Um novo Brasil se levanta do berço esplêndido. Duvida?

Somos um montão de vendedores num país que prioriza a lógica absoluta. Basta a gente olhar para nossa bandeira e lá está a Ordem e Progresso lembrando que fomos consolidados numa linha de montagem lógico-positivista de se fazer política, de se costurar resultados.

Enquanto argumentamos a venda reproduzimos a lógica dos exércitos, da produção industrial, do intelectual que acha que sabe mais que seu cliente.

Ainda não incorporamos as mágicas, os mitos e a percepção intuitiva de negros e índios em nosso discurso de venda. A gente até comemora um bom resultado com uma boa feijoada. Temos uma vinculação nostálgica com nossas matas e rios. E só. Vendemos (ou tentamos vender) como máquinas lógicas.

O discurso lógico até funciona. E por isso, é repetido, reproduzido até consolidar vícios e deixar escapar novas maneiras de se relacionar com um cliente (parte índio, parte negro, parte português) que por usar a poderosa intuição apreende o final do argumento, descarta o enfoque, desconfia das intenções e mostra sua reação de maneira discreta e sutil: fechando o bolso.

Vender fora da lógica convencional é abrir nossa percepção à intuição de nossos clientes e consumidores. Passivamente nos colocarmos à disposição das necessidades do cliente, respeitando seus sonhos, suas raízes em nossa cultura e entregando na hora certa os produtos e serviços que nos exigem.

Para ter sucesso em vendas deste jeito, é necessário humildade. Em vez de lógica. É preciso reconhecer que os consumidores atuando em conjunto sabem e podem muito mais que o vendedor. Muito mais.

—–
Marco Rosa
Marco Rosa é diretor da Marco Direto Marketing. Email mdm@mdm.com.br; DDG: 0800-11-1239.

Autor: Fabricio S. Peruzzo

Pai, marido, polímata, empreendedor serial, curioso.