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Como juntar um caminhão de dinheiro

Nas próximas semanas publicarei uma sequência de videos falando tudo que achar importante sobre investimentos e construção de riqueza, não só na teoria, mas também com sugestões práticas de como formar patrimônio relevante em um tempo razoável, com consistência e segurança.

E para começar já, para isto não ser mais do que uma simples apresentação minha, pegue papel e caneta, ou melhor, separe um caderno exclusivo para isto, e vamos juntos construir seu futuro financeiro, seja ele o suficiente para viver uma vida mais confortável, seja para conquistar uma aposentadoria precoce, seja para atingir uma riqueza fora de série. Eu ajudo com as ferramentas, tu defines a velocidade e o topo que pretende atingir.

Vai lá, pega o caderno.

Pronto. Caderno na mão? Este caderno será seu manual da independência financeira. O que escrevemos tem valor, é perene, está registrado. Neste caderno você colocará o que aprender comigo e com os outros especialistas no assunto dinheiro. Nele você colocará seus dados financeiros, os detalhes de suas contas bancárias e das corretoras em que possui investimentos. Neste caderno você fará exercícios e simulações. Ele será seu guia e seu mapa para uma vida financeira mais rica e confortável.

Anota aí então. A primeira grande sacada da independência financeira é o exato oposto do que dizem alguns autores. Eu explico:

Alguns autores de finanças falam que não importa tanto o quanto você ganha, mas sim o quanto gasta e quanto sobra no final para investir.

BULLSHIT!!! MENTIRA!!!

O jeito mais fácil de juntar um caminhão de dinheiro não é encontrando investimentos mágicos que façam suas merrecas crescer. O jeito mais fácil de juntar um caminhão de dinheiro é GANHAR um caminhão de dinheiro com seu trabalho ou seus negócios.

E falo isso de cadeira, vivi isso na pele. Quanto mais você ganha, mais fácil é fazer sobrar aquela parte importante para destinar aos seu patrimônio e seus investimentos. Mais fácil é economizar e fazer seus investimentos atingirem um valor relevante a ponto de sustentar seu padrão de vida elevado apenas com os rendimentos gerados por este patrimônio.

Então, quando você tiver um tempo sobrando e pensar em pesquisar por um investimento que renda uma miséria a mais do que o investimento mais simples que você já conhece, use este tempo para aprender algo novo que te permita simplesmente ganhar mais com seu próprio trabalho.

Claro que não estou dizendo aqui para se contentar em deixar o dinheiro na poupança, onde ele perde até mesmo para a inflação. Nem com isso imagino que você vá deixar seu dinheiro no fundo de renda fixa comum do seu banco do dia a dia, que cobra taxas de administração tão altas que em determinados momentos pode render até mesmo menos do que a poupança. Temos que ter um rendimento condizente, sem ficar distribuindo nosso dinheiro suado de graça para o sistema financeiro, mas já falo sobre isso.

Para ilustrar a situação, vou dar um exemplo prático e já mostrar uma opção de investimento para sua reserva de segurança. A reserva de segurança, ou colchão de liquidez, é aquela parte do seu dinheiro que precisa estar disponível rapidamente para qualquer emergência. É ingrediente essencial de qualquer plano de investimentos. Desde pequeno ouço meu pai dizendo: “quem tem um colchão de segurança nunca passa trabalho na vida”. E isso me marcou forte, porque nas piores situações, nos momentos mais dramáticos, o colchão de segurança sempre esteve lá cumprindo sua função e segurando as pontas até os problemas estarem resolvidos.

O que é necessário para este colchão de segurança? Depende de cada pessoa, do seu nível de empregabilidade, da área em que você atua e tudo mais, mas no mínimo estamos falando em seis meses do seu custo de vida. Um ano seria melhor, claro. Imagine a situação de perder o emprego, quanto tempo você levaria para conseguir outro que lhe pague mais ou menos o mesmo que costumava ganhar? Ou uma doença que exija seu afastamento do trabalho, por quanto tempo você poderia manter as contas em dia sem receber seus pagamentos mensais? Isso pensando que você tem um bom plano de saúde, se não tiver, quanto custaria o tratamento?

Bom, explicada a necessidade de uma reserva de emergência, vamos ao exemplo prático. Vamos imaginar que você tenha R$ 10.000 ou R$ 100.000 aplicados no investimento mais banal e seguro que existe, o Tesouro Selic.

O Tesouro Selic rende antes dos impostos, aproximadamente 10% ao ano na época de gravação deste video.

Pesquisando um pouco, ou recebendo aquela “dica quente” da corretora onde você possui seus investimentos, descobre um CDB fantástico de um banco que você nunca tinha ouvido falar, que paga 120% do CDI, ou seja, mais ou menos 120% do que você receberia no Tesouro Selic onde já investe.

E olha aí eu divergindo de novo do assunto, mas é por um bom motivo, é uma lição valiosa: se algo paga mais, é porque tem mais riscos. Nenhum banco é Papai Noel para distribuir dinheiro de presente. O banco tal pode oferecer 120% do CDI, mas se ele falir, você perde tudo que investiu. E nem vem me falar que não, que tem o FGC, o Fundo Garantidor de Crédito, que garante teus investimentos até o limite de R$ 250.000 por CPF, por banco. Furada, em uma quebra generalizada desses banquinhos de segunda ou terceira linha, o FGC não tem dinheiro para garantir coisa nenhuma.

Voltando para nosso exemplo, quanto rende a mais esses tais de 120% do CDI? E eu respondo, aproximadamente 1,5% a mais ao ano, depois dos impostos. Ou seja, para seus R$ 10.000 investidos, correndo um risco muito maior de perder tudo ao investir em um CDB de banco quase falido, você ganhará a fortuna de R$ 150 a mais no ano! Mesmo que você tenha um valor mais substancial, R$ 100.000 investidos, você ganhará apenas R$ 1500 a mais para correr um risco absurdamente maior de perder tudo.

Agora, fala sério, o que é mais fácil, tentar encontrar um investimento seguro que renda um pouquinho irrelevante a mais, e perder um tempo precioso até entender tal investimento de maneira a se sentir seguro com ele, ou simplesmente usar esse tempo para pensar em maneiras de economizar esse tantinho a mais ao longo do ano. NO caso de uma reserva de R$ 100.000, estamos falando de pouco mais de R$ 100 mensais.

Pare de procurar investimentos milagrosos e te dedica a aprender as coisas que te permitam crescer profissionalmente e ganhar mais com teu trabalho, e assim, poder investir mais.

Teu futuro agradece.

Obrigado por ler até aqui.

Se você gostou, divulga para os amigos. Vamos juntos construir um mundo mais rico para todos nós.

Se não gostou, manda este artigo para os inimigos, para perderem o tempo deles ouvindo minhas besteiras.

O maior erro de quem começa a estudar investimentos

O maior erro de quem começa a estudar investimentos e deseja enriquecer ou conquistar a independência financeira é perder tempo tentando descobrir investimentos que rendam um pouco mais do que os investimentos considerados tradicionais, em vez de usar seu tempo pensando em maneiras de ganhar mais dinheiro e assim poder ter maiores valores para investir mensalmente.

Não quero com isso dizer que obter uma boa rentabilidade seja ruim, claro que não, só que uma melhora sutil na rentabilidade é irrelevante, se os valores que você possui para investir sejam também irrelevantes.

Vou desenhar uma “fórmula” aqui:

RIQUEZA = DINHEIRO x RENTABILIDADE ^ TEMPO

Riqueza igual ao dinheiro investido multiplicado pela rentabilidade elevada ao tempo. O importante aqui é notar que das variáveis envolvidas, DINHEIRO é a que temos as melhores condições de aumentar consideravelmente.

Rentabilidade é difícil de melhorar de forma considerável. Leve em conta que o Warren Buffet, considerado um dos maiores investidores do planeta, tem um histórico médio de rentabilidade de 20% ao ano em seus investimentos, ou seja, não será você nem eu, gênios, que conseguiremos muito mais que isso em média ao longo dos anos.

Tempo também é limitado, no sentido de não podermos aumentar ele de forma significativa. Se você tem 20 anos e pretende se aposentar com 50 anos, estamos falando aí de 30 anos. Você pode levar uns anos a mais e postergar sua aposentadoria até os 60 ou 65 anos, mas ainda assim, é um aumento de apenas 50% em relação ao planejamento original.

Já o dinheiro, não há limites para o quanto você pode aumentar. Se você começa a investir R$ 500 mensais quando ganha R$ 1500 no estágio, ainda morando com seus pais, é relativamente fácil dobrar este valor quando você pula do estágio para um emprego formal e recebe seu primeiro aumento. Passar de R$ 500 a R$ 1000 é um incremento de 100% nos seus investimentos. Pular de R$ 1000 para R$ 2000 também, e se você ainda está começando a estes valores parecem altos, é simplesmente porque você ainda não se deu conta de que é aí que você precisa investir seu tempo e suas energias.

Em vez de pensar como ganhar 20% a mais do que o CDI, que é bastante, mas calculando bem, resulta em apenas 1,5% a mais de rentabilidade anual, pense em como você pode aumentar seus ganhos e assim, como pode aumentar seus investimentos mensais.

Se você tem R$ 10.000 investidos, o que é mais fácil, encontrar um investimento mágico que lhe permita lucrar muito mais que a média (que como vimos acima, representa 1,5% a mais no ano), ou encontrar uma forma de ganhar R$ 150 a mais com seu trabalho, de maneira a investir esse valor extra? E note que isso vale para qualquer patamar de investimentos, ou seja, se você tem R$ 100.000 ou R$ 1.000.000, o que é mais fácil, encontrar o investimento mágico, ou simplesmente faturar R$ 1500 ou R$ 15.000 a mais com o trabalho ou negócio que lhe permitiu juntar os R$ 100.000 ou R$ 1.000.000 originalmente?

Não perca tempo procurando fórmulas mágicas. Foque em ganhar mais para poder ter mais para investir.

Onde investir com a taxa Selic despencando?

Quando a Selic está acima de 2 dígitos todos ficam felizes. Quando está acima de 12% ao ano então parece uma maravilha, todos, economistas, jornalistas, curiosos que adoram fazer simulações em suas planilhas de cálculos, colocando rendimentos de 1% ao mês e ficando alegrinhos com suas fortunas crescendo sem parar. Basta deixar o dinheiro na renda fixa, no piloto automático e pronto. Basta a Selic começar a cair e todos começam a se desesperar. Onde investir agora?

Deixa eu contar um segredo. Você está ganhando mais hoje do que ganhava ontem.

Até ano passado a Selic chegou a 14,25%. Ao mesmo tempo, entre 2015 e 2016 a inflação acumulada ficou próxima de 10% na janela de 12 meses. Com taxas tão altas da Selic é muito maior o risco de crédito, ou seja, os títulos que pagam sua renda fixa podem não ser pagos e você ter perdas bem consideráveis. Mesmo o Tesouro Selic, que prevê que o governo lhe pague, pode não sofrer um calote real, mas sim um calote virtual, via impressão de dinheiro e inflação. Ou seja, você recebe, mas os lucros não valem nada.

Já hoje, temos a Selic em 10,25% ao ano e a inflação acumulada em 12 meses em aproximadamente 4% ao ano. Descontando a inflação, estamos ganhando mais. A diferença entre ganhar (10,25 – 4) e ganhar (14,25 – 10) é de 50% a mais atualmente do que era no ano passado e retrasado. Você pensa estar lucrando menos, mas está lucrando muito mais do que conseguia antes. E com inflação menor e taxas de juros menores, é muito mais fácil para quem paga tais taxas efetivamente honrar seus compromissos, então também seu risco é muito menor nestes investimentos.

Se até o final do ano chegarmos à taxa Selic desejada pelo Banco Central de 8,5% ao ano, e uma inflação na casa de 3% ao ano, ainda estaremos obtendo rendimentos reais melhores do que vínhamos conseguindo quando aparentemente bastava contar com aqueles 1% ao mês de antigamente.

Ou seja, para sua reserva de emergência, coloque o dinheiro no Tesouro Selic. Para valores que você pretenda usar só lá na frente, busque no Tesouro Direto pelos títulos pré-fixados e garanta enquanto dá as taxas enormes que ainda temos. Para um pouco mais de segurança, opte pelos pré-fixados indexados à inflação, assim ao menos você fica protegido caso o país caia em um abismo qualquer ali na frente.

Como ter mais dinheiro para investir

Rodolfo Amstalden, um dos sócios da Empiricus, dá uma dica simples e direta para você conseguir ter mais dinheiro para investir. E também para ficar mais magro 🙂

Esta é a Rede Rica! Uma curadoria de conteúdo feita para facilitar sua vida ao apresentar os melhores textos e videos para seu desenvolvimento pessoal e financeiro.

Servir e enriquecer

Pouco mais de uma semana atrás, meu amigo Tarik Darian escreveu um artigo para seu site Oceans14. Achei bem alinhado com o tipo de mensagem que desejo transmitir aqui no Papai Investidor, então pedi se podia publicar por aqui. Com a autorização dele, segue…

Servir e enriquecer.

por Tarik Darian.

Aristóteles dizia “Nós somos o que praticamos. Excelência, então, não é um ato, mas um hábito.”

Domingo passado, num recente momento de descontração em família, quando minha esposa me trouxe um copo d’água sob o olhar das minhas filhas, em tom jocoso eu disse: “estão vendo meninas, aprendam a servir seus maridos”. O que detonou uma série de impropérios por parte da minha senhora, indignada com minha sugestão de que as pimpolhas devessem servir a algum homem.

Aquela reação exacerbada da minha cara-metade reflete não somente uma crença que se espalhou entre as mulheres de que é errado servir aos seus maridos, mas ainda mais alarmante, uma crença da maioria dos seres humanos (sem distinção de sexo) que não devem servir a ninguém, como se isso fosse vergonha ou humilhação.

Meu pai me dizia frequentemente “quem não sabe servir, não merece ser servido” e, embora eu fizesse ouvidos de mercador, aquele mantra acabou impregnado em mim. Na minha vida profissional, instintivamente eu via meus chefes e patrões como clientes preciosos que compravam meu tempo a princípio, e mais tarde, tempo e expertise. Além disso, essas pessoas me ensinavam e tutoravam. Enquanto isso, a maioria dos meus colegas os via como vacas leiteiras que deviam ser ordenhadas até a última gota, antes de forçarem uma demissão para receber a rescisão e a multa do fgts, que viam como direito sagrado.

Bom, como essa última crise nos ensinou, talvez devêssemos ter servido melhor a nossos patrões e chefes, já que hoje são animais ameaçados de extinção.

A atitude de servir com coração, te liberta da servidão. Conseguem entender como isso é sutil? E essa atitude também pode te levar à riqueza.

Sim caro leitor…antes de ter pessoas servindo às suas necessidades, se quiser enriquecer, terá de aprender a servir.

Dizem que Steve Jobs podia ser um belo de um filho-da-mãe com seus funcionários, mas veja como ele aprendeu a servir seus clientes! A experiência Apple é o que é por causa do seu fundador. Ele entendeu o que o cliente queria e como gostaria de ser servido, e pressionou seus empregados até a exaustão para que entregassem exatamente aquilo.

Veja os carros da Tesla. Antigamente ninguém queria um carro elétrico, já que todos eles se pareciam com o Prius, um carro que tem o charme de uma funcionária do INSS. Hoje um Tesla é símbolo de status. Por que? Porque Elon Musk entendeu como servir seu cliente.

Vejamos algo menos glamouroso: a sua padaria favorita. Tem algo mais delicioso que tomar um café da manhã numa bela padaria? O pão quentinho, onde a manteiga surfa delicadamente sobre a fatia recém cortada. O cheiro de café fresco impregnando suas narinas como um “bom dia” que sua mãe te dava aos domingos para te despertar. E aquele serviço de primeira, afinal, não tem pão quente e café que resista a um garçom ruim. Seu Manoel da padaria aprendeu mesmo a te servir…

Todos gostamos de ser servidos, mas apenas aqueles que conseguem se colocar no lugar do outro e servi-lo com afinco, alcançam os reinos dos céus e as glórias mundanas. É por isso que domingo esperei minha mulher terminar com seu rompante feminista e calmamente disse às minhas filhas “sirvam sim aos seus maridos, se quiserem que eles as sirvam, estamos nesse mundo para servir, principalmente a quem amamos. Acaso seu pai não serve a vocês e à família toda?”

Obviamente estar certo não me ajudou muito no resto do domingo com a patroa, mas as meninas entenderam o recado.

Excelência é um hábito, então se torne excelente em servir. Sirva seu semelhante no trânsito ao ceder passagem, ou tentar ser um motorista melhor. Sirva seu próximo sendo cortês mesmo ao receber uma resposta ríspida. E sempre, sempre, tente se colocar no lugar do outro. Essa prática constante te dará a visão além do alcance, e atrairá as pessoas para você, como um ímã, e isso, caro leitor, é um ativo que não tem preço.

Essa é uma das chaves da riqueza que vai além do material. Sirva e enriqueça.

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Espero que tenham gostado. Conheça mais sobre o autor no site http://www.Oceans14.com.br/

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Conta digital – tarifa zero em todas as operações

Todo Papai Investidor já deve ter aberto uma conta corrente para seus filhos. Muitos optam pela caderneta de poupança, para não pagar tarifas de manutenção da conta, mas todos sabemos que a caderneta de poupança há muito tempo não rende nem o suficiente para bater a inflação, então deixar o dinheiro lá é receita para seu filho empobrecer enquanto cresce.

Uma alternativa surgiu em 2014 com o conceito pouco divulgado pelos bancos (óbvio) das contas digitais. Basicamente se trata de uma conta que deve ser operada somente através de canais eletrônicos, internet e caixas automáticos basicamente, e que sendo usada assim, não cobra nenhuma tarifa para as operações mais comuns como transferências, DOC, e TED. É a conta ideal para um filho, pois dá acesso básico aos serviços bancários como receber depósitos, aplicar em fundos dos próprios bancos (normalmente caros, mas ainda assim melhores do que a poupança) e fazer transferências para a corretora de seu filho sem custos, permitindo assim o investimento mesmo de valores mais baixos, sem que os custos representem um percentual altíssimo do valor aplicado.

A maioria dos bancos que tinham esta opção de conta já cancelaram as mesmas, e o Itaú está prestes a fazer o mesmo com a sua, batizada de iConta. Então você tem poucos dias para abrir, caso já não possua, ou para solicitar a troca de seu pacote pessoal para o da iConta, caso já possua conta neste banco. Se você não utiliza mais talões de cheque e todas suas operações costumam ser feitas pela internet, caixa eletrônico ou aplicativos, a hora é agora.

A Nathalia Arcuri, do canal Me Poupe no YouTube, fez um video sobre o assunto hoje, assista abaixo e aproveite para assinar o canal dela, que sempre tem vídeos bastante divertidos sobre finanças.

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Onde Felipe Miranda, da Empiricus, investe seu dinheiro?

Ontem o Primo Rico, Thiago Nigro, publicou o video de uma entrevista com o Felipe Miranda, da Empiricus. Para quem ainda não sabe, o Papai Investidor é assinante vitalício do Reserva Empiricus, o produto mais completo deles, resumidamente, assinante de TODOS os relatórios que eles já criaram ou venham a criar, ou seja, recomendo, e recomendo muito.

Entrevista excelente que mostra não apenas onde o Felipe investe, mas principalmente as excelentes idéias que motivam o porquê dele investir desta maneira.

Assista abaixo, assine o canal do Thiago para ver sempre os novos videos dele e siga em frente nas melhores escolhas para sua vida financeira.

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Alugar ou comprar imóvel com financiamento?

Um dos termos que sempre utilizo para explicar a diferença entre alugar ou comprar um imóvel através de financiamento, é que o financiamento nada mais é do que um “aluguel do dinheiro”, e que este aluguel do dinheiro costuma ser muito mais caro do que o aluguel do imóvel. Tudo isso, sem deixar de lado toda a questão de flexibilidade que o aluguel proporciona em relação ao engessamento de ter um compromisso de longa duração com um financiamento, ou da dificuldade de passar isto adiante no caso de mudanças de planos neste mundo tão dinâmico em que vivemos.

Que felicidade a minha então em assistir hoje a este video do amigo Gustavo Cerbasi tratando exatamente deste tema com tanta propriedade. Assista abaixo, assine o canal do Gustavo para ver sempre os novos videos dele e siga em frente nas melhores escolhas para sua vida financeira.

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Como lucrar com o aluguel de imóveis, sem possuir um imóvel

Papai Investidor também é Papai Empreendedor!

Uma das coisas que mais escuto quando converso com outras pessoas sobre negócios é:

“Eu queria montar meu próprio negócio, mas não tenho dinheiro para isso.”

Depois de alguns minutos de conversa, a segunda frase que mais costumo ouvir é:

“Mas Fabrício, de onde é que tu tiras estas idéias malucas?”

Então hoje vou jogar ao vento uma das idéias malucas que tenho desenvolvido nos últimos tempos. Ela é tão simples, que chega a ser ridículo ver que tão pouca gente use esta idéia para ganhar caminhões de dinheiro de uma maneira extremamente fácil de implementar, com custos baixíssimos e de uma forma que permite um crescimento orgânico muito rápido. E ainda digo mais, para quem quer ganhar muito e ainda morar fora do país, é uma maneira trivial de se mudar já com um negócio andando para gerar sustento, principalmente se a mudança envolver uma cidade altamente turística.

Tenho um amigo (escrevendo isso acabo de lembrar que tenho três amigos que fazem isso) que possui um negócio de co-working. Uma explicação rápida para quem não conhece o termo, é um espaço compartilhado de trabalho, onde pequenos empreendedores podem contar com a estrutura básica de internet, limpeza, atendimento telefônico e um endereço físico onde receber os clientes e correspondências. Basicamente é uma sala grande, ou uma casa, com espaços de trabalho que são sublocados por cada empreendedor. Em muitos casos, o espaço sublocado é simplesmente uma mesa e uma tomada. E estes amigos empreendedores são os responsáveis pelo aluguel original da sala ou casa onde montaram seu espaço de co-working, e pela contratação dos serviços e pessoas que trabalham para manter o local funcionando. É um modelo de negócio relativamente simples, mas ainda assim, cheio de detalhes para que realmente dê certo, como a habilidade em atrair as pessoas para trabalhar lá, conseguir criar um ambiente agradável para todos, definir regras básicas de convívio entre os “inquilinos”, etc.

Esses negócios de co-working são uma maneira de ganhar dinheiro com o aluguel de imóveis sem possuir nenhum imóvel, visto que na maior parte dos casos estes funcionam alugando o espaço original. A idéia maluca, entretanto, não é montar um negócio de co-working, isso já é old school, todo empreendedor descolado já pensou no assunto. Até empresas sem relação com esse meio pensam em fazer isso. Outro amigo (o quarto dos que conheço que já possuem estes negócios) é dono de um bar e fabricante de cerveja artesanal. Também ele pensa em usar um espaço que está sobrando em seu grande galpão/bar/cervejaria, para locar como espaço de co-working.

Ok, suspense demais, qual é a grande idéia?

Alugar pequenos apartamentos de um dormitório ou pequenos estúdios, em boas localizações, em contratos de longo prazo. Ok, e daí? Vou morar lá? Não. Depois de contratar o aluguel, de preferência negociando um valor mais baixo mediante um contrato de prazo mais extenso e possivelmente conseguindo uma carência de alguns meses no início do pagamento do aluguel para uma pequena reforma inicial, a idéia é preparar o apartamento para ser usado como base de curto prazo, ou seja, contratar uma boa conexão com a internet, um plano de TV a cabo e mobiliar o apartamento para que seja um misto de “minha própria casa”, com uma cozinha simples, mas funcional e com todos os utensílios necessários, uma boa cama de casal, eventualmente um sofá-cama extra, e uma boa mesa de trabalho. Coisa simples, mas de bom gosto.

Com isto feito, basta sublocar o apartamento em prazos mais curtos através do AirBNB ou um site próprio que mostre as vantagens deste apartamento sobre a alternativa de ficar em um hotel para quem vem visitar sua cidade (ou a cidade onde você mantém seu imóvel de aluguel de curto prazo). Tome cuidado em colocar essa possibilidade no seu contrato de aluguel original para evitar problemas.

Aí está, um modelo de negócio simples de implementar, que exige muito pouco capital inicial, de baixíssimo risco, e que pode gerar uma excelente renda em muito pouco tempo. Basta saber como divulgar e garantir uma ocupação mínima que banque os custos mensais, o que não é tão difícil assim, dados os valores de aluguel mensal de um apartamento de um dormitório, versus os valores de diária de um quarto de hotel mediano que nunca será tão confortável quanto um apartamento completo.

Quem começar a ganhar dinheiro com isso pode entrar em contato para eu divulgar aqui sua hospedagem. E se sobrar uma comissão a título de royalties pela idéia, a família agradece 🙂

Clube de investimento em ações: é para você?

Estes dias estão sendo especiais, estou formando junto com amigos e familiares um clube de investimento em ações. Clube mesmo, formal, registrado na Bolsa, com CNPJ próprio e nome pomposo e criativo. Não vou falar do clube em si, até porque a CVM não permite que clubes de investimento sejam anunciados publicamente, mas sim sobre os motivos pelos quais um clube de investimentos ser uma boa opção para você. A dica de montar um clube foi indicação de um amigo, analista da Empiricus. Não vou citar o nome dele aqui pois não pedi autorização para isso, mas é aquele que fala exatamente o que está pensando, sem meias palavras 🙂

Um clube de investimentos é apenas um CNPJ registrado na Bolsa de Valores que possui ações em seu nome. Há cotistas (mínimo 3, máximo 50) e uma taxa de administração cobrada pela corretora que faz a administração e contabilidade do clube. Pode ser contratado um gestor profissional, ou ser gerido por um dos cotistas, como é o caso do clube que estou formando.

A facilidade do clube em comparação a possuir as ações individualmente é enorme. Ao declarar os investimentos em ações no IR anual precisamos declarar na relação de bens quantas e quais ações possuímos, além do preço médio de aquisição, que tem que ser recalculado a cada nova compra, ou cada vez que há algum bônus ou subscrição. Temos que declarar também os lucros e dividendos na aba de lucros isentos e não tributáveis, sem esquecer de declarar os juros sobre capital próprio na aba de rendimentos sujeitos à tributação exclusiva. Há ainda os juros sobre capital próprio declarados mas não pagos, que é declarado como crédito contra pessoa jurídica, identificando o nome e CNPJ da empresa pagadora, na aba de bens e direitos da declaração anual. Tudo isso para cada uma das ações que você possuir, ou seja, em uma carteira minimamente diversificada, estamos falando de tudo isso para ao menos uma dúzia de ações. E quase esqueço de falar da questão dos lucros nas compras e vendas de ações, nos impostos retidos e taxas que tem que ser declarados mês a mês, nas DARFs de imposto que tem que ser pagas quando as vendas mensais superam o limite de isenção de R$ 20.000 e nos prejuízos que devem ser anotados e usados como compensação dos lucros nos meses seguintes. Evitar esse abacaxi todo foi o motivo para eu sair da zona de conforto e buscar uma alternativa mais efetiva. O clube foi a solução ideal para meu caso, pode ser para você.

Há vários motivos para usar a estrutura de um clube de investimento como veículo para investir em ações. Antes delas, porém, deixa eu explicitar que o clube, para obter os benefícios que lhe cabem, deve manter no mínimo 67% de seu patrimônio comprado em ações, ou seja, o clube não é um guarda-chuva para todos seus investimentos pessoais, mas apenas para a parcela de maior risco em busca de melhores resultados. Antes de pensar em formar ou entrar em um clube já existente você deve já possuir uma boa reserva de emergência e um bom patrimônio investido em títulos de renda fixa como o Tesouro Direto. O indicado é dedicar entre 10% a 30% de seus investimentos à renda variável, dependendo do momento específico do ciclo de mercado.

Benefícios e características de um clube de investimentos:

1. Facilidade na declaração do IR: não importa quantas operações você realize na bolsa, que valores mensais negocie, quantas ações possua em carteira, no fim do ano a corretora envia o informe de rendimentos e basta declarar o valor do ano anterior, o do ano a que se refere o IR, e os rendimentos, como se faz com qualquer investimento trivial em fundos de investimento.

2. Isenção de IR e IOF nas movimentações do clube: podemos negociar acima do valor de isenção mensal para pessoa física, de R$ 20.000. Também o valor mantido em caixa para operações de curto prazo pode ser aplicado em fundos de renda fixa sem o pagamento de IOF ou IR para aplicações de curtíssimo prazo.

3. Maior volume investido: ao contar com recursos de um grupo de pessoas, tem-se um valor maior do que investindo sozinhos, permitindo assim maior diversificação e diluição dos riscos. Podemos ainda realizar operações pontuais mais arriscadas que exijam valores mais altos, mas devido ao volume total mantendo estes valores dentro de percentuais baixos em relação ao todo.

4. Diluição dos custos: ao operar valores mais altos temos os custos de operação representando valores menores em relação ao total investido.

5. Possibilidade de operações sofisticadas: operações que se utilizam de arbitragem, aluguel de ações e outras sofisticações podem ser realizadas com facilidade através da mesa de operações.

Se você possui um valor razoável para investir em ações e ao menos dois familiares ou amigos interessados em replicar sua estratégia, considere formar um clube de investimentos.

As limitações são poucas, basicamente a necessidade de exigir ao menos três cotistas e um limite de no máximo 50 cotistas. O maior cotista não pode possuir mais de 40% das cotas do clube, então este não é o veículo apropriado caso queira investir sozinho ou tenhas valores muito maiores do que os outros participantes.

O imposto de renda é retido na fonte, de 15% sobre os lucros, pago somente quando forem realizadas retiradas do clube, tornando este investimento ideal para a formação de patrimônio de longo prazo no mercado acionário.

Operacionalmente, é abrir conta na corretora junto aos outros participantes, usar um modelo da própria corretora para a ata de criação do clube, definir quem fará a gestão da carteira, nome do clube e valores de aporte iniciais e posteriores. Então é só aguardar o registro, que leva aproximadamente duas semanas, transferir o dinheiro para a corretora e pedir a alocação do valor no clube.