Pela metade

Poema “chupado descaradamente” do blog do Alessandro Martins, mas bom demais para não compartilhar aqui. Então aproveito o post para indicar o blog dele a todos os amantes de livros. No texto em questão ele escreve sobre as mudanças na ortografia da lingua portuguesa.

Segue o poema, extremamente relevante para nós empreendedores…

O Gato e o Pássaro

Uma aldeia ouve desolada
O canto do pássaro ferido
É o único pássaro da aldeia
E foi o único gato da aldeia
Que o devorou por metade
E o pássaro deixa de cantar
O gato deixa de ronronar
E de lamber o focinho
E a aldeia faz ao pássaro
Um funeral maravilhoso
E o gato que foi convidado
Segue atrás do pequeno caixão de palha
Onde o pássaro morto vai estendido
Levado por uma menina
Que não pára de chorar
Se soubesse que isso te deixava tão triste
Disse-lhe o gato
Tinha-o comido inteiro
E depois contava-te
Que o tinha visto partir a voar
A voar até ao fim do mundo
De onde tão longe que é
Nunca ninguém volta
Seria para ti um desgosto mais pequeno
Unicamente tristeza e saudades

Nunca se devem deixar as coisas a meio.

3 pensamentos em “Pela metade”

  1. Puxa, vida… eu jamais imaginaria que esse poema poderia vir a ser usado em um site financeiro. Mas quando ele diz que NADA deveria ser deixado pela metade, acho que ele se refere a nada mesmo… o que inclui tudo. Abraços e obrigado pelo link. Vou passar a acompanhar o seu blog. Pode ser útil para o meu Iniciante na Bolsa.

  2. É por aí Alessandro. Nada deve ser deixado pela metade. Resolvi simplesmente publicar o poema, pois passaram tantas coisas pela minha cabeça quando o lí. Acho que o fato de não falar sobre isso e deixar que cada leitor tire suas conclusões ajuda os leitores a pensar em coisas que são específicas para sí.

    E parabéns pelos blogs. Tenho acompanhado com regularidade teus escritos. Gosto muito do teu estilo.

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