Aproveitar a vida

Você aproveita a vida?

É muito comum ouvir as pessoas, e principalmente os jovens, dizendo que querem aproveitar a vida.

E isso geralmente é usado como desculpa para eximir-se de assumir responsabilidades.

Mas, afinal de contas, o que é aproveitar a vida?

Para uns é matar-se aos poucos com as comilanças, bebidas alcoólicas, fumo e outras drogas.

Para outros é arriscar a vida em esportes perigosos, noitadas de orgias, consumir-se nos prazeres carnais.

Talvez isso se dê porque muitos de nós não sabemos porque estamos na Terra.

E por essa razão desperdiçamos a vida em vez de aproveitá-la.

Certo dia, um jovem que trabalhava em uma repartição pública na companhia de outros colegas que costumavam reunir-se todos os finais de expediente para beber e fumar a vontade, foi convidado a acompanhá-los.

Ele agradeceu e disse que não bebia e que também não lhe agradava a fumaça do cigarro.

Os demais riram dele e lhe perguntaram, com ironia, se a religião não lhe permitia, ao que ele respondeu: “a minha inteligência é que me impede de fazer isso”.

E que inteligência é essa que não lhe permite aproveitar a vida? Perguntaram os colegas.

O rapaz respondeu com serenidade: “e vocês acham que eu gastaria o dinheiro que ganho para me envenenar? Vocês se consideram muito espertos, mas estão pagando para estragar a própria saúde e encurtar a vida, que para mim é preciosa demais. ”

Observando as coisas sob esse ponto de vista, poderemos considerar que aproveitar a vida é dar-lhe o devido valor.

É investir os minutos preciosos que Deus nos concede em atividades úteis e engrandecedoras.

Quando dedicamos as nossas horas na convivência salutar com os familiares, estamos bem aproveitando a vida.

Quando fazemos exercícios, nos distraímos no lazer, na descontração saudável, estamos dando valor à vida.

Quando estudamos, trabalhamos, passeamos, sem nos intoxicar com drogas e excessos de toda ordem, estamos aproveitando de forma inteligente as nossas existências.

Quando realmente gostamos de alguma coisa, fazemos esforços para preservá-la.

Assim também é com relação à vida.

E não nos iludamos de que a estaremos aproveitando acabando com ela.

Se você é partidário dessa idéia, vale a pena repensar com seriedade em que consiste o aproveitamento da vida.

Assuma o risco

Por Augusto Pinto

Quem de vocês já não escutou a seguinte desculpa esfarrapada para explicar o medo e a falta de agressividade: “Eu tenho os pés no chão e não dou um passo maior que as pernas”. Como já sou um cinqüentão, com muitas batalhas vividas, posso ousar discordar: vivo dando um passo maior que as pernas e isso funciona na maioria das vezes (o que é ótimo, para quem não é onisciente). Não entendam mal, pois dar um passo maior que as pernas não significa ser irresponsável. Significa assumir decisões, encarar o desconhecido. Vocês acham que Colombo foi irresponsável? Provavelmente não, pois deve ter planejado sua aventura com a maior quantidade de detalhes possível.

Até onde podemos arriscar sem quebrar a cara? Para responder a essa pergunta, só com outra: qual é o objeto de nosso risco? Emprego, ganhar ou perder dinheiro, credibilidade? Para melhor avaliarmos a questão, alguns aspectos devem ser levados em consideração:

Qual a sua idade? Arriscar aos 25 anos é obrigação, já que nessa idade qualquer decisão é arriscada pela falta de referências. O risco aos 40 deve ser calculado, já que a experiência permitirá uma avaliação correta das alternativas, mas o que se pode perder já é significativo. Após os 50, o risco deve ser marginal: arrisca-se a sobra, aquilo que calculadamente se pode perder.

Quais as implicações do erro de avaliação?

Qual é o prêmio pelo risco tomado?

Além de sua experiência, você tem informações suficientes para escolher a melhor alternativa?

Uma empresa sem cultura de riscos é uma empresa de alto risco. Quando você não arrisca, o mundo o faz por você, já que as decisões sempre terão de ser tomadas. Todas as entidades vivas (plantas, animais, homens, equipes, empresas, países) vivem em ciclos, com fases de crescimento, maturidade, apogeu e declínio. Você sabe o que vem após o declínio? Se respondeu a morte, errou: depois do declínio surge o renascimento, a menos que você rejeite as mudanças impostas nessa fase. Em outras palavras, renascer (começar em um novo emprego, abrir novo negócio etc.) implica riscos. Não assumi-los, sim, implica morrer (desemprego, falência, frustração).

Cabe ainda mais um comentário: uma vez tomada uma decisão, enterre as suas preocupações e as suas dúvidas. Pense como um pára-quedista: depois de pular, o melhor a fazer é curtir a paisagem. Não tem coisa mais chata nem mais desanimadora do que alguém que tomou uma decisão arriscada no trabalho e depois disso vive com uma “nuvenzinha sobre a cabeça”. Como os olhos são o coração da alma, esse indivíduo transmitirá insegurança e desmotivação por onde passar. Tratando-se de um “soldado raso”, será considerado um chato medroso, mas se for um “general de quatro estrelas” certamente espalhará pânico entre a tropa. Lembre-se: o risco, quando bem calculado, é o grande tempero desta vida.

Ambição e ética

O consultor de empresas e conferencista Stephen Kanitz escreveu um artigo intitulado ambição e ética, que foi publicado na revista Veja, do qual extraímos algumas reflexões.

Kanitz define a ambição como sendo tudo o que você pretende fazer na vida. São seus objetivos, seus sonhos, suas resoluções.

As pessoas costumam ter como ambição ganhar muito dinheiro, casar com uma moça ou um moço bonito ou viajar pelo mundo afora.

A mais pobre das ambições é querer ganhar muito dinheiro, porque dinheiro por si só não é objetivo: é um meio para alcançar sua verdadeira ambição, como, por exemplo, viajar pelo mundo.

Já a ética são os limites que você se impõe na busca de sua ambição. É tudo que você não quer fazer na luta para conseguir realizar seus objetivos. Como não roubar, não mentir ou pisar nos outros para atingir sua ambição, ou seja, é o conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão.

A maioria dos pais se preocupa bastante quando os filhos não mostram ambição, mas nem todos se preocupam quando os filhos quebram a ética.

Se o filho colou na prova, não importa, desde que tenha passado de ano, o objetivo maior.

Algumas escolas estão ensinando a nossos filhos que ética é ajudar os outros. Isso, porém, não é ética, é ambição.

Ajudar os outros deveria ser um objetivo de vida, a ambição de todos, ou pelo menos da maioria. Aprendemos a não falar em sala de aula, a não perturbar a classe, mas pouco sobre ética.

O problema do mundo é que normalmente decidimos nossa ambição antes de nossa ética, quando o certo seria o contrário.

E por quê? Por que dependendo da ambição, torna-se difícil impor uma ética que frustrará nossos objetivos.

Quando percebemos que não conseguiremos alcançar nossos objetivos, a tendência é reduzir o rigor ético, e não reduzir a ambição.

O mundo conheceu a história de uma estagiária na casa branca, que colocou a ambição na frente da ética e tirou o partido democrata do poder, numa eleição praticamente ganha, devido ao enorme sucesso da economia na sua gestão.

Não há nada de errado em ser ambicioso, desde que se defina cedo o comportamento ético.

Quando a ambição passa por cima da ética como um rolo compressor, o resultado é o que podemos acompanhar nos noticiários que ocupam as manchetes em nosso país.

Assim, para mudar definitivamente essa situação, é preciso estabelecer um limite para nossa ambição não nos permitindo, em hipótese alguma, violar a ética para satisfação pessoal, em detrimento do coletivo.

Conforme ensinou Jesus, “seja o seu falar: sim, sim, não, não”. Seja em que situação for.

E se estiver difícil definir se estamos agindo com ética ou não, basta imaginar como julgaríamos esse ato, se praticado por outra pessoa.

Se o condenamos é porque não é ético. Se o aprovamos e julgamos justo, então podemos seguir em frente.

* * *

Defina sua ética quanto antes possível. A ambição não pode antecedê-la, é ela que tem de preceder à sua ambição.

Motivação

Quem não se lembra, com saudade, de uma ou outra brincadeira dos tempos de criança? Seja na cidade ou na roça, nas regiões mais pobres do mundo ou nos países mais avançados, nas famílias mais modestas ou nas mais ricas, a criança sempre deixa fluir sua imaginação com muita criatividade. E é por isso que, se soubermos olhar para a nossa própria infância, teremos sempre muito a aprender para a vida que vivemos hoje.

Um dos meus divertimentos prediletos, por exemplo, era brincar de Tarzan. Imitava com toda força dos pulmões aquele grito do Johnny Weismuller quando saltava por entre as árvores da selva africana para salvar a Jane. Pois eu adorava me ver como o Tarzan, não pela Jane nem pela Chita, mas sim pela emoção de voar no cipó.

Na pequena fazenda onde vivi minha infância, em Itapeva, interior de São Paulo, havia uma goiabeira plantada à beira de um barranco. Eu amarrava uma velha corda no galho da goiabeira, dava um grito igual ao que eu via nos filmes do rei das selvas e pulava, segurando a corda como se fosse um cipó. Balançava pendurado na corda e, num só impulso, voltava para cima do barranco. Na energia dos meus nove anos, durante essa brincadeira, eu me sentia o mais corajoso dos homens.

Como a corda ficava na chuva e já estava gasta, pois todos os dias eu brincava de pular no barranco, consegui uma corda novinha e coloquei-a no lugar da antiga.

Além de corajoso, agora eu me sentia previdente. Estava querendo dar ao meu brinquedo maior segurança e qualidade (e naquela época nem se falava tanto sobre essas palavras, que hoje estão na moda). Só que eu não sabia, ainda, de um requisito importantíssimo para essas duas palavras funcionarem: a atenção aos detalhes. Melhor dizendo: atenção a todos os detalhes.
Bem, voltando à minha história. Troquei a corda, dei um nó bem forte, me preparei para o pulo e caprichei no grito:

“Aaahhhooohow!”. Era assim que eu sempre fazia. O grito ecoava no barranco e ficava mais potente ainda. Mas desta vez terminou um pouco diferente:

“Aaahhhooohow…ai!”.

O pulo tinha terminado num tombo ridículo. A corda nova era um pouco mais comprida que a antiga e meu salto ficou maior que a altura do barranco. Bati com a cara na parede da ribanceira e despenquei no chão, com todo o peso do corpo sobre o braço.

Voltei para casa quietinho, despistando, porque não queria levar bronca dos pais nem gozação dos irmãos. Naquela noite, toda a família foi ao circo para ver um show da dupla Tonico e Tinoco. Eu não me agüentava de dor no braço, mas não queria contar minha mancada para ninguém.

* * *

Algumas décadas se passaram e, há poucos meses, voltei àquele sítio, que agora pertence a outras pessoas. Logo que pude dar uma volta sozinho por ali, fui rever o barranco onde brincava.
Que decepção! A montanha dos meus saltos de Tarzan era um barranquinho minúsculo. Tinha um metro e meio de altura, no máximo!

Saí de lá com uma conclusão meio óbvia, mas que acabou me valendo muito: o barranco não era grande. Eu é que era pequeno!

* * *

Na viagem de volta, aquela imagem não me saía da cabeça. Aí resolvi anotar o que aquele menino de nove anos estava tentando ensinar a ele mesmo, agora adulto:

· Os desafios não são tão grandes como imaginamos ver. Nós é que ainda não nos encontramos preparados para enfrentá-los.

· Os problemas não são tão complicados. Nós é que estamos com pouco entusiasmo para resolvê-los.

· Quem faz a mesma coisa sempre, e da mesma forma, às vezes acaba relaxando nos detalhes, e comete imprudência.

· Alguns acontecimentos de nossa vida foram marcantes. Mas hoje não seriam tão especiais se tentássemos vivê-los novamente.

· Quando estamos despreparados, nossa capacidade fica pequena e qualquer montinho nos parece um Everest intransponível.

* * *

Outra coisa que a história do barranco me ensinou:

Se estiver em grande dificuldade, preocupado ou muito aborrecido com algum problema, procure imaginar-se daqui a dez anos. Tudo isso que o incomoda será passado. Estará superado, resolvido. Você vai perceber então que não foi o peso que diminuiu. Sua força é que passou a ser melhor aproveitada.

* * *

O tempo é um sábio professor. Por isso é que, a cada final de ano, muitos fazem uma espécie de balanço do ano que passou e tomam decisões para o ano seguinte. Mas cuidado com essas resoluções de Ano Novo, porque a maioria delas não consegue sobreviver nem até o dia de Reis!
O que realmente dá certo é aproveitarmos essa ocasião para renovar nosso entusiasmo pela vida, o amor pelos que nos são próximos, o aprendizado que a cada dia torna-se maior e que não termina nunca.

Ao ingressar em um novo ano (especialmente agora, início de novo século e novo milênio) cultive um sonho de vida. Aquele sonho que é só seu. Pessoal e intransferível. E que, por isso mesmo, é universal. Deixe que este sonho o conduza, pelo futuro afora, acalentando seu repouso depois de cada dia de trabalho e iluminando seu dia-a-dia a cada novo amanhecer.

Gretz é conferencista e consultor, autor de vários livros como “A força do Entusiamo” , “É óbvio” e “Viabilizando talentos”.

Um dia…

Um dia você vai ver que não valeu a pena tanta correria,
para ganhar dinheiro e não usufruir.

Vai ver que o tempo passou e o
cansaço tomou conta do seu corpo.

Vai ver que mesmo rodeado de muita gente, você se sente só.
Um dia você vai recolher-se no quarto
e vai ter vontade de abraçar o travesseiro,
porque não sobrou ninguém para abraçar.

Vai ver que foi entrando numa roda viva,
você viu que não é mais dono do tempo que dizem que é seu
e que não pode cedê-lo a qualquer um.

Vai ver que o carro já está se tornando um problema,
e não um conforto, o telefone é chato, a gravata incomoda e…
por mais que tente se livrar de tudo,
é um escravo invejado por muitos.

Vai ver que não valeram …
os anos sem férias, sem descanso.

Vai ver que não tem mais ilusões,
e a esperança anda com vontade de dormir.

Um dia você vai ver que passou pela vida sem viver.
Freqüentou o mundo sem saber porque.
Rodou, rodou, rodou, e não saiu do lugar.
Pensou que foi, mas ficou.
Teve tudo e não sentiu nada.

Um dia você verá que o tempo escoa tão rápido
como a areia fina pelos seus dedos.

Vai ver que resta parar e gritar bem alto: “CHEGA” !!!
Vai ver que é hora de sorrir, de amar,
de ser da família, de misturar-se com as crianças
e dar a mão ao próximo.
Antes que seja tarde demais!

11 mandamentos da felicidade

Onze mandamentos da felicidade, segundo Roberto Shinyashiki

1. Seja feliz um pouco ‘todos’ os dias. É ilusão achar que você var ser feliz no futuro (depois de casar, aposentadoria, etc.). É desperdício trabalhar o mês inteiro para ser feliz só no dia de receber o cheque.

2. Aceite os outros do jeito que eles são (são pessoas únicas). Aceitá-los pode significar separação (administre isso). Pare de se irritar por bobagem (deixe de se castigar pela raiva).

3. Cuide de seu corpo. Pare de ingerir comida ruim, bebidas em excesso, sono ruim. Relaxe, não exiga muito do corpo.

4. Alimente bem sua alma. Descarte leitura de seção de crimes no jornal, filmes violentos, baixo-astral na TV.
5. Viva o presente. Valorize os momentos dos filhos, familiares, amigos, o amor. Esqueça o passado, a culpa, os ressentimentos. Coma os morangos.

6. Crie prazer em trabalhar. Seja alto-astral, generoso, crie um lugar personalizado (campo de concentração).

7. Vá atrás dos seus sonhos. Acomodação mata em vida.

8. Engaje-se em um programa social, o melhor antidepressivo. Você vai ter mais orgulho de estar vivo.

9. Espiritualização, fé, meditação, mais oração. Crie tempo para recarregar as baterias.

10. Goste de evoluir. O aprendizado se dá pela dor ou pelo prazer. Escolha.

11. Seja generoso com você. Ninguém é perfeito. Amanhã vai ser melhor se você parar de se torturar.

Reverência ao destino

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer,antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer “oi” ou “como vai?”
Difícil é dizer “adeus”. Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas…
Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois.
Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

–Carlos Drummond de Andrade

Ação e Reação

É fora de dúvida que toda ação desencadeia uma reação: Se a ação for boa, a reação será positiva; porém, se a ação for má, a reação será negativa. O próprio Jesus disse que não se colhe uvas de espinheiros; um grande instrutor ensinou que a semeadura é livre, porém a colheita é obrigatória. Nós, os cristãos, acreditamos que a vida é um Grande Campo e compete a nós cultivá-lo com sementes de boa qualidade.

Certa ocasião Jesus disse aos Seus discípulos que “a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos”. Segundo o dicionário, “seara” é “extensão de terra semeada, cultivada”; todos nós somos semeadores e colheremos segundo a qualidade da semente que plantamos. Nossos atos, emoções, palavras e pensamentos são as sementes, e da qualidade dessas sementes depende nossa felicidade na Terra e depois desta vida.

Quando Jesus afirmou que “os trabalhadores são poucos”, certamente Ele se referia a semeadores conscientes que semeiam a boa semente e constroem o reino de Deus na Terra (e em seus próprios corações).

Portanto, se a tua colheita de hoje te causa dissabores e sofrimentos, tome cuidado com o tipo de semente que você está lançando no campo da tua vida!

Faça ainda hoje uma auto-crítica e programe sua reforma moral, selecionando, desta forma, as sementes do teu campo. E lembre-se: Sua felicidade presente e futura depende apenas e tão somente de você!

Apure os ouvidos e ouça: Jesus está contando a história da tua vida: “Eis que o semeador saiu a semear…”!

*Extraído do livro “As Flores do Jardim de Ruach Kadosch”, Vol. 1, Cap. 32.

Negociação

Negociar é atividade que exercemos desde que nascemos

Por Eneida Souza Cintra

Apesar de muito usada, a palavra “negociação” é pouco pensada. Ao perguntarmos a alguém, “O que é negociação?”, notamos o quanto é difícil para as pessoas descreverem este vocábulo. Em contrapartida, não se nota nenhum engasgo quando lançamos a segunda pergunta: “Quem faz isto?”. De bate-pronto, respondem: “Homens de negócio” (apesar da cômica redundância) e continuam, exemplificando: “Empresários e principalmente vendedores”.

O que vendem ou negociam? “Produtos que correspondam ao seu campo profissional, casas, carros, bijouterias, etc”, respondem à terceira questão. Ao inquirirmos por que alguns têm sucesso e outros não, dão respostas evasivas, como “é sorte”, “tem de ter garra”, “esforço”, “força de vontade” e nada mais argumentam.

Não há como não constatar o quão empobrecidos somos quanto aquilo que seria nossa auto-referência para a vida, pois todos somos vendedores. Apenas o não conhecimento de nossas aptidões, qualidades, habilidades ou potencial ainda não desenvolvidos levam as pessoas a responderem desta forma. Ou seja, restringem um campo de trabalho a uma palavra que descreve de forma extremamente superficial uma ação tão rica e tão profunda. Ou destituíram-na de sua importância máxima ou sequer pensaram no seu significado mais íntimo.

Quando uma criança de dois anos olha para os pais e toma uma atitude, com certeza intermediou-se aí uma “leitura” quanto à aprovação ou não do ato: isto é uma negociação.

Quando um garotão de dezoito anos paquera sua colega de escola, faz uso de algumas posturas tentando “vender” para a escolhida o seu visual ou seu palavreado, cabendo a ela “comprar” ou não. Isto é uma negociação.

Quando um casamento perdura por dez ou quinze anos, é sinal que, além da “compra e venda” ocorrida há tempos, está havendo uma adequada manutenção. Isto é negociação.

Ao recortar-se um anúncio de jornal em busca de emprego é porque houve uma “compra” daquela idéia por parte do leitor que, partindo para uma entrevista, tentará “vender” suas habilidades, conquistando assim o espaço oferecido. Isto é uma negociação.

Repito o que acima escreví: todos somos vendedores e acrescento: as características do “vendedor ou homens de negócio” nos acompanham desde que nascemos, independente da profissão exercida.

O fato de “ter ou não garra” ou “sorte ou azar” não responde em absoluto a questão acima colocada. Pois é óbvio que, quando estas características se transformam em profissão, há a necessidade, como premissa básica, de ter-se um conhecimento muito mais profundo de suas habilidades. A “garra” e a “força de vontade” de nada valerão se estivermos dirigindo na contra-mão por desconhecimento.

Como o enfoque que estou querendo abordar é empresarial, quando menciono a necessidade do autoconhecimento não me refiro evidentemente ao processo clínico e sim a descobertas que devem ocorrer em grupo, com pinceladas individuais. Isso dentro de uma dinâmica ocorrida em treinamento que envolverá atitude, comportamento e treino para a “leitura” de situações ou pessoas com as quais os profissionais estarão se relacionando.

Portanto, voltando às perguntas iniciais:
– Quem faz negociação? -Todos nós.
– O que se vende? – Tudo.
– Por que uns têm mais sucesso que outros? -Porque uns, por se conhecerem mais que outros, mesmo que intuitivamente, conseguem separar o emocional do que é profissional.
Complementando a primeira questão colocada: “o que é negociação?”
-É colocar um negócio em ação.
-É saber ler no outro seus desejos e suas necessidades.
-É saber vender sua imagem (antes do produto) para que o outro “compre” confiança e crença.
-É aumentar seu potencial e minimizar suas inabilidades; é primeiro negociar consigo mesmo antes de negociar com o outro.
Não nos esqueçamos: todos nascemos vendedores. Para aumentar e desenvolver este potencial basta querer.

O que vale a pena aprender

De Waldemar Setzer, professor aposentando da USP.

Há algum tempo, recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física, que recebera nota zero.
O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma “conspiração do sistema” contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido.
Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: “Mostre como pode-se determinar a altura de um edifício bem alto com o auxílio de um barômetro.”
A resposta do estudante foi a seguinte: “Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício.” Sem dúvida era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto.
Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente.

Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma aprovação em um curso de física, mas a resposta não confirmava isso. Sugeri então que fizesse uma outra tentativa para responder à questão. Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que eu imaginei lhe seria um bom desafio.

Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder à questão, isto após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de física. Passados cinco minutos ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o forro da sala. Perguntei-lhe então se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida, e não tinha tempo a perder. Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade tinha muitas respostas, e estava justamente escolhendo a melhor. Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse. No momento seguinte ele escreveu esta resposta: “Vá ao alto do edifico, incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo t de queda desde a largada até o toque com o solo. Depois, empregando a fórmula h = (1/2)gt^2 , calcule a altura do edifício.” Perguntei então ao meu colega se ele estava satisfeito com a nova resposta, e se concordava com a minha disposição em conferir praticamente a nota máxima à prova. Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo.

Ao sair da sala lembrei-me que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti à curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas. “Ah!, sim,” – disse ele – “há muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro.”

Perante a minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações. “Por exemplo, num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício”. Depois, usando-se uma simples regra de três, determina-se à altura do edifício.”Um outro método básico de medida, aliás bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro. Contando o número de marcas ter-se a altura do edifício em unidades barométricas”. Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois g’s, e a altura do edifício pode, a princípio, ser calculada com base nessa diferença. “Finalmente”, – concluiu, – “se não for cobrada uma solução física para o problema, existem outras respostas. Por exemplo, pode-se ir até o edifício e bater à porta do síndico. Quando ele aparecer; diz-se: “Caro Sr. síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o Sr. me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente.”.

A esta altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta ‘esperada’ para o problema. Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto com as tentativas dos professores de controlar o seu raciocínio e cobrar respostas prontas com base em informações mecanicamente arroladas, que ele resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa.

“Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará assim uma máquina utilizável e não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto”
(Albert Einstein)