias fotos, já servindo como portfólio profissional. Poderia ainda indicar soluções para problemas comuns que podem acontecer, como locais com pouca luz e suas possíveis soluções, fotografar um pouco mais cedo a céu aberto, por exemplo.

Claro que muitas pessoas poderiam aproveitar suas dicas e as utilizar para bater as próprias fotos, sem o contratar. Só que estas pessoas não o contratariam nem o conheceriam se não tivessem visto tais dicas. A diferença real é que quando tais pessoas que obtiveram um benefício com o conhecimento oferecido gratuitamente precisarem de um fotógrafo de verdade, certamente saberão a quem chamar ou indicar.

E você, com que trabalha? De que maneira se diferencia dos milhares de outros que fazem o mesmo que você faz?

Sabático

Este ano foi bastante movimentado. Ainda não acabou e sei que ainda terei alguns desafios pela frente, como a busca de um novo apartamento para morar nas próximas semanas, já que vendi o apartamento onde estou enquanto escrevo estas linhas, mas o que já passou foi aventura o bastante para uma vida inteira, ao comparar com o esquema casa-trabalho-casa da maioria da população.

No último dia de agosto voltei dos Estados Unidos, onde passei os três meses anteriores em uma espécie de período sabático misturado com viagem de negócios e passeio de férias. Fui ao Silicon Valley para me infiltrar nos eventos de empreendedorismo e conhecer de perto os jogadores do mercado de capital de risco e investimentos em empresas de tecnologia. Fui para Reno visitar um grande amigo brasileiro radicado nos Estados Unidos que ganha dinheiro através de um site em português com publicidade de empresas internacionais. Fui a Vegas encontrar um amigo de Porto Alegre que estava lá a passeio e ficaria apenas uma semana, mas estendi para duas pois os shows estavam ótimos e o clima idem. Conheci o Grand Canyon e fiquei admirado com sua extensão. Descobri novas galerias e novos fotógrafos que abriram meus olhos para um mundo que ainda não conhecia. Atravessei um deserto em carro conversível e com esta mesma liberdade percorri as margens da costa oeste norte-americana, conhecendo um pouco de cada pequena praia ao longo do caminho. Nomes famosos de filmes e revistas se tornaram conhecidos pessoalmente. San Diego, Santa Barbara, San Simeon e o Hearst Castle, Monterey, Carmel e Santa Cruz, Half Moon Bay, todos marcados na retina. Los Angeles, que antes era composta apenas por Santa Monica, Hollywood e Beverly Hills, teve o bairro filipino e Chinatown acrescidas na lista. Museus e monumentos somaram mais alguma coisa, assim como os parques de diversões.

O planejamento desta viagem aos Estados Unidos previa seis meses por lá, mas coisas boas e não tão boas me impediram de realizar o que havia planejado. Do lado bom, uma viagem ao Japão que apareceu sem aviso prévio. Viagem maravilhosa onde fiz muitos amigos. Vinte dias no Japão, coloque isso aí na minha lista deste 2011. Das coisas não tão boas, um problema de saúde na família, coisa já resolvida e melhorando, jogamos com as cartas que a vida vai nos dando.

Agora estou aqui, escrevendo um pouco antes de começar a olhar os apartamentos disponíveis para alugar em Porto Alegre. Tenho que encontrar logo um lugar para morar nos próximos meses ou anos, enquanto planejo o futuro e realizo partes do que foi planejado.

Voltei, estou presente e agindo localmente. Ao mesmo tempo, me sinto como o Frodo Bolseiro no final de O Senhor dos Anéis *Spoiler* (Dá para se ter spoilers de um livro que tem quase 60 anos?) Estou de volta em casa, mas sinto como se tudo houvesse mudado. Será que algum dia poderei sossegar novamente? Acho que não.

Final de outubro parto para Cancun e Miami, mais um prêmio da Rodobens por um ano de esforço e dedicação em ajudar mais pessoas a realizar o sonho dos investimentos imobiliários ou da casa própria. De lá, New York e Manhattan serão a próxima parada. Quanto mais conheço o mundo, mais descubro que ainda há muito para conhecer.

Se minha experiência pessoal permite um conselho, deixo este: viaje. Viaje bastante e por longo tempo. Saia de sua zona de conforto, conheça lugares diferentes do que vocês vive, com pessoas diferentes, culturas diferentes, hábitos diferentes. Vista o calçado destas novas realidades, examinando como é a vida que eles levam e o porquê de suas escolhas serem diferentes das que nós mesmos fazemos. As decisões que tomamos são resultado de nosso conhecimento e de nossas crenças. Somente conhecendo outras crenças e aceitando-as como possíveis verdades diferentes das nossas verdades internalizadas ao longo de anos de vida e convivência com nosso meio é que poderemos compreender que há muitas verdades. E que o tipo de verdade a que nos apegamos pode nos levar a lugares mais altos ou limitar nosso crescimento.

Como você vê o mundo? Com muitos olhos ou através de viseiras estreitas?

Sobre propriedade e necessidades

Estava pensando em vender meu iPad (se alguém se interessar, é um impecável iPad 2 branco, 64Gb 3G com três meses de uso enquanto estava nos USA. R$ 2000 (R$ 600 a menos do que um novo aqui, mais barato se levar em conta os acessórios que vão junto)). O motivo para isso não é que ele seja um dispositivo ruim, muito pelo contrário, o problema é ele ser bom demais. Com esta venda, abrirei mão de uma série de programas que comprei ao longo do tempo em que usei tanto este iPad 2, quanto o iPad original que possuía antes. São programas de edição de texto, programas de música, programas para organizar e manipular fotografias, programas para acesso remoto aos meus servidores. Todos programas simples, relativamente baratos individualmente, acho que o mais caro deve ter custado uns US$ 25, mas de valor final considerável quando vistos em conjunto.

O que me encucou neste processo de decisão foi justamente o fato deste valor investido no conjunto de aplicativos ter passado quase desapercebido. E que depois de analisado, tratei tais valores simplesmente como um custo específico e pontual para realizar determinadas tarefas (em alguns casos nem isso, apenas tinha o programa disponível caso fosse necessário), e não como um custo de aquisição de uma propriedade ou de um bem.

Sendo assim, porque é tão difícil nos livrarmos de certas coisas materiais que já cumpriram suas funções em nossas vidas? Porque é mais difícil abandonar um computador velho, que já não atende mais às nossas necessidades atuais? Porque perder tempo tentando vender tais objetos, quando o valor que podemos extrair deles é menor do que o custo em tempo necessário para compensar esta tentativa de venda? Existe alguém que poderia se beneficiar de uma doação, com esta doação tomando menos tempo do que levaríamos tentando vender? Claro que aqui não estou falando do iPad, que serviu a uma função e períodos específicos, mas ainda possui um alto valor de mercado que compense o tempo tentando vendê-lo.

O mais engraçado é que pensar este tipo de assunto, pensando agora no assunto, me leva a pensar que o problema de tanto acúmulo pode não ser o apego a estes objetos ou a vontade de recuperar pelo menos parte do que custaram originalmente. O problema pode estar mais profundo, escondido dentro de nós.

Por quê, em primeira instância, compramos tais objetos? Realmente precisávamos deles ou foi uma aquisição levada por simples consumismo ou vaidade? Ficando ainda no exemplo do computador velho, será que ele não atende mesmo as necessidades atuais, ou será que criamos novas necessidades para justificar a troca do computador que já possuímos? Estou escrevendo este texto originalmente em um caderno, com uma caneta! Preciso de um computador de última geração para transpor tais linhas rabiscadas para um site na internet?

E assim vai a mente, encadeando questionamentos existenciais em uma manhã de sábado que começou mais cedo que deveria. O motivo? Comi demais na noite anterior (jantar maravilhoso preparado pelo Tiago). Li há algum tempo que não devemos reclamar de ter comido demais. Perdi o link para a referência original a esta idéia. E antes que continue aqui, encadeando uma terceira linha de idéias, concluo com duas perguntas:

Em quê as propriedades digitais são diferentes dos objetos físicos, para abandonarmos com mais facilidade os primeiros? Bônus se você consegue se desapegar de objetos físicos e puder pôr em palavras o processo mental que lhe dá tal liberdade.

Porquê adquirimos tantas coisas que sabemos que não terão mais que um uso eventual e muito limitado? Como evitar a criação de “necessidades” de tais aquisições?

Já tenho meus rabiscos de resposta para ambas as perguntas, mas vou esperar pelos comentários antes de formular melhor tais idéias.

Por que vou vender meu iPad?

Enquanto estava morando nos Estados Unidos ao longo dos últimos meses, me deparei com um texto muito interessante do Peter Bregman em que ele explicava por que tinha devolvido o iPad pouco mais de uma semana depois de o ter comprado. O texto dele, em inglês, pode ser lido em “Por que devolvi meu iPad“.

A seguir descrevo meus motivos para pensar em vender o iPad. Muitos, são exatamente os mesmos que o Peter cita no texto dele, então se você leu o texto original, não estranhe as semelhanças. Sobre a originalidade das idéias, o texto do Peter é de junho deste ano, e eu já havia discutido este assunto com um amigo ainda em dezembro do ano passado, quando efetivamente vendi meu iPad original. O iPad que vou vender agora é um iPad 2, comprado para uso exclusivo enquanto morava nos Estados Unidos e precisava de uma conexão 3G sem plano de dois anos.

O principal motivo que me leva a pensar em vender o iPad 2 e em ter efetivamente vendido o iPad original que possuía não é um problema específico do equipamento. O principal problema é comigo. Eu carrego o iPad para tudo que é lugar. Faço isso dentro de casa e praticamente sempre que saio e imagino que possa haver algum motivo para usa-lo. Ele é pequeno, fino e leve, se estou com uma bolsa ou mochila para levar outras coisas que precise quando saio, ele está lá também.

Eu leio e respondo meus emails. Mesmo o teclado virtual na tela é bom o bastante para responder emails não tão longos. Eu escrevo alguns artigos diretamente nele, entre escrever no iPad e escrever no iPhone, não há comparação. As vezes penso em escrever apenas uma idéia, mas os pensamentos vão fluindo e quando vejo tenho um texto inteiro praticamente pronto. Eu leio as notícias, eu leio sites e blogs, eu tuito e acompanho o que meus amigos fazem no Facebook. E eu mostro o iPad para todo mundo que demonstre interesse. Mostro com orgulho, como se possuí-lo me colocasse em um time de vencedores. Não sei porque. Não o criei, apenas sou mais um dos milhões de usuários.

O problema do iPad é que ele é simplesmente muito bom. Ele é fácil, acessível. Muito fácil e muito acessível. Quando acordo, vou para a sala, sento na minha poltrona confortável e fico recebendo os raios de sol da manhã, para acordar bem. Enquanto isso, vejo as primeiras notícias do dia, o que aconteceu no twitter durante a noite, as últimas atualizações dos meus amigos no Facebook, suas fotos, o que leram e indicaram a leitura, centenas de novos artigos nos blogs que acompanho os RSS, meus emails (só leitura, para responder depois). E quando vejo, são 11h da manhã e ainda não fiz nada de produtivo, apenas li, reli, bisbilhotei, mas não escrevi, não respondi emails, não produzi.

Quando penso em fazer algo mais produtivo, sempre tem alguma coisa nova aparecendo em um dos diversos aplicativos do iPad. E quando não tem nada em nenhum deles, tem o processo de carregar cada um novamente, em rotação, para ver se alguma novidade surge de repente. E tem os vídeos, não vamos esquecer dos vídeos. Sejam os que coloquei no iPad para ver depois (e olha a oportunidade justamente neste momento), seja através do Youtube.

E o problema não termina na manhã. Alguma hora eu largo o iPad e o dia passa a ser produtivo. Quando entro neste fluxo de produção, é uma tarefa atrás da outra. Quando saio de casa e estou errante, emails são respondidos na fila do banco, cotações são verificadas enquanto aguardo minha consulta no oculista, um audiolivro é escutado ou alguns capítulos de um livro lidos enquanto tomo um café na padaria próxima do escritório. À noite, sempre dá para mais uma espiadinha no twitter antes de dormir, ou assistir um episódio de algum seriado já na cama. E quando vejo, lá se vão 2h da madrugada. Depois de algumas horas, estou entretido e cansado, mas estou melhor? Não seria melhor dormir sete horas em vez de cinco?

O fantástico do iPad é que ele é um dispositivo para toda hora, todo lugar. No ônibus, aguardando o elevador, no carro quando não estamos dirigindo ou aguardando o sinal abrir. Todo momento é uma oportunidade de usar o iPad. O iPhone pode fazer mais ou menos o mesmo, mas quem deseja assistir um filme na cama na telinha de um iPhone?

Então porque isto é um problema? Parece que sou superprodutivo. Cada minuto extra estou ou produzindo, ou consumindo informações. E aqui entra a parte que o Peter trouxe a tona em seu artigo e que não tinha me dado conta antes. Há uma coisa muito importante que estava perdendo com o uso do iPad. Algo crítico e valiosíssimo.

Tédio.

Daqui em diante, basicamente traduzo o texto do Peter Bregman, apesar de só traduzir o que funciona da mesma maneira para mim, usando meus exemplos pessoais.

Ficar entediado é algo precioso, um estado mental que devemos perseguir. Uma vez que estejamos entediados, nossa mente começa a viajar, procurando por algo excitante, algo interessante para focar. E é aí que a criatividade aparece. Minhas melhores idéias vem quando estou sem fazer nada. Quando estou caminhando pela rua, mas não estou ouvindo música no meu iPod. Quando estou esperando por alguém. Quando estou deitado na cama aguardando o sono chegar. Estes momentos “perdidos”, momentos sem nada específico sendo feito, são vitais.

Eles são os momentos em que nós, inconscientemente, organizamos nossas mentes, fazemos sentido de nossas vidas e conectamos os pontos. Estes são os momentos em que falamos com nós mesmos. E nos escutamos.

Perder estes momentos, substituí-los por tarefas e eficiência, é um erro. O pior é que não apenas os perdemos. Nós ativamente os jogamos fora.

“Este não é um problema do iPad”, os amigos dizem. “É um problema contigo. Simplesmente não o use tanto.”

É isso. O problema é comigo mesmo. Eu não consigo não usá-lo se ele está alí, disponível. E infelizmente, ele está sempre ali. Então eu o vendo. Problema resolvido.

O bom de ter passado por isso é que o iPad me ensinou o valor do tédio. Claro que já tinha lido isso e me identificado com muitas das idéias do livro “O Ócio Criativo”, do Domenico de Masi. Por mais que a leitura tenha sido boa, a experiência prática sempre nos marca mais forte. E agora estou mais consciente em usar estes momentos extras, o tempo entre as coisas, o tempo da caminhada, do ônibus e da espera, para deixar minha mente viajar. Viajar e criar.

Programa A Classe Alta – Última Turma!

Seguinte, vou ser rápido e direto, porque acabo de chegar de uma viagem/sabático de três meses nos USA e vendi meu apartamento no dia seguinte à chegada, então já viram como estão corridos os meus próximos dias.

O programa A Classe Alta é um misto de livro, coaching, grupo de MasterMind, conjunto de materiais de bônus e muito mais, organizados, mantidos e constantemente complementados pelo Seiiti Arata, um cara incrível e totalmente focado no atendimento dos participantes.

Em breve será aberta a última turma do programa, que certamente fechará logo no primeiro dia, como aconteceu nas últimas edições. Então não perca tempo, clique agora mesmo no link de apresentação e deixe seu nome na lista VIP que será avisada com antecedência. Olhe o que os outros falam, é bom mesmo. Depois, não quero ouvir chororô de que a vida está difícil, que não ganham o suficiente, que o que ganham não sobra nada para investir…

Mais uma vez, segue o link: Programa A Classe Alta – Última Turma!
Estão avisados. Abraço e sucesso.