Confissões de uma anta

Semana passada a Cora Rónai se confessou uma anta financeira ao “investir” em títulos de capitalização. Sou solidário a ela pois apesar de não cometer os mesmos erros, cometo outros pelos mesmos motivos que a levou a tal erro: confiar nas pessoas e não ler as letrinhas miúdas.

Tenho uma história relacionada ao assunto, contada por um amigo médico psiquiatra que trabalha na fundação dos funcionários de um grande banco nacional. Diz ele que quando um gerente chega até ele, normalmente é por depressão. Qual não foi minha surpresa ao saber os reais motivos disso… Eles sofrem em ter que oferecer aos clientes produtos que sabem ser péssimos para os mesmos. Eles sofrem ao oferecer especificamente os títulos de capitalização, mas não tem o que fazer pois há metas e seus cargos ficam em risco ao não cumpri-las. Uma destas metas é vender no mínimo X títulos de capitalização todos os meses.

Há alguma esperança no horizonte. Gerentes: revoltem-se com esta situação e cuidem de suas saúdes evitando o que lhes causa esta depressão. Não ofereçam títulos de capitalização como investimento.

Um pensamento em “Confissões de uma anta”

  1. Bom, deixe-me analizar.

    Li algo sobre títulos de capitalização certa vez, não li muito na verdade, fui até uma agência da Caixa e fiz um, 60 vezes de R$ 50,00, concorro a prêmios de até R$ 500.000,00 todo mês e no final ainda recebo o dinheiro ‘investido’ de volta, corrigido.

    Tenho amigos que gastam uma quantia considerável em loterias, e esse dinheiro apenas sai do bolso, sem retorno algum, pois a chance de ganhar é miníma.

    Então, considero que estou jogando, R$ 50,00 não me faz falta no mês, e se por azar eu ganhar algum prêmio já estará de bom tamanho, pois sei que títulos de capitalização não são investimentos, apenas uma espécie de jogo.

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