Meus equipamentos não quebram e costumam funcionar direito

Tenho amigos que reclamam constantemente sobre problemas em seus telefones, computadores, impressoras e outros dispositivos que quebram ou simplesmente param de funcionar. Nenhum dos meus equipamentos dá problemas na proporção que dá para as pessoas que me comentam essas coisas.

Pode parecer presunção minha, mas acho que eu simplesmente trato meus eletrônicos melhor do que a maioria das pessoas. Parte disso é por conta da minha história, não cresci em uma família rica, meu primeiro computador veio depois de muito convencimento de que não era um brinquedo passageiro. O gravador cassete que usava era da família, se estragasse ficava sem nada. Não apenas cuidava bem dele, como supervisionava o uso que minha irmã fazia do mesmo. Todos meus “brinquedos” tecnológicos, com exceção de um Atari e meu primeiro computador, um MSX, sempre foram comprados com meu próprio dinheiro, mesmo quando ganhava uma miséria dando aulas de informática durante a greve de professores do colégio onde estudava. Ainda morando com meus pais, pagava minha própria conta de telefone para poder acessar BBSs sem ter que ouvir reclamações de que o telefone de casa estava sempre ocupado. Já que era difícil e caro para adquirir esses equipamentos, tratava-os realmente bem, e continuo tratando tudo o que possuo com o mesmo cuidado até hoje.

Protejo meu telefone e meu notebook com capas de neoprene, não para evitar danos maiores ao deixá-los cair, pois não os deixo cair, nunca. Protejo-os para evitar arranhões. Também nunca derramei líquidos em nenhum dos meus equipamentos, simplesmente não deixo líquidos chegarem perto e quando deixo, é sob olhar cuidadoso e movimentos pensados.

Nunca quebrei ou arranhei uma tela. Meus PDAs e telefones sempre são carregados em um bolso exclusivo para eles, com a tela voltada para dentro. Meu Treo 650 tem alguns arranhões de ficar em cima de mesas, mas a tela está em perfeito estado. Este é o motivo para você manter seu dispositivo com a tela virada para sua perna e não exposta pra fora.

Meus notebooks, mesmo o que carregava diariamente de um lado para o outro quando trabalhava fora de casa e este era meu único computador, nunca teve nenhum arranhão, amassado ou área desgastada. Nunca tive o problema do teclado marcar a tela porque o colocava na mochila de forma a ter pressão somente na parte inferior, nunca na tela.

Nenhum dos computadores que já tive sofreram qualquer falha crítica de alguma peça antes de se tornarem ridiculamente obsoletos ou eu parar de usa-los. Até 2008 ainda usava um Pentium Pro 200 que foi o primeiro servidor da minha empresa de internet em 1996, como servidor de impressora na minha última empresa. O servidor da empresa que abri em 1999 ainda é o computador de uso diário do meu pai, em 2010.

Nunca perdi meu telefone, nem minhas chaves ou minha carteira. Nem por pouco tempo. Sempre sei onde estão porque somente os coloco em uns poucos lugares de sempre. Está no meu bolso esquerdo? Não? Então está sobre a mesa ou na base junto ao computador.

Quando escuto pessoas reclamando que a tela de seus iPhones racharam ou que seus notebooks quebraram onde a tela se junta ao corpo do mesmo, ou que esqueceram seus celulares em um táxi, não consigo fazer diferente de silenciosamente os culpar, sendo grato por ter mais atenção e cuidado por meus equipamentos.

13 pensamentos em “Meus equipamentos não quebram e costumam funcionar direito”

  1. É bem por aí. Também tive um histórico parecido com o teu. Meu primeiro computador de verdade foi comprado 18 meses depois que eu me formei em Informática (muitos se espantam quando eu conto isso).

    Agora, infelizmente, cuidar bem nem sempre é garantia de funcionar eternamente bem, no fim das contas, nossos gadgets podem apresentar tantos problemas quando a minha maldita lavadora/secadora de roupas que ontem resolveu que não seca mais nada. Ou aquela TV da LG que rachou o gabinete com apenas dois meses de uso.

    Já tive praticamente todo o tipo de hardware queimado. Em todos os casos, a falha ocorreu espontâneamente, ou seja, ninguém estava futricando em nada. Até aogra a única coisa que não ainda queimou na minha mão foi um processador. Mesmo assim nunca fiz overclock de nada, sou extremamente chato com a escolha da fonte e da ventilação do gabinete.

    Além de cuidar bem, também é necessária uma boa dose de sorte. A minha parte eu faço!

    1. Oi Reinaldo,

      É por aí, também tenho minha parcela de equipamentos que deram problemas.

      O que me deixa indignado é gente me aporrinhando os ouvidos com problemas constantes que são culpa direta da falta de cuidado deles. Não cuidou, problema é deles, meu ouvido não é penico. E aí, temos o mesmo “problema”, quando as coisas acontecem, nós é que somos os técnicos da família e temos a “obrigação” de resolver as coisas 🙂

  2. bah: “supervisionava o uso que minha irmã fazia do mesmo”!!
    acho que eu quebro e perco o que tenho só de raiva ehehe

  3. Bolso esquerdo, sobre a mesa ou na base junto ao computador. Bom saber! 🙂
    Legal saber tb o destino do Pentium 200 através do qual acessei a internet pela primeira vez a partir da minha casa! 🙂

  4. Pobre irmã… sei que não sou eu! E obrigada por ter me emprestado as fitas de rock e o MSX… 🙂

  5. Olá Fábrício.

    Aqui estou eu novamente lendo mais um post teu…Pena que não tenha tempo hoje e logo tenha q seguir outras atividades profissionais que acabei reservando para este feriadão…

    Buenas, mas para resumir minha opinião, achei q este teu artigo tem muito a haver com algo que publiquei no blog de minha empresa, complementado com um texto daquele livro presenteado a nosso amigo Gustavo no Z Café, de autoria do Antonio Augusto Fagundes Filho…

    Em suma, nestes tempos onde a inteligência artificial passa a ameaçar a essência do ser, é bom que saibamos que a história mostra que todos os escravos um dia se rebelaram contra os donos que mal os trataram e daí questionar-se: Será que as máquinas não acabam se rebelando contra as pessoas que deixam de as tratar bem ? rsrsrs

    Mas o negócio é sério…Se quizer saber mais, dá uma acessada no blog:

    http://bemdaterranews.blogspot.com/2010/01/relacao-existente-entre-energia-do-ser.html

  6. E falando de física elétrica, não podemos esquecer da interação do seu corpo elétrico com os aparelhos, como o corpo elétrico que circunda seu corpo físico visível é controlado pelo cérebro e é até duas vezes maior do que ele, é bom zelarmos da manutenção do pensamento a fim de tornar você uma pessoa com um campo elétrico leve, pessoas estressadas, irritadiças constumam gerar um campo elétrico denso e desagradável (ou você achou que aquela estória de “fulano tem uma energia boa” era misticismo?)

    A despeito disso, a empresa que trabalhei tinha diversos problemas com a manutenção das máquinas e computadores, numa periodicidade assustadora, mudanças na rede elétrica, compra de componentes de boa qualidade e nada resolvia o problema. Resolvemos atacar o problema de uma ótica diferente, mapeamos as áreas de “stress” da empresa, e descobrimos que o RH tinha contratado um técnico em informática que tinha a fama de ser grosseiro e muito irritado. Acompanhamos de perto e nada foi constatado na execução técnica dele, ou seja, não era falta de zelo.

    Ele tinha quase duas férias acumuladas, então demos 60 dias para ele, 10 de bônus já que ele ainda não tinha direito as duas férias, contratamos um técnico reserva, e escolhemos a dedo, desde então os problemas sumiram, os funcionários comentavam no corredor , a corrente de stress estava quebrada então quando o outro técnico voltou, perguntamos se ele tinha interesse em trabalhar em uma outra área da empresa, ele disse que sempre quis trabalhar na edição de vídeo, então transferimos ele para lá, e aumentamos em 4% o salário dele.

    São três anos de mudança, e os aparelhos funcionam até hoje perfeitamente, leves problemas e nada mais, e o técnico novo ficou tanto sem o que fazer que tivemos que concentrar outras atividades à função dele.

    Então renove a cabeça, zele pela eletricidade que seu corpo gera. Olha o título do blog “Paz e tranquilidade” vê-se que o Fabricio e uma pessoa de bem com a vida, paciente, até mesmo pelos investimentos que ele mantêm. Coincidência? Talvez… se quiser tentar a sorte, está dado o recado.

  7. Oi Fabrício,

    Faço o mesmo. 🙂 E acho muito engraçado um amigão, em particular, que deve comprar uns 2 celulares por ano (ok, pelo menos 1) porque perde/quebra/queima/some/esquece sobre o carro/cai na poça dágua/etc. Lembro até hoje do modelo do Nokia que eu tive por anos: Nokia 6120. Ok, ele caía, mas ele nunca estragou (era da própria natureza ser durável), mas minhas coisas tem histórico de durarem por durarem mesmo.

    Aprendi com meus pais. Nunca passei dificuldades, mas ele sim. Em casa nunca tivemos muita ostentação, tudo sempre foi dado muito valor (às vezes até demais). Hoje sou econômica até demais, heheheh. 🙂

  8. Oi Helga,

    Também tive um Nokia 6120 durante muitos anos. Só o troquei quando vendi meu Palm e comprei um Treo 650 que reunia ambas as funções em um único aparelho. Desde então tenho usado ele, há muitos anos sem precisar trocar.

    Recentemente comprei um iPhone, mas o Treo continua em uso já que o motivo de comprar um telefone novo foi principalmente por ter duas linhas telefônicas, uma nacional e uma internacional para negócios que mantenho fora do país.

Os comentários estão desativados.