Deixe de ser preguiçoso se você deseja investir bem em imóveis!

Passei aqui rapidinho só para dizer que ontem publiquei um novo texto no meu site sobre Investimento em Imóveis. Clique no título abaixo para ler diretamente o original.

Artigo: Deixe de ser preguiçoso se você deseja investir bem em imóveis!

Abraço e sucesso!

Diário de viagem, Japão 2011, parte 2

Continuando o diário de viagem, que preciso escrever antes de esquecer detalhes interessantes (tantos são os detalhes interessantes)…

24/02/2011

Dormimos praticamente o dia todo, só acordando para o almoço. Fomos a um restaurante em Kameyama, Luciana/Marco, Sandraéli/Jean, Ingue/Eu. Era uma espécie de cumbuca de arroz sem sal com umas carnes em cima. Um pózinho de pimenta fraca fazia as vezes de sal, dando um gosto bastante bom ao arroz originalmente sem graça. Naturalmente comemos usando os hashis, os pauzinhos, o que  não é tão difícil assim, mesmo no caso do arroz.

25/02/2011

Acordo as 6h para dar conta de responder os emails do Brasil ainda no fim do dia anterior lá. Pela manhã não havia nenhuma conversa marcada, então consegui responder vários emails e adiantar alguns textos aqui para o site. De tarde conversamos com a Talita e o Tiago, que nos esperavam com sanduichinhos, chocolates e os mais diversos sabores diferentes de Pringles. Conhecemos o Subaru Legacy B4 com motor boxer bi-turbo do Tiago. A noite fomos jantar com a Meire e o Vitor. Nos levaram em um típico restaurante japonês, Saizeriya. Já no primeiro jantar fora, descobrimos que os japoneses gostam mesmo é de comida italiana. Com eles descobrimos também como acelerar um Nissan Skyline a 160Km/h com pneus para neve 🙂

Fomos dormir as 2h da madrugada.

26/02/2011

Dia corrido. Pela manhã, Dani e Fabio, nos aguardando com petiscos empanados, queijos e sucos. Conversamos não apenas sobre investimentos imobiliários, mas sobre o negócio de transportes e cargas. No almoço fomos a Suzuka com a Leticia e o Fabio, mais um típico restaurante japonês, Capricciosa 🙂

A noite, pizzas diversas com a Marô/Duda, Lucinéia/Diego. Fomos dormir as 3h da madrugada.

27/02/2011

Acordo as 7h da manhã. Manhã e tarde para dar conta dos emails no Brasil. A noite, Kelly e Rafael, com quem fomos, junto da Luciana e do Marco, em um típico restaurante chinês. Menção honrosa para a chinesa do caixa, nos agradecendo com um formidável “aligatô, sayonalá”. Depois da janta fomos a uma megaloja de TUDO imáginável. Desde pilhas, calcinhas travesseiros, ferramentas, comidas, tudo, tudo, tudo. Supermercado não descreve aquela loja. Prateleiras e mais prateleiras de tudo quanto é coisa, inclusive com mais coisas penduradas no teto, empilhadas no chão, brotando das paredes… Imagine a casa mais bagunçada que conseguir, com tudo espalhado por tudo que é lugar. Lá era mais bagunçado, com certeza. Voltamos para casa as 4h da madrugada, mas graças ao meu exagero nos camarões do jantar, acabei passando mal e só consegui dormir as 7h da manhã.

28/02/2011

Acordei (ou fui acordado pelo despertador) as 9h. Banho para acordar e lá fui, sem a Ingue desta vez, conversar com a Angela e o Yoshio e com a Fantini (que não estava presente) e o Anderson. Me esperavam com uma farta mesa de café da manhã, mas já havia comido antes de sair, então fiquei apenas no suco. Lá acabei provando dois sucos de verduras. Um era bom, o outro “dava para tomar”.

Saí de lá e cheguei já com o Jorge e a Gislaine esperando para nos levar para almoçar, junto com o Rodrigo, que estava sem a esposa Adriana por conta de uma mudança nos horários da fábrica. Ela teria que sair para o trabalho as 16h e achava que não daria tempo de conversar e chegar a tempo, no que estava certa, pois ficamos no restaurante 7h seguidas. Acredito que o pessoal lá pensou que iríamos ficar para o jantar. Não ficamos.

A noite, jantamos com a Elen e o Anderson, que nos esperavam em casa com um maravilhoso yakissoba feito por ele.

Depois da virada dos últimos dias, fomos dormir mais cedo, a 1h da madrugada.

01/03/2011

Acordei as 6h da manhã e comecei a responder os diversos emails atrasados do Brasil. As 9h chegam a Luciana e o Marco, avisando que nossa agenda para o dia estava liberada devido a uma série de mudanças nas equipes e turnos da fábrica. Parece que se esforçam lá para conseguir mudar as coisas sempre para o pior possível. Respondi diversos emails até a hora do almoço e depois deste deitamos um pouco e apagamos até o final da tarde. A noite, o Marco trabalharia em uma nova função e a Luciana ficaria de folga. Com ela como guia e eu como o único ser presente com carteira de motorista internacional, tive minha estréia dirigindo em mão inglesa! Tranquilo, nasci para isto 🙂

Fomos a uma megaloja de usados que apelidamos de “casa de adoção”, pois lá, encontramos as nossas filhas adotivas, três bonecas Blythe e uma Pullip. Junto com as bonecas, explico um novo modelo de negócio para a Luciana. No dia seguinte seria a vez do Marco conhecer as bonecas e o novo negócio que montarão através da internet. Fomos dormir as 4h da madrugada.

02/03/2011

Acordados desde as 6h. Nesta quarta-feira iríamos para Nagoya, mas com as trocas de turno e equipe tudo ficou bagunçado. Com o dia livre almoçamos pela primeira vez em um restaurante de sushi. Estava bom. Os pratos passavam numa esteira e íamos pegando o que queríamos comer.  Caso quisessemos algo diferenciado, um “trem-bala” trazia por uma linha superior à esteira. Depois disso fomos ao Jasco, o shopping em Suzuka. De lá, partimos para a KS, uma mega loja de eletrônicos. Vi uma câmera 3D da Fuji que era simplesmente incrível. Fotos 3D que podiam ser vistas diretamente na tela da câmera, sem óculos especiais. Inacreditável, impressionante mesmo! Voltamos para casa e fomos dormir a meia noite e meia.

03/03/2011

Acordo as 6h. Dani e Fabio nos pegam as 9h para ir a Nagoya. Passeio divertido no Castelo de Nagoya, construção de mais ou menos 1600 que pegou fogo e foi totalmente destruído, para ser novamente reconstruído na metade do século 20. De lá, fomos para Kamimaetsu, uma série de ruas cobertas com uma infinidade de lojas. Ou uma espécie de bairro comercial. Tinha de tudo, desde roupas, bolsas e acessórios, até eletrônicos e peças de computador, passando por brinquedos e bonecas, brechós, lojas de artigos esportivos e restaurantes. Divertidíssimo, principalmente porque aqui separamos os meninos das meninas 🙂

Nosso almoço foi um exagero de globalização e integração mundial. Estávamos em uma casa de Kebab grego, atendidos por um turco (realmente vindo da Turquia). O Fabio, um brasileiro de origem japonesa fez o pedido em japonês para o turco, que após concluir os detalhes do pedido largou um bom e totalmente compreensível “obrigadou”. Com um pouco de inglês descobrimos que ele estava alí há seis anos. E assim, com três línguas diferentes, aproximamos um pouquinho mais cada canto do planeta.

Fim do dia, fomos ao Parco, uma megaloja, estilo Galerias Lafayette ou Printemps de Paris. De lá, iríamos jantar no Marinos, outro restaurante italiano, mas desta vez, uma atendente daquelas que não desejo a ninguém nos fez sair de lá irritados com a falta de capacidade em atender. Fomos ao restaurante Outback de Nagoya, onde a boa sorte nos presenteou com uma garçonete que não tinha mais espaço na camisa para pendurar tantos broches de premiação por excelência no atendimento.

1h30 da manhã e já estávamos dormindo.

04/03/2011

Acordamos as 9h, descobrindo que nossa próxima conversa só seria as 11h. A Erika e o Cleiton nos pegaram em casa e fomos almoçar em Kameyama mesmo. Um restaurante que ainda não havíamos ido, mais frequentado por jovens japoneses, com diversos estudantes recém saídos da aula. Pelo comprimento mais longo das saias, notamos que as gurias eram mais novas. Mais tarde, já no final do nosso almoço, as gurias de saias mais curtas começavam a chegar. Aqui, quanto mais curta a saia, mais avançada é a série das estudantes.

No meio da tarde, com a Luciana e o Marco ainda dormindo para se preparar para o turno da noite, pegamos o carro e fomos para Kameyama. Por “pegamos o carro” quero dizer que fomos sozinhos, sem GPS e dirigindo em mão inglesa. Divertido. Passeamos na loja de Y 100 (1,99 japonês) e fomos ao supermercado. Lá, compramos sushi e sashimi prontos para consumir, além dos ingredientes para preparar um risoto de gorgonzola a ser feito nos próximos dias. E agora, pouco antes das 22h, me preparo para dormir. Amanhã começa um novo dia.

05/03/2011

Acordamos as 7h. Neste dia finalmente conversamos (sobre investimentos) com a Luciana e o Marco, que estavam nos hospedando. De tarde fomos a Suzuka e tive uma experiência engraçada na loja de eletrônicos. Entrei, sabia como pedir a câmera fotográfica que estava procurando, ou achava que sabia. O vendedor, um daqueles japoneses elétricos que corre de um lado para o outro me levou até os cartões de memória. Aí eu falo “no cardo, kamera, hai” e voltamos para as câmeras. Ele pega um catálogo da Fuji (entendeu a marca, não o modelo) e pede para eu apontar. Digo que não está no catálogo, havia sido lançada neste dia. Escrevo no meu moleskine o nome da câmera, ele vai a um computador e volta com uma página impressa, mostrando que ela seria lançada dia 5 de março. Aponto para a data, aponto para o calendário no iPhone e então ele desanda a falar com a velocidade de um carro de fórmula 1. Interrompo o discurso com um “nihongo ga wakarimassen”, ele fica congelado por uns segundos e sai correndo, me fazendo sinal para segui-lo. Para na frente de um computador, entra no Yahoo (depois de procurar bastante nos favoritos do navegador). No campo de pesquisa do Yahoo ele procura por “GOGLE”, acha o Google nos resultados, clica, procura mais um pouco e clica em um link e quando vejo estamos com a tela do Google Translator carregada. Em mais alguns minutos ele me diz que deve chegar nas lojas da cidade em umas duas semanas, respondo que sou do Brasil e só ficaria mais uns dias, agradecendo a cordialidade dele. Ele fica agradecendo, “arigatô, arigatô, arigatô, arigatô, …” até sairmos da loja, se curvando a cada arigatô falado. Depois o Marco me explica que ninguém agradece cordialidade de quem está fazendo seu serviço no Japão, então ele ficou muito honrado por eu ter feito isso. Vou dormir por volta das 22h.

06/03/2011

Acordando as 7h nos preparamos para uma segunda conversa com a Kelly e o Yoshito. De tarde fomos a Yokkaichi, em Shiga, conhecer a Rita e o Marcelo, junto com seu filho e duas filhas, mas antes de conseguirmos pegar a estrada, ainda em Kameyama, demos de cara com um encontro de Harlistas prestes a sair em um passeio de domingo pelas estradas japonesas. Junto da concentração deles, um encontro de muscle-cars americanos, com Corvetes de todas as décadas, Pontiacs Firebird, inclusive um K.I.T.T. original usado na série Super Máquina, Chevelles, Camaros também de várias décadas e muitos outros. Dos Harlistas, fica registrada a alegria e a tradicional paixão japonesa em aparecer em fotos. Diversas vezes via, de canto de olho enquanto fotografava as motos, eles se preparando para fazer o “V” tradicional que fazem com os dedos ao aparecer em fotos. Quando apontei a câmera para um grupo de garotas vestidas de couro, logo todos os motociclistas estavam juntos, posando e nos chamando para aparecer junto nas fotos. A noite, conversa legal com a Fernanda e o Wagner, que estão há pouco tempo no Japão. Foi legal saber que o Wagner já havia trabalhado com consórcios de moto no Brasil, ficou bem mais fácil explicar algumas coisas pois ele já sabia algumas formas de obter lucro com os consórcios. Neste dia fomos dormir cedo, as 23h30. Estava complicado manter o ritmo dos primeiros dias, com menos de 4 horas de sono por noite.

07/03/2011

Mais um dia acordando as 7h. Conversamos com a Sandra e o Jean já em ritmo de despedida. Conhecemos a “filha” deles, um furão (uma furoa?). A tarde, coisas incríveis nos esperavam. Fomos a Suzuka com a Kelly e o Yoshito. Conhecemos o autódromo, mas mais que isso, entramos nas arquibancadas, demos sorte de haver testes com carros na pista, invadimos os boxes e chegamos a colocar os pés na pista principal!!! Nos boxes, entramos em um carro esportivo preparado para as pistas. Todos os japoneses nos adorando e AGRADECENDO por pedirmos para tirar fotos. Surreal. Achavam que éramos norte-americanos. Não dissemos que éramos do sul. De lá, fomos para Yokkaichi, que apesar do mesmo nome da cidade que visitamos no dia anterior, é outra. A deste dia, na província de Mie. A noite conversaríamos com a Monica e o Edson, mas a Monica não pode ir e apareceram junto do Edson o Yuji (Flavio, mas ninguém o conhece pelo primeiro nome) e o Josuel, que não precisa de apelido, por ter o sobrenome “Da Hora”. Nesta noite também conhecemos o Tadashi, que veio lá do norte do Japão, mora no país há 20 anos e não pretende voltar mais. Ele é sócio de uma empreiteira que emprega brasileiros. Contou bastante coisa interessante sobre este assunto e sobre os últimos 20 anos deste mercado. Possui imóveis que aluga no Japão, então já conhece os investimentos imobiliários. Gostei muito de conhecê-lo, ainda mais levando em conta que viajou mais de 8 horas somente para me conhecer e conversar algumas poucas horas. Neste dia fomos dormir a 1h30.

08/03/2011

Último dia, acordamos as 8h30 para conversar com a Marô e o Duda. Apesar de não estar nos planos deles, explico o plano de quatro anos de investimento para aposentadoria que desenhei sob medida para “brasileiros trabalhando no Japão”. Gostaram, pensando em mudar os planos originais e ampliar outros planos que tinham. Adoro quando isso acontece, mostrar que a realidade pode ser maior e mais rápida que imaginam. De tarde dormimos, com o cancelamento da conversa com a Talita e o Tiago. A noite fui conversar com a Lucinéia e o Diego, que também adoraram o plano de aposentadoria em quatro anos. A Lucinéia diz que a Talita irá adorar, ficando de explicar para ela no dia seguinte, em que ambas estariam de folga. Converso mais um pouco com ambos, o Diego me dá algumas dicas de lojas de equipamentos fotográficos em Nagoya, caso dê tempo de ainda tentar achar a câmera que procurava e a 1h30 vou para a cama, para a última noite no Japão.

09/03/2011

Acordo as 6h45, elétrico. A partida está próxima, arrumo os últimos detalhes da mala, mochila, jaqueta multi-bolsos. Respondo alguns emails do Brasil, tomo café da manhã e estou pronto para partir. A Sandra e o Jean passam no apartamento para se despedir. Carro, estrada, Nagoya, almoço no aeroporto, revistas japonesas para levar como curiosidade, despedidas rápidas para conter a emoção das meninas e lá fomos nós.

Em Tóquio, tento achar a máquina fotográfica mais uma vez. O vendedor de uma loja de Akibahara que tem filial no aeroporto me diz que há fila de espera de dois meses (Ni-kagetsu). Como alternativa, vejo outra Fuji, 3D, que tem um porta-retrato também 3D que acompanha. Já tinha visto esta máquina antes, em Suzuka. É impressionante, pois mostra a foto em 3D, sem óculos, diretamente na tela de 3,5″. Acabei não comprando nada. No final das contas, acho que estamos “doentes ou curados”, como diz a minha esposa. Nem ela, nem eu compramos nada nesta viagem, com excessão de alguns cacarecos curiosos e uns presentinhos divertidos e diferentes para família e amigos. Acho que é algo como se dar conta de que as experiências vividas valem mais do que as coisas que adquirimos.

Sobre esta última frase, não me entendam mal. Ela não quer dizer que eu deixaria de comprar o novo iPad2, se tivesse a oportunidade. Fizemos escala em NY na volta, chegando lá DOIS DIAS antes do iPad2 estar a venda! Não vou dizer que foi azar por um só motivo…

Hoje pela manhã acordo as 6h, ainda me acostumando com a troca de fuso horário e vejo horrorizado as notícias do terremoto e tsunami no Japão. Saímos de lá um dia antes da tragédia. Apesar de não ter sido tão forte onde estávamos, foi bastante forte em Tóquio, onde recém havíamos passado.

Por fim…

Mais uma vez agradeço de coração à Luciana e ao Marco pelo convite para ir ao Japão e as oportunidades de aprendizado que esta viagem me proporcionou. Agradeço ainda a cada uma das pessoas com quem conversamos, todos que nos contaram suas histórias de vida e luta, as alegrias e as dificuldades, compartilhando experiências valiosíssimas que muito nos ajudarão a ver o mundo de maneira mais completa do que víamos até então. Cada pessoa, uma história, mas todos com detalhes que se interrelacionam formando um padrão de idas e vindas, uns ajudando aos outros para não cometerem os eventuais erros e tropeços naturais a toda atividade nova a que nos dedicamos.

Muito obrigado a cada um de vocês, inclusive quem apenas conheci de nome por conta das trocas de horário na fábrica: Luciana/Marco, Sandra/Jean, Marô/Duda, Lucinéia/Diego, Talita/Tiago, Meire/Vitor, Dani/Fabio, Leticia/Fabio, Yoshito/Kelly, Angela/Yoshio, Fantini/Anderson, Gislaine/Jorge, Adriana/Rodrigo, Elen/Anderson, Erika/Cleiton, Rita/Marcelo, Fernanda/Wagner, Monica/Edson, (qual o nome da tua esposa?)/Yuji, Clarice/Josuel, Tadashi.

Agradeço ainda a cada um que lembrar de me mandar uma foto do casal, pois sou muito visual e gostaria muito de ter uma lembrança mais viva de cada um de vocês.

Muito obrigado por terem entrado na minha vida.

Porque vir ao Japão?

Próxima parada, Hawaii! Loja de usados no Japão tem de tudo, tudo mesmo!

Porque viria ao Japão foi a pergunta que eu mais escutei no Brasil quando falei para as pessoas próximas que estava vindo para cá. O Japão é visto no Brasil como algo distante e fora do alcance das pessoas comuns. Talvez eu seja incomum 🙂

Para quem gosta de novidades tecnológicas como eu, seria muito fácil justificar vir ao Japão para conhecer de perto o berço das mais avançadas tecnologias, mas com o mundo globalizado que temos atualmente, tudo que existe por aqui pode ser facilmente obtido através de importação ou compra direta pela internet. Até mesmo o problema da língua é facilmente resolvido com os sites ou navegadores que traduzem tudo automaticamente. Além disso, vamos morar na Califórnia dentro de um mês, no coração do Silicon Valley… Então, não vim ao Japão somente pela tecnologia.

Poderia dizer que admiro a cultura japonesa, o espírito zen, o método para tudo, as soluções engenhosas para os pequenos problemas diários. Tudo isso é verdade, mas não seria o suficiente para justificar uma viagem tão longa. Poderia ainda falar dos templos, castelos e jardins que visitaria, mas não vim aqui para isso também, mesmo que no final das contas acabe visitando um ou dois lugares desse tipo.

Vim ao Japão para aprender.

Há anos invisto o que ganho buscando a formação de patrimônio para viver uma vida próspera, longa e tranquila. Minha esposa e eu adoramos viajar, adoramos conhecer novas culturas e principalmente conhecer novas pessoas. Esta viagem ao Japão nos proporcionaria tudo isso.  Em relação a uma cultura diferente do que a que estamos acostumados, não há o que falar. Tudo no Japão é diferente do que estamos acostumados. Sobre a questão do passeio, não imagino viagem mais longa e mais cheia de desafios e novidades, com cada desafio servindo de oportunidade para o crescimento pessoal. A sensação de nos sentirmos analfabetos até mesmo para as coisas mais simples, como comprar algum produto no supermercado ou escolher a comida em um restaurante, também é oportunidade impar de crescimento pessoal. É nas novas pessoas que conheceríamos, no entanto, que estava meu maior interesse.

Nestes sete dias em que estamos aqui já conhecemos e conversamos bastante profundamente sobre sonhos, ideais e objetivos de vida com quatorze casais diferentes. Com todos já marcamos uma segunda conversa, pois a primeira acaba sendo um mar de informações que leva um certo tempo para digerir. Não é fácil resumir nove anos de conhecimento em um bate papo, mesmo que com alguns esse bate papo tenha durado SETE HORAS! O ritmo está bastante intenso, estamos acordando as 6h da manhã e dormindo depois das 3h da madrugada. Devido ao fuso horário, passamos manhã, tarde e noite conversando com o pessoal daqui, e o fim da noite e início da madrugada tocando os negócios que continuam rodando no Brasil. As coisas estão corridas, mas não tão corridas quanto descobri ser a rotina dos brasileiros guerreiros que vivem aqui.

Qual é a rotina de um dekassegui no Japão?

É impressionante a energia das pessoas que conheci aqui. Ativos, cheios de sonhos e vontade de crescer. Queridos demais, atenciosos demais, receptivos demais. Estamos nos sentindo totalmente em casa, com pessoas que acabamos de conhecer, mas que em poucos minutos parecem ser amigos de infância. Todos ávidos por nos mostrar todas as novidades, cozinhar para nós, preparar petiscos, apresentar comidas e produtos diferentes.

Em Kameyama, a montanha da tartaruga, cidade próxima de Suzuka e Nagoya, a principal atividade para os brasileiros que moram aqui é o trabalho na fábrica de LCDs da Sharp. Em todo o planeta, apenas três ou quatro empresas possuem a tecnologia de fabricação de telas LCD. Não interessa a marca de seu monitor ou TV, certamente a tela será de um destes fabricantes. A fábrica só contrata casais, então todos com que converso aqui estão construindo os futuros de suas famílias.

A quantidade de trabalho é imensa. Não imensa no sentido de que há trabalho para todos que desejam vir para cá, mas imensa na quantidade de horas trabalhadas e no ritmo necessário para dar conta do trabalho. Isso sem falar da troca semanal de turnos. Como o trabalho no turno da noite paga mais, para manter a justiça nos valores recebidos, toda semana há troca de turno entre os que trabalham de manhã e a noite. Isso quer dizer que uma vez por semana há o equivalente a uma viagem internacional para cada casal, pois deixam de trabalhar em um turno e passam a trabalhar em outro. Os primeiros dias da troca de turno são cruéis, de-lhe Red Bull para manter os olhos abertos. Nos últimos dias, com o corpo mais acostumado, a coisa é tranquila, mas então é hora de se preparar para a troca da semana seguinte. Os turnos são de 12 horas, com três intervalos de 20 minutos e um intervalo para alimentação de 40 minutos. Alguns dias há a “virada seca”, onde trabalham em um turno e já emendam outro, 24 horas seguidas. A fábrica é meio bagunçada na questão dos horários, acontece de chegarem lá e não haver material para o trabalho, mandando alguns para casa.

O dia de folga é usado para descansar ou passear um pouco. A cidade é bem interior do Japão, não há muito o que fazer. Todos com que conversei possuem carro, que são muito baratos em relação ao que custam no Brasil. Um mês de salário paga um carro. Dois meses para pegar um típico esportivo japonês. Mitsubishi Lancer Evolution, Subaru Legacy B4 com motor boxer bi-turbo, Sylvia S13… Aqui se acham todos os modelos famosos. Os apaixonados pelo filme “Velozes e Furiosos” iriam delirar. Em Suzuka há um shopping bastante grande e um supermercado enorme, sem contar a matriz da Honda. Claro, não preciso citar o autódromo que leva o nome da cidade 🙂 Nagoya fica relativamente próxima, há pouco mais de uma hora.

O que aprendi aqui?

O Japão ainda é um mar de oportunidades para os brasileiros que conseguem vir trabalhar aqui. O dinheiro que se ganha trabalhando nas fábricas é enorme em comparação com o que poderiam ganhar no Brasil. Vivendo relativamente bem (descontado o ritmo do trabalho) e com os confortos que o país oferece em termos de bens de consumo, é possível para um casal economizar entre R$ 50.000 a R$ 100.000 por ano. Para isto, no entanto, é necessário foco. As possibilidades de gasto do dinheiro suado para ganhar são muitas.

As histórias que ouvi nestes dias são muito parecidas, cada uma com suas particularidades, mas no geral, convergindo para alguns poucos padrões. Quem vem para cá inicialmente possui um ou dois objetivos básicos, comprar a casa própria no Brasil e juntar dinheiro para começar algum negócio ou investimento na volta. Ao chegar aqui, as facilidades de consumo as vezes pesam um pouco nas decisões. Carros velozes e equipamentos eletrônicos custam uma pequena fração do que custam no Brasil. Um Honda Fit com alguns anos de uso, impecável em sua manutenção, por R$ 5.000. Um esportivo dos sonhos pelo mesmo valor. Um carrinho pequeno, daqueles compactos que só vi por aqui, motorzinho 0,6l, usadinho em bom estado por R$ 1.500.

Gastar o dinheiro e passar a viver a vida japonesa as vezes se torna a maneira de amenizar o peso do ritmo maçante do trabalho. Dá para trabalhar menos e juntar dinheiro, pegando empregos um pouco melhores em relação aos horários, mas evitando o consumo ao máximo. Uma coisa que notei foi a grande quantidade de pessoas que estão aqui pela terceira ou quarta vez, justamente por conta de, ao voltarem para o Brasil, baixarem o ritmo de trabalho, fazerem sobrar mais tempo para pensar e se dar conta de que lá, não conseguirão ganhar o suficiente para levar uma vida parecida em termos de conforto material com a que tinham no Japão. Então voltam, pensando maior. Agora, não querem apenas a casa própria, muitas vezes já comprada da primeira vez. Querem o suficiente para resolver de vez a vida na volta.

Só que apesar de ser muito “fácil” (só vivendo a rotina daqui para ver o quão duro é) guardar uma boa quantia de dinheiro em poucos anos (já escrevi antes, entre R$ 50.000 a R$ 100.000 por ano, por casal), esta quantia não é suficiente, no Brasil, para resolver definitivamente o futuro em nosso país. Então, faz-se necessária uma estratégia.

Um plano de independência financeira para brasileiros trabalhando no Japão!

Esta viagem me proporcionou uma experiência de vida incrível. Como não vim a passeio, mas sim, para me integrar ao máximo na rotina dos brasileiros que vivem aqui, pude sentir, em poucos dias, parte do que eles vivem, sentem e sonham. Os sonhos dessas pessoas são semelhantes aos meus próprios, com a diferença dos caminhos e escolhas. Enquanto eles buscaram primeiro uma maneira de ganhar muito dinheiro e agora buscam uma estratégia para fazer este dinheiro que ganham crescer de forma acelerada, eu fiz o oposto, estudei e testei na prática as melhores formas de fazer o dinheiro crescer, otimizando ao máximo os pontos de lucro e estruturando os negócios para que não precisassem nem de grande conhecimento para investir, nem de muita dedicação de tempo, nem da presença física.

Buscando o que desejava para mim, acabei descobrindo os investimentos ideais para toda pessoa que deseja investir e fazer seu dinheiro crescer de forma acelerada, com segurança extrema, e sem precisar cuidar de milhares de detalhes. Funciona de maneira absolutamente simples, mas exige um tempo de maturação semelhante ao tempo médio que estes brasileiros aguentam o rítmo de trabalho aqui no Japão. Quatro ou cinco anos parece ser o período em que o pessoal que está aqui começa a falar para si mesmo: “preciso voltar, não aguento mais isto aqui”. Aplicando meu plano por este período, é possível voltar ao Brasil com dinheiro suficiente para não se preocupar com dinheiro pelo resto da vida.

Infelizmente para a maioria dos que já estão aqui há alguns anos e não possuiam um plano como o que desenhei para tornar isto possível logo que vieram para cá pelo primeira vez, isto significa que para conseguirem aplicar tal plano de forma completa precisem ficar uns anos a mais do que gostariam. Tendo vivido no ritmo deles, sei o quanto isto é difícil. Espero facilitar muito a vida dos futuros brasileiros que desejam seguir este caminho ao permitir que já saiam do Brasil com um plano completo para a conquista de suas independências financeiras. Para os que descobriram meus métodos apenas hoje, desejo força e esperança para mais uns anos de esforço que certamente serão totalmente recompensados com um futuro tranquilo, feliz e confortável, de volta ao Brasil em poucos anos.

Nos próximos dias estarei explicando o plano que desenhei pessoalmente para cada casal com que conversei. Quando voltar ao Brasil, escreverei em detalhes o funcionamento disto tudo para que mais pessoas possam se beneficiar deste conhecimento. Agradeço enormemente a todas as pessoas maravilhosas que conheci aqui no Japão e também as que ainda irei conhecer nos próximos dias. A experiência de vida de vocês me proporcionou uma série de idéias que tenho certeza irão ajudar muitos outros brasileiros que sonham em fazer o que vocês estão fazendo. Mais uma vez, obrigado. Vejo vocês no yasumi!

Diário de viagem, Japão 2011

Quando comecei a escrever sobre o início dos meus estudos para aumentar a inteligência financeira e de negócios, nunca poderia imaginar onde esta estrada iria me levar. Investir em consórcios e depois de um tempo tornar disto minha principal atividade já parecia ser mais do que minha imaginação permitia sonhar. Meus textos e história de vida me trazerem ao outro lado do planeta, com certeza é bem mais do que pensaria nos mais loucos delírios. Entretanto, aqui estou, no Japão. Este é meu breve relato de viagem. Serve mais para mim do que para qualquer outra pessoa. Apesar de que nunca esquecerei esta experiência e as pessoas maravilhosas que estou conhecendo aqui, relatar este dia a dia me ajuda a pensar em cada vez mais possibilidades não apenas para mim, mas para todas as pessoas envolvidas. Espero que este texto o ajude de alguma maneira, nem que apenas como distração ou perda de tempo. Afinal, descansar o cérebro também é necessário de vez em quando.

21/02/2011

Saída de Porto Alegre com mais de uma hora de atraso. Tranquilo, porque nosso voo GRU-DFW só saía as 22h55. As malas foram despachadas em Porto Alegre direto para Tókio, não precisaríamos nos preocupar com elas até chegar ao Japão.

Em São Paulo encontramos com a Danielle e a Luciany, interessadas em investir em consórcios, imóveis e, depois da nossa conversa, no Precisou (mais sobre isso em um texto futuro, breve). Devem ir a Porto Alegre depois do dia 16/03 para o “treinamento”.

Embarque para Dallas no horário. Voo de 10h, passando de GMT-3 para GMT-6. As aeromoças, ou aero-típicas-senhoras-de-meia-idade-americanas, todas diferentes, mas todas com penteados típicos de estereótipo americano, eram extremamente simpáticas e solícitas. Primeira sorte da viagem: pegamos poltronas no meio do avião, sem acesso direto ao corredor. Em compensação, tinhamos uma poltrona liberada ao nosso lado.

22/02/2011

Dallas, TX

Conseguimos dormir um pouco durante o voo. Chegamos ao Texas as 7h da manhã e o próximo voo devia partir as 10h10. Dallas possui diversos balcões de informação ao longo do terminal, cada um com uma ou duas senhoras idosas vestidas com um uniforme bem bonitinho, casaquinho verde-musgo, sapatos de couro com pinturas de animais selvagens e chapéus de cowboy estilo Indiana Jones.

Na imigração, as perguntas de sempre; quanto tempo ficaríamos (in transit to Japan); o que iríamos fazer no Japão (just visiting some friends); como se falava o primeiro nome da Ingue (sempre perguntam sobre isso: “Aieismíne?”). Só precisei cadastrar os quatro dedos da mão direita. A Ingue teve que colocar todos (four right fingers, right thumb, four left fingers, left thumb). O guarda da fronteira estava bem falante, pediu quanto dinheiro estávamos levando e, apesar de estarmos apenas em trânsito, nos carimbou os passaportes com visto de permanência de seis meses 🙂

O guarda seguinte, que nos encaminhou para o raio-x (o equipamento novo, que “fotografa” a pessoa inteira sob as roupas), também estava falante, com seu spanglish ao falarmos ser do Brasil. Sorte que não nos perguntou sobre Buenos Aires 🙂

No raio-x, fui dispensado da “foto-nú” e passei pelo detector de metais apenas. A Ingue deu uma de modelo e teve que passar no fullbody-scan.

Para os que costumam falar mal do Brasil, saibam que há problemas em todos os cantos do mundo. Nosso voo Dallas-Tókio atrasou mais de 45 minutos para o embarque. Já no avião, saímos em direção a pista e tivemos que voltar ao portão de embarque. Não precisamos descer do avião, mas depois de consertos, testes e mais testes em uma das turbinas, partimos com certa apreensão. E com três horas de atraso.

23/02/2011

Originalmente teríamos quatro horas em Tókio para fazer a imigração, pegar as malas despachadas, passar pela alfândega e finalmente fazer o check-in para o voo final, em direção a Nagoya. Com o atraso, teríamos no máximo uma hora…

Motoquinha 🙂

Voo absolutamente tranquilo, mais uma vez conseguimos uma poltrona livre ao nosso lado. Desta vez, com acesso direto ao corredor. As aeromoças, americanas e japonesas, meio a meio, ainda mais atenciosas do que no voo anterior. Ao chegar, preocupados com o tempo, descemos sem correr, apertamos o passo e antes de passar pela próxima epopéia, fomos ao banheiro. Estes, são uma história a parte. No banheiro público do aeroporto, tudo impecavelmente limpo, assento fofinho no vaso, aquecido para não gelar a bundinha, com chuveirinhos automáticos para limpeza final. Isso no masculino. No feminino, as frescuras eram aindo maiores. Também havia aqueles banheiros em que se fazem as necessidades de cócoras. Ontem à noite uma das novas amigas que fizemos aqui largou essa quando comentamos: “ah, vocês conheceram a “Motoquinha”!!!”. Outra completou: “uma amiga, quando veio, ficou impressionada. Saiu do banheiro dizendo: “que chique, tem até banheirinha para lavar os pés!!!””. E assim vamos nos divertindo por aqui 🙂

Na alfândega (ainda sem as malas despachadas, mas disseram que elas passariam por raio-x), minha mochila foi para a fiscalização manual. Ao ver em nossas passagens que o voo estava prestes a partir, a funcionária avisou o pessoal para segurar nosso avião, que já iríamos. Tudo em perfeito japonês, que eu, claro, compreendi perfeitamente 🙂

Gatinhos da sorte

Finalmente na esteira de bagagens, cada esteira com dezenas de gatinhos (Neko) nos abanando boa sorte na fortuna e no amor, uma funcionária aparava as malas para não baterem ao escorregar para esteira. Ao redor, todos aguardando, perfeitamente alinhados atrás de uma linha de espera imaginável e intransponível até que suas malas particulares estivessem a sua frente.

Na saída nossos amigos esperavam sentados próximos a porta. Não os vimos diretamente, pois estavam sentados devido ao painel dizer que a aeronave ainda estava com os passageiros a bordo. Abraços e beijos de boas vindas, a emoção do encontro inicial, as perguntas de como foi o voo, e o que achamos das diferenças que certamente já tinhamos sentido logo ao entrar no país… Enquanto isso, ao lado, uma senhora japonesa e dois filhos pequenos esperam o marido e pai chegar de viagem. Ele chega, faz uma saudação com a cabeça, à distância, entrega a mala para a esposa e vai caminhando na frente de todos, sem olhar para trás, em direção a saída.

GPS, estradas, papos, conversas sobre a língua, o trabalho, diferenças culturais. As coisas boas, as excelentes, as ruins, as péssimas… Nos perdemos em algumas saídas, andamos, demos algumas voltas extras, conhecemos ruas estreitas, descobrimos que a maioria das casas saem direto para a rua, sem calçadas. Antes de ir para casa ainda passamos em um restaurante (incluirei em breve o nome) e comemos uns pastézinhos (chineses), o frango com gengibre igual ao que comemos aí no Brasil no Daimu (restaurante japonês fantástico que há em Porto Alegre) e os famosos Lamen.

Time traveler

Chegamos. Como nossos anfitriões estavam no dia de folga, estavam relativamente descansados. Nós, com o fuso trocado, estávamos nas 10h da manhã do mesmo dia, também relativamente descansados. Ainda conheceríamos dois brasileiros que vivem aqui há quatro anos, ansiosos para nos conhecer logo no primeiro dia. Sandraéli e Jean, muito queridos, muito engraçados, daqueles que vivem se inticando e se divertindo, ele falando pelos cotovelos e ela dizendo: “Jean, a gente tinha combinado que tu só iria falar essas coisas mais tarde, quando eles já nos conhecessem um pouco melhor”. E assim estamos, nos sentindo totalmente em casa, cercados de pessoas maravilhosas por todos os lados.

Estamos 12 horas na frente do Brasil e estou um dia atrasado nos relatos. Paro por aqui por enquanto. Em breve, continuo com os próximos dias.

Made in Japan

Castelo Hikone, foto do meu amigo Marco Bianchini.

Tudo que eu escrevo acontece.

Parto em viagem de trabalho ao Japão na segunda-feira, dia 21 de fevereiro de 2011. Fico lá até dia 10 de março na região de Suzuka, mais especificamente em Kameyama. Para acompanhar a viagem, siga-me no Twitter, veja as fotos no Flickr e lembre-se de assinar para receber meus textos aqui do Peruzzo.Org diretamente no seu email, cadastrando-se na barra lateral do site.

A semana passada foi intensa. Estávamos com a passagem para os EUA marcada para dia 18 de março. Toda preparação prévia estava pendente, entre elas:

  • vender o apartamento onde moramos;
  • vender alguns imóveis de investimento na planta;
  • vender as coisas que não precisaremos depois que voltarmos, principalmente alguns eletrônicos, computadores, notebooks, máquinas fotográficas, filmadoras e alguns móveis;

Semana passada acertamos a venda do apartamento, acertamos a venda dos três apartamentos que tinhamos na planta e ainda aconteceram uma série de fatos incríveis. Vamos por partes…

Há quatro anos…

Há quatro anos minha sobrinha estava morando no Japão. Minha esposa é madrinha dela. Planejamos visitar eles lá dois anos depois de terem se mudado. Antes disso, voltaram para o Brasil. Sem a viagem para o Japão, ficamos aquele ano no Brasil, compramos um apartamento bem maior (escrevi que moraria com mais espaço em meu plano de vôo de 2006) e no ano seguinte fomos para Europa. Conhecer o Japão havia ficado para trás. Sem minha sobrinha e minha cunhada lá, não havia muito que nos puxasse a isso fora a curiosidade natural e meu apreço pela alta tecnologia.

De volta aos dias atuais…

Há pouco mais de uma semana um casal de amigos, investidores em consórcios pela Megacombo, me ligam em continuação a uma conversa que havíamos tido 40 dias antes. Perguntavam se estava de pé nossa parceria. Basicamente o que queriam era divulgar meu trabalho sobre os investimentos em consórcios e imóveis, junto com os planos de formação de patrimônio, para os brasileiros que moravam na mesma cidade e trabalhavam na mesma fábrica que eles. Moram no Japão. Foram para lá como muitos, com os planos de trabalhar duro, economizar, comprar a casa própria no Brasil, formar uma boa reserva financeira ou um bom patrimônio para adquirir imóveis de aluguel ou montar seus próprios negócios quando voltassem.

Disse que continuava tudo de pé, que eles poderiam divulgar a vontade meus textos e que se fechasse negócios com os amigos deles atenderia-os individualmente por email ou telefone, analisando cada situação e bolando o plano mais adequado para cada um. Avisei que estava de mudança para os EUA no dia 18 de março deste ano, então as coisas estavam um pouco corridas. Disse mais, que se houvessem vendas suficientes, eu usaria toda a comissão que a Rodobens me paga para ir até o Japão conhecê-los pessoalmente. Isso foi o gancho que faltava. Depois dessa sugestão, disseram que o ideal seria exatamente isso, falar pessoalmente com cada um dos interessados, todos cheios de perguntas e dúvidas, ávidos por conhecer pessoalmente minha história e de como conquistei cada um dos meus objetivos financeiros e de qualidade de vida. Aquilo que escrevi lá atrás sobre ir ao Japão agora estava se tornando real, por motivos totalmente diferentes. Diferente de tudo que planejei, mas ao mesmo tempo de maneira muito mais curiosa e interessante. Já escrevi várias vezes aqui, trabalhar e divulgar este investimento que tanto me ajudou e continua ajudando a formar patrimônio nao é um trabalho para mim, é um prazer. Eu realmente me realizo ajudando as pessoas a realizarem seus sonhos financeiros. Adoro falar desses assuntos e de mostrar como um plano simples pode gerar um resultado surpreendente.

Liguei para outro amigo, agente de viagens. Perguntei quanto custaria uma viagem para o Japão em determinadas datas. Ele me retornou por email alguns minutos depois do telefonema. Não havia me passado o orçamento, enviou diretamente a reserva das passagens. Bastava eu confirmar para efetivar a compra. Falei com o casal que estava no Japão e no mesmo dia confirmamos tudo. Uma semana depois embarcaríamos para o Japão!

Dentro de dois dias, na próxima segunda-feira, minha esposa e eu pegamos o vôo que nos levará para a Terra do Sol Nascente. Um grupo de brasileiros descendentes de japoneses nos aguarda para duas semanas inteiras de bate papo e tira-dúvidas. O casal de amigos que organizou tudo está montando uma agenda com as folgas semanais de cada um, para conseguirmos conversar com o máximo de pessoas possível.

Um pouco sobre japoneses e descendentes de japoneses…

Há muito tempo tenho uma afeição enorme pela cultura japonesa. Não é apenas pela questão da tecnologia, mas também pelos rituais, pela história de força e superação. Fui sócio de vários japoneses no passado não muito distante. Em uma das empresas, era o único brasileiro no meio de seis japoneses sócios e a contadora da empresa também japonesa. Era engraçado quando um se empolgava e no meio de uma explanação “chaveava” a língua para o japonês e no final me olhava com aquela cara de “e aí, o que tu acha, Fabricio?”. E então todos se viravam para mim e abriam um sorriso, a forma contida que eu sabia ser o equivalente a uma enorme risada, quando o falante em questão finalmente se dava conta que na empolgação eu havia ficado sem entender nada do que havia dito 🙂

Tenho uma história legal sobre a colonização japonesa. Não lembro de detalhes exatos, ouvi esta história quando era muito pequeno e ela me marcou, retomando sua força quando passei a investir com os consórcios. Diz mais ou menos o seguinte:

Quando os primeiros descendentes de japoneses vieram para o Brasil, fugindo da guerra, da crise e da falta de perspectivas em sua terra natal, formaram pequenas colônias mais ou menos fechadas, onde preservaram sua cultura e seus rituais, passando os mesmos de pai para filho. Era como se tivessem construído um pequeno Japão em cada uma das cidades em que se estabeleceram. Se integraram com as pessoas destas regiões, mas mantinham seu núcleo coeso, forte, cada família ajudando as outras que viviam próximas.

A maneira que encontraram para sobreviver e prosperar nesta nova terra envolvia os conceitos de comunidade enraizados em sua cultura, mas o mais interessante é a forma como aos poucos, cada família de descendentes japoneses abria seus pequenos negócios, fazendo toda a comunidade crescer e prosperar.

O que faziam era o seguinte: cada família dava uma pequena contribuição mensal para um ancião, normalmente o mais velho ou o mais experiente dos imigrantes que moravam alí. Este, a cada mês, sorteava uma família para receber o conjunto das contribuições de todos os outros para poder, com este dinheiro, iniciar seu próprio negócio. Assim, ao longo do tempo, cada uma das famílias receberia uma pequena bolada de dinheiro e no final das contas todos teriam condições de se estabelecer prosperamente na região.

O que eles faziam é o conceito básico e essencial dos consórcios!!! Muito obrigado, japoneses, pela maior e mais perfeita ferramenta de alavancagem pessoal e patrimonial que existe. Devo a maior parte do que conquistei nesta vida a este sistema fantástico. Muito, muito obrigado!

Futuro…

Esta experiência é única, no sentido de ser a primeira vez que isso acontece. Já fiz coisas parecidas indo até São Paulo, Rio de Janeiro, interior do RS. Já houve pessoas bem mais próximas que tiveram vontade de fazer algo parecido mas não passaram da vontade, nunca realizando efetivamente algum evento, palestra ou encontro. Já conversei sobre os consórcios com brasileiros que moram nos EUA, na Inglaterra, em Barcelona, em Florença… Todas as vezes aproveitando viagens turísticas que havia programado. Ir até o outro lado do planeta, tão longe, é que é a novidade única, principalmente porque desta vez não vou para turismo, eventualmente aproveitando para conversar com uma ou duas pessoas. Desta vez vou especificamente para falar de investimentos!

Por outro lado, esta é uma nova porta que se abre. Tenho certeza de que esta experiência me levará a muitos outros lugares para conversar com muitas outras pessoas. Eu sempre digo que o maior benefício que esta carreira de “orientador para formação de patrimônio” me trouxe, não foi o simples crescimento dos negócios. O maior benefício são as pessoas maravilhosas que tenho oportunidade de conhecer ao longo desta caminhada. Gente simples, sincera, honesta, focada no crescimento pessoal, profissional e financeiro. Gente que busca o melhor para si e para suas famílias. Gente que busca o mesmo que eu, paz, tranquilidade, conforto e um futuro ensolarado.

Por tudo isto só posso terminar este texto de uma maneira:

Obrigado, Luciana e Marco, por cruzarem meus caminhos. Obrigado por terem acreditado em mim e em minha empresa mesmo morando do outro lado do planeta. Sei que o futuro me reservará muitas novas surpresas desse tipo, mas tão longe quanto o outro lado do planeta, só vocês 🙂

Garota eu vou pra Califórnia…

O estado das coisas em fevereiro de 2011

O ano de 2011 começou de maneira alucinante para mim. Há tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, que precisaria de vários posts para contar tudo e refletir mais detalhadamente em relação a cada assunto. Este é o primeiro, outros virão em seguida. Espero que estes textos ajudem ao menos uma pessoa que esteja passando por um furacão parecido.  A propósito, é um furacão de coisas boas!

Bondinho histórico em San Francisco.

Garota eu vou pra Califórnia…

Não vou para viver a vida sobre as ondas, tampouco para ser artista de cinema. Meus objetivos são mais práticos, junto com minha esposa, vamos para aperfeiçoar o inglês falado. Ficaremos pouco menos de seis meses por lá, um tempo razoável para conseguir a fluência na língua quando já se sabe alguma coisa. Ao mesmo tempo é um período relativamente longo, precisando de certas preparações prévias em relação ao que temporariamente deixamos no Brasil. Esta parte do texto pode ajudar quem pretende fazer uma viagem de longa duração e não sabe por onde começar. No mínimo servirá para que você deixe de se dar desculpas para não fazer uma viagem deste tipo.

Como ganhar dinheiro morando fora do país.

Qualquer período em outro país envolve questões práticas de como nos sustentar lá fora. No nosso caso é tudo relativamente simples, já que ao ter conquistado a independência financeira em 2007, poderia viver indefinidamente dos rendimentos das minhas aplicações. Só que isso, na época, era referente a viver um custo de vida relativamente limitado em relação ao que temos hoje. Mais que isso, era algo referente ao custo de vida no Brasil, com contas em reais, não em dólar. Além disso, nossos investimentos imobiliários mais recentes exigem um fluxo mensal de capital bastante elevado, ou seja, continuar com nossos negócios gerando dinheiro é essencial para manter “a máquina rodando”.

Felizmente conseguimos organizar nossas vidas ao longo dos últimos anos, de maneira a conseguir trabalhar independente de nossa localização. Minha esposa é estilista e designer, trabalha como freelance em diversos projetos usando as ferramentas da internet para comunicação e envio dos trabalhos. Eventualmente faz reuniões presenciais ou usa os correios para envio de objetos físicos, mas na maior parte do tempo, uma máquina fotográfica, um scanner e um notebook conectado à internet são o suficiente.

Na Megacombo as coisas são mais simples ainda. Meu trabalho é essencialmente de orientação aos investidores, usando email, skype, MSN e telefone para isto. Na parte prática de geração de contratos e boletos de pagamento, tudo é online. Para os consórcios da Rodobens que vendo, gero os contratos diretamente no sistema web deles, preenchendo os dados dos clientes e enviando arquivos PDF dos contratos. Os clientes simplesmente imprimem estes contratos, assinam e enviam diretamente para a Rodobens, aos cuidados da minha gerente de negócios. Funciona como um reloginho, tendo me permitido ajudar investidores de todo o Brasil e até mesmo muitos brasileiros que moram no exterior. Sobre estes últimos, brasileiros que moram no exterior, tenho novidades impressionantes… Escrevo mais adiante sobre isso…

Atendimento aos clientes brasileiros.

Em relação ao atendimento telefônico, com serviços de VoIP é possível ter um número telefônico nacional que atendo diretamente no meu iPhone, em qualquer lugar do planeta em que eu esteja. Assim, meus clientes no Brasil ligam para um número local, sem custos de ligação internacional. Atualmente, morando em Porto Alegre, tenho apenas um número telefônico local. Ao mudar para os Estados Unidos aproveitarei para também adquirir um número de telefone de São Paulo, onde está a maioria dos meus clientes.

Graças a diferença no fuso horário, o atendimento telefônico ficará bem resolvido. Acordo cedo nos USA e trabalho em casa no período da manhã, sendo o equivalente a atender o turno da tarde no Brasil. Lá, estarei cinco horas a menos do que aqui, então as 8h da manhã, começo a atender os telefones da tarde no Brasil. Claro que isso significa que vocês não devem me ligar pela manhã daqui, mas isso não faria muita diferença, já que morando no Brasil, normalmente marcava minhas reuniões pela manhã, não estando disponível no telefone. Além do mais, muito poucas pessoas me ligam, a maioria prefere relatar suas dúvidas por email, onde dá para explicar em mais detalhes e tudo fica bem documentado.

E como ficam meus investimentos imobiliários no Brasil?

Hoje em dia concentro meus investimentos imobiliários na D&P Investimentos Imobiliários. Esta empresa é gerenciada pelo meu sócio e pela equipe profissional da Steffen & Pozzi S.A., da qual também sou acionista. Isto significa que não preciso estar presente no dia a dia da operação, participando apenas de reuniões periódicas de andamento dos negócios. Explico isso tudo em mais detalhes no site sobre investimentos imobiliários.

A D&P Investimentos Imobiliários também é a empresa onde meus clientes da Megacombo investem seus consórcios contemplados, transformando-os em investimento na construção de imóveis para venda. Isto permite que lucrem tanto com a alavancagem proporcionada pelos consórcios, quanto com os lucros normalmente obtidos na construção de imóveis para venda. Lucros encadeados são uma beleza… Tudo é explicado e organizado usando a internet. No final, os contratos físicos são enviados pelo correio, tudo prático, simples e seguro. Alguns investidores mais curiosos as vezes nos visitam para conhecer os empreendimentos que estamos construindo, então para estes, por alguns meses enquanto eu estiver fora, serão recepcionados pelo meu sócio Gerson Pozzi 🙂

Tenho ainda três apartamentos que adquiri na planta, com perspectiva de lucrar 200% em cada em dois anos. As obras concluem em abril e julho de 2012 e já se passou um ano inteiro desde que adquiri os mesmos. Em princípio poderia ficar com eles para executar o plano original de vender uns meses antes da data de conclusão, mas resolvi vendê-los antecipadamente. Decidi por isso ao planejar os próximos meses depois da aventura californiana. Voltamos no final de agosto, ficamos um mês no Brasil e um prêmio anual da Rodobens nos leva a Cancun e Miami por alguns dias. De lá, estendemos a viagem para NY por mais uma semana e então partimos direto para Paris, onde moraremos os seis meses seguintes. Ou seja, não estaremos no Brasil nos meses que antecedem a conclusão das obras, que é justamente o momento ideal de vender estes apartamentos para os futuros moradores. Três pessoas já estão de olho nos mesmos, um já enviou os documentos para a Goldsztein-Cyrela (a construtora responsável pelas obras) e os outros ainda não. Se você que lê isto estiver interessado, ainda pode dar tempo. Resumindo: lucro de pelo menos 100% em um ano de investimento; investimento de R$ 30.000 a R$ 60.000; estou repassando pelos valores de aquisição em outubro de 2009.

O que vocês vão fazer em Paris? Porque morar lá?

A resposta curta é: porque podemos e porque gostamos de queijos e iogurtes! Quem conhece Paris pode dar milhares de outros motivos. Já escrevi antes que minha esposa é estilista e agora completo que o objetivo central deste ano “meio sabático” é o crescimento pessoal e profissional da minha família. Assim, direcionando os holofotes um pouco para minha esposa, vamos imaginar uma estilista brasileira, eventualmente trabalhando em uma “casa de moda”, fluente em inglês, francês e italiano. Com visto americano para negócios e turismo válido por 10 anos. Com passaporte europeu. Com experiência fora do país. Parece uma profissional diferenciada? Pois é. Este ano é para isso. Quanto a mim, adoro Paris, adoro a cultura que se respira por lá e gostaria muito de aprender francês bem o suficiente para aproveitar melhor alguns locais da Europa.

Como aprender inglês morando nos EUA? Ou, porque vamos para o Silicon Valley?

Um dos segredos que pretendo utilizar para “respirar em inglês” são os meus conhecimentos e experiência em negócios de internet. Apesar de não poder trabalhar oficialmente nos EUA, posso circular livremente como turista e posso participar de encontros e eventos de tecnologia e startups, ajudando, conversando e trocando idéias com programadores e empreendedores locais. Eventualmente posso até me tornar sócio de alguma empresa por lá! O importante é que ao me inserir em um grupo, aumentam minhas interações com a língua, acelerando a fluência. A Iasmine fará o mesmo, já tendo localizado inclusive um museu de moda na cidade onde ficaremos, para atuar como voluntária.

Se fossemos apenas fazer um ano sabático de diversão, Las Vegas seria bem mais interessante!!! Devido a crise americana, os preços por lá são até três vezes menores do que no Silicon Valley. Aluguéis de apartamentos de um dormitório em condomínios de luxo, totalmente mobiliados como casinha de boneca, construção de 2009, piscina olímpica, academia, salão de festas e business center, por menos do que cinco diárias em um hotel da Strip. Ok, divago, mas já pesquisei tudo porque os parentes e amigos que desejam conhecer Las Vegas já estão sendo convidados. Temos alguns amigos que casam este ano e não estaremos presentes. Se forem nos visitar, poderão casar novamente por lá, com um Elvis!

Próximos passos.

Construímos nosso futuro com nossas ações, um dia após o outro. Desta forma, deixo abertas todas as possibilidades. Os planos estão traçados, mas alterações sempre são possíveis ao longo do caminho.

E você, já pensou em morar fora do país durante algum tempo? O que te impede? Deixe suas impressões nos comentários.

Faça as perguntas certas… Feliz Natal!

Hoje recebi adiantado um dos presentes de Natal que minha esposa preparou de surpresa. Fiz um vídeo mostrando este presente, além de falar sobre a importância de fazermos as perguntas certas, ou como expor nossos problemas de forma que a própria explicação do problema nos leve à resposta. Falo também sobre a “solidão empresarial”, um mal que costuma ser comum em empreendedores que trabalham em casa ou que possuem um negócio muito enxuto, sem precisar de funcionários ou sócios.

Assista o video:

Se não consegue ver aqui, assista diretamente no YouTube clicando aqui.

PS: uma curiosidade para os que gostam de tecnologia. Filmei este vídeo com o iPhone 4 e fiz a edição diretamente no telefone, usando o programa iMovie da Apple. O envio para o YouTube também foi feito pelo próprio aparelho. Mobilidade total.

Como ter seus emails respondidos com agilidade

Recebo mais de 2000 emails diários. Ainda bem que o antispam do gmail é excelente e me livra de mais de 1500 desses emails todos os dias. O que me deixa ainda com mais de 500 emails para responder a cada período de 24 horas.

Em uma análise rápida, 50% desses emails são de pessoas me pedindo algo para suas necessidades pessoais, 25% são de “pessoas muito legais”, 20% são oportunidades de negócios (leia-se, prováveis clientes para os consórcios que represento), e 5% são das pessoas importantes na minha existência, família e amigos próximos. Em um cálculo rápido, se levasse um minuto para cada email, levaria quase 10 horas para responder todos os emails que recebo. Teria que parar de viver, apenas respondendo emails. Um minuto é um tempo razoável para responder um email, mas normalmente levo bem mais tempo que isso, por exemplo, para responder dúvidas sobre os consórcios. Por outro lado, muitas dessas dúvidas poderiam ser resolvidas facilmente se as pessoas se dessem ao trabalho de ler as centenas de textos que escrevo sobre o assunto, ou pelo menos lessem os textos principais em http://www.investimentoemconsorcio.com.br e http://wwwinvestimentoemimovel.com.br

A questão é que estamos todos ocupados demais. Todos temos toneladas de emails. Não temos tempo para responder a todos.

Veja bem, estou na frente do computador em um sábado a tarde tentando dar conta de algumas centenas de emails enviados por pessoas realmente importantes que desejam fazer coisa muito interessantes comigo. Cada uma dessas pessoas é muito importante para mim. Mesmo assim, eu só tenho um número limitado de horas a cada dia. Estou em meu escritório num SÁBADO para tentar responder algumas dessas pessoas. É assim que estou com as coisas. Sei que você está assim também. Todos nós temos muitas mensagens lutando por nosso tempo.

O que fazer para termos mais chances de receber uma resposta? Se você deseja melhorar suas chances de receber resposta de alguém ativo e ocupado (como eu), acredito ter algumas sugestões e idéias. Isto se aplica mais aos emails de negócios, não os pessoais. Se eu já te conheço, pode me mandar email. Apenas me desculpe pois estou tendo problemas me afogando nos mesmos 🙂

Pensando no que me faz responder um email mais rápidamente do que outros, aqui está o que notei:

O que respondo mais rápido.

Se você deseja investir em imóveis, ou mais especificamente, se deseja contar comigo para auxiliar em todas as etapas do investimento, começando com os consórcios e investindo passo a passo de acordo com meu plano pessoal de investimentos, basta seguir o passo a passo descrito em http://www.megacombo.com.br/como-investir e me enviar seus dados pessoais para adquirir uma ou mais cartas de consórcio e se tornar meu cliente. Esta é a maneira mais simples e rápida de garantir uma resposta praticamente imediata 🙂

Apenas um assunto. Brevidade.

As pessoas que escrevem com uma só necessidade, um assunto bem definido (com título no email) e um tópico específico, recebem resposta muito mais rápido, pois eu consigo responder de onde estiver, as vezes até mesmo pelo celular.

Não tenho tempo para longas dissertações. Inicie com o que deseja de mim, sempre. Conte-me sua longa história (se achar que precisa), e então, mais uma vez, termine com o que deseja de mim.

O mais importante: inicie com o que deseja de mim.

Entre direto no assunto. A maioria dos emails possuem pelo menos 200 palavras para “limpar a garganta”. Fique a vontade para entrar direto ao assunto, não acharei que é grosseria.

A formatação importa.

Um email bem escrito, com os parágrafos bem definidos, com perguntas numeradas quando o assunto é mais longo, recebem resposta mais rápido, pois consigo ver o que desejam e tudo está sucinto.

Repetição funciona.

Pessoas que me reenviam o email, mas não fazem eu me sentir culpado sobem na minha lista de respostas porque eu me sinto culpado mesmo assim e eu tento responder o mais rápido possível. Eu realmente não desejo encorajá-lo a entupir minha caixa de emails, mas é verdade. Por favor verifique se seu email esteja de acordo com os outros tópicos que listo aqui 🙂

Costumo viajar com frequencia e ficar alguns dias longe dos emails não urgentes, então aguarde pelo menos uns três ou quatro dias antes de pensar em reenviar seu email.

Como expliquei antes, recebo muito spam. As vezes o antispam falha e bloqueia o que não deve. Se mesmo depois de me reenviar seu email eu não responder, e se o que você deseja respeita as outras observações deste texto, provavelmente seu email foi extraviado. Entre em contato por telefone, carta, sinal de fumaça, para que eu localize o problema e possamos estabelecer contato.

Mesmo quando estou viajando, fico sempre conectado. Meus clientes sempre recebem minha resposta. Fui claro?

Direto e óbvio.

Pessoas que enviam questões vagas não recebem resposta. Simplesmente não posso me incomodar tentando imaginar o que você deseja. Quem pergunta diretamente o que deseja conquista meu tempo.

Conectividade.

Se você comenta com regularidade em meus sites e blogs, ou se retuita meus textos, a chance de eu já lhe “conhecer” é muito maior.

Se você conhece alguém que me conhece, pedir uma introdução é uma excelente maneira de se aproximar mais rápido.

O restante.

Finalmente, o que recebo mais frequentemente são emails de pessoas que desejam ajudar. “Se eu puder te ajudar de alguma maneira, é só avisar”. Então, seguinte… Eu nunca respondo estes emails. Ninguém responde estes emails. Porque quando alguém procura ajuda, é quando está preparado para receber tal ajuda. Ofertas genéricas mostram um sentimento positivo, mas não possuem nenhuma forma de retorno possível, se isto faz algum sentido.

Ofertas unilaterais.

“Gostaria de te dar a oportunidade de fazer um link para meu site, pois falo de um assunto que pode interessar seus leitores.”

“Tenho um produto que acredito possa te interessar.”

“Seus textos são ótimos, estou começando a fazer o mesmo que você, a vender alguma coisa, fazendo um trabalho de aula, querendo abrir uma empresa, …, …, …, o que você teria para me dizer para ajudar? ”

A vida é dura para quem é mole. Não sou mãe de ninguém e não estou aqui para levar os outros pela mão. Se quer minha ajuda, antes de mais nada ajude a si mesmo assumindo sua responsabilidade de pesquisar e estudar antes de pedir tudo de mão beijada.

Quer ter seu email respondido?

Então, se deseja ter seu email respondido, não apenas por mim, mas por qualquer pessoa relativamente ocupada, estas são algumas dicas.

Alguma dica extra que você deseja deixar na seção de comentários?

E se te devo uma resposta, releia o texto acima e me avise se você acha que seguiu bem as sugestões.

Baseado em um texto do Chris Brogan.

Leia também: seus emails são muito longos.

Confissões

Até mesmo super-heróis possuem problemas que desejam resolver.

Estava lendo Bird by Bird: Some Instructions on Writing and Life, excelente livro da Anne Lamott, quando me deu vontade de confessar publicamente algumas coisas ao ler um trecho em que ela dizia que os personagens tinham que possuir alguns defeitos ou características das quais não gostavam tanto. A autora dizia que isto permitia nos identificarmos com tais personagens porque nenhum de nós é perfeito, logo, essas pequenas características eram a cola que nos ligava a cada personagem.

Acredito que desta reflexão sairá algo interessante, pois as vezes tendemos a ver somente um lado das situações, o lado mais fácil de ver, o lado mais exposto, quando na verdade, tudo costuma possuir muitas facetas. Acho importante a busca pela compreensão do todo, ou do máximo possível. É uma forma de tentarmos entender um pouco mais sobre o mundo e sobre nós mesmos.

Ao mesmo tempo, é uma forma de mostrar um pouco mais de mim e um pouco de como funciono no dia a dia. Esta é uma questão que aparece com frequência: “Fabrício, como tu consegue fazer tantas coisas, participar de tantos projetos, etc”. São coisas importantes de saber para quem deseja buscar resultados e as vezes se impressionam com os que tenho obtido, achando que sou um poço de perfeição, organização e execução.

Preguiça.

Vamos começar com a preguiça. Sou muito preguiçoso. É verdade, você pode não acreditar nisso ao ver tudo o que consigo realizar, tudo que escrevo nos diversos sites que mantenho, mas a grande verdade é que sou um grande preguiçoso. Aquela palavra grande e feia, procrastinação, é minha amiga há anos, acho que desde que me conheço por gente.

Preguiça e procrastinação são coisas diferentes, mas andam bem juntinhas. Há dias em que simplesmente não tenho vontade de fazer nada. Na verdade, não tenho vontade de fazer nada do que está na minha lista de tarefas a realizar. Com certeza quero fazer alguma outra coisa. Preste atenção nisto que estou escrevendo, porque este é um dos segredos do meu sucesso.

Quando não tenho vontade de fazer o que “preciso” fazer, normalmente arranjo algo mais interessante para ocupar meu tempo. Este é exatamente um destes momentos que ilustram maravilhosamente bem esta questão. Estava lendo um livro quando na verdade deveria estar lendo outro. Estava lendo um livro sobre a escrita e a vida, quando deveria estar lendo os livros necessários para escrever meu trabalho de conclusão da pós-graduação. O que meu cérebro faz, então? Me leva a pensar que é hora de escrever um texto para meu site pessoal. E aqui estou eu, escrevendo um texto que deve me aproximar de você que está lendo estas linhas, mostrando que apesar de ter conquistado determinado sucesso na vida e na carreira, sempre fui e continuo sendo uma pessoa normal, com problemas normais de pessoas normais. Com as mesmas dúvidas e angústias que todos possuem.

Meu segredo está na maneira com que resolvo alguns destes problemas. Então, como faço para resolver o problema da preguiça e sua consequência mais direta, a procrastinação? É fácil, uso o que chamo de procrastinação estruturada. Já fazia isso há muito tempo de forma intuitiva, então foi muito legal ver que já havia alguém mais fazendo o mesmo, e mais que isso, escrevendo sobre o assunto. A identificação foi imediata. Leia o texto do John Perry (Structured Procrastination, em inglês) para saber como funciona, em detalhes.

Resumidamente, procrastinação estruturada é escolhermos tarefas úteis para nosso futuro que substituam aquelas que deveríamos estar realizando neste momento. Este texto serve a este propósito, é mais um artigo para meu site. Se minha tarefa de hoje fosse “escrever um artigo novo para meu site”, provavelmente não estaria aqui escrevendo isso, estaria lendo um livro necessário para meu trabalho de conclusão. Fiz isso algumas vezes no passado recente. Resultado? Os livros que deveria estar lendo hoje, já os li. Os textos que deveria ter escrito semana passada, com folga para publicar na semana seguinte, estou escrevendo hoje, enquanto deixo de fazer o que deveria estar fazendo agora. No rodapé da página do John Perry ele dá outro exemplo disso dizendo que o site foi feito pela neta do autor, enquanto ela evitava estudar para a prova de literatura 🙂

O melhor de tudo é que no final, acabo tendo resultados ainda melhores do que se não tivesse procrastinado. Quando deixo as coisas para última hora, a medida em que o tempo vai ficando mais curto para concluir determinada tarefa, vou ficando cada vez mais preocupado. Esta preocupação se transforma em estar constantemente pensando no assunto em questão. Assim, apesar de não estar escrevendo meu trabalho de conclusão, estou constantemente pensando nele, nas relações, nas implicações entre os assuntos. Quando estiver na última hora e finalmente começar a escrever, o trabalho já estará praticamente pronto dentro da minha cabeça, é só transpor para a versão final.

Insegurança.

Vamos a mais uma confissão. Já que o título deste artigo está no plural, não posso parar na primeira. Sou inseguro. Tenho medo de fazer algo e não dar certo. Penso, repenso, desenho para entender melhor as implicações. É normal nos sentirmos inseguros ao começar algo novo. É normal ter medo. O medo nos deixa alertas. Por outro lado, ajo apesar do medo. Recentemente comecei a gravar vídeos para colocar na internet. Fico inseguro a cada novo vídeo, será que está bom o suficiente? Será que quem assistir irá gostar? Será que estou levando informação suficiente para valer a pena para quem me assiste? É um desafio constante. O que me faz lembrar de mais uma coisa a confessar…

Herdeiras também tem o que confessar.

Desorganização.

Confessando que sou desorganizado, lembro de outro texto que ressoa fundo dentro de mim, coincidentemente também do John Perry (sim, temos muito em comum, ele também escreve longos relatos como este). Na verdade não sou desorganizado, sou apenas Organizado Horizontalmente. Leia a súplica completa: A Plea for the Horizontally Organized, mais uma vez em inglês. Outra hora vou escrever o que penso sobre a língua inglesa em mais detalhes. Por hora, basta dizer que se você não lê textos em inglês, deveria aprender o mais rápido possível. Não precisa falar nem compreender alguém falando rápido, apesar disso também ser útil, mas ler, é essencial.

Voltando ao assunto da organização, nós, horizontalmente organizados, simplesmente não conseguimos usar as estruturas projetadas para organizar os documentos e tudo o mais. Um exemplo simples olhando minha mesa neste momento. Tenho uma pilha de papéis a minha esquerda, uma agenda aberta, um moleskine onde faço anotações rápidas ou que serão transpostas ao caderno onde anoto as coisas de forma mais permanente, mais alguns papéis soltos, anotações entre as teclas de função do meu teclado do computador, papéis na frente do teclado, papéis atrás do teclado, papéis em cima da impressora (não saindo dela, mas realmente em cima, e nem é uma destas modernas impressoras copiadoras, é uma pequena, que na prática não teria espaço para papéis em cima, mas sou bom equilibrista. Vou poupá-lo da descrição detalhada da minha estante, onde mais papéis ficam horizontalmente espalhados à frente dos livros encostados no fundo. Na minha direita, mais pilhas de papéis, o mesmo acontecendo em cima do computador. Isto tudo são as coisas em que estou trabalhando no momento.

O que uma pessoa normal teria? Tudo organizado em pastas, arquivos, gavetas. Quando precisa de algo, vai até a pasta em questão, pega os documentos, trabalha neles e depois guarda. Aí é que está a questão primordial. Nós, horizontalmente organizados, não temos esta habilidade. Eu uso arquivos para guardar documentos. Organizar e guardar as coisas é simples. A habilidade que nos falta é a de abrir um arquivo e localizar coisas que estão pendentes de conclusão. Para quem é horizontalmente organizado, arquivos servem apenas para guardar aquelas coisas que não queremos mais olhar. Chega deste assunto, cabe em um novo texto, ou melhor, leia o artigo original que citei anteriormente.

Incompetência e perfeccionismo.

Mais uma. Sou incompetente em muitas coisas. Sou péssimo nos meus vídeos, não nasci com as habilidades de um ator. Muita gente me diz que estão bons, mas a verdade é que estas pessoas, quando estão falando a verdade e realmente acham bons, simplesmente não tem o meu nível de perfeccionismo ou não dão importância a coisas que eu acho serem importantes. É difícil fazer um vídeo e achar que está bom, com tantos filmes e atores maravilhosos nos dando exemplos frequentes do que é realmente bom. E então segue mais uma confissão, sou perfeccionista. Juntando minha insegurança e minha incompetência neste assunto, com o perfeccionismo que me daria a desculpa final necessária para evitar gravar vídeos e expor estas incompetências, bastaria procrastinar as gravações indefinidamente e não teria mais problemas. Só que aí entra o que é realmente importante neste texto. Apesar de todos os nossos medos, todas as nossas imperfeições, todos os nossos problemas, ainda assim os dias passarão. E cabe somente a nós mesmos decidir se estes dias passarão conosco produzindo, gerando valor para os outros, ajudando as pessoas com aquilo que sabemos, ou se passarão conosco fechados em nossas bolhas de medo e imperfeição.

Resultados!

É melhor fazer algo passável, do que não fazer coisa alguma. Mais que isso, quanto mais coisas passáveis fazemos, melhores vamos ficando nestas coisas. Até que um dia nos tornamos mestres nestes assuntos. Comigo já foi assim com a informática, com as vendas, com o marketing online, com a escrita (você acredita que eu não sabia escrever quando nasci?), com os investimentos em geral e mais especificamente com os investimentos em imóvel, e agora com meus vídeos. Em algumas tarefas que me determinei a cumprir, me tornei realmente o melhor dos melhores. Em outras, como os vídeos, não tenho a pretensão de me tornar um ator profissional, nem um editor, muito menos um diretor… Humm, talvez diretor sim 🙂

Deixo a pergunta final: o que você está deixando de fazer com medo de se expor, de expor suas fraquezas e incompetências? Quanta gente você está deixando de ajudar com esta atitude? O que você fará a partir de agora?

Ciclos do mundo e os sites de compra coletiva

Introdução.

O mundo é um lugar divertido. Vivemos dias de altos e dias de baixos. Dias em que tudo parece dar certo e dias em que nada funciona. Hoje é para mim um daqueles dias em que tudo o que fizemos até então parece ter atingido algum sentido. Me deu vontade de contar algumas histórias. Já citei isso antes, escrever é a maneira que uso para ordenar as idéias que estão fervilhando na cabeça neste momento, ao mesmo tempo em que permito que outras pessoas me ajudem fornecendo suas opiniões sobre o assunto, enriquecendo a discussão. Ajudo e sou ajudado, tudo ao mesmo tempo.

O importante para mim, o que mais precisamos interiorizar, é que o mundo é cíclico. Aquilo que vivemos em determinado momento, irá acontecer novamente. A história nos mostra isso com vários exemplos. O que contarei aqui é um deles. Claro que as coisas não acontecem exatamente como aconteceu anteriormente, mas as histórias se repetem de forma magistralmente iguais. Aproveitam as oportunidades quem está preparado quando elas se apresentam. Aproveitam as oportunidades, quem já as perdeu anteriormente, quem sabe porque perdeu alguma grande oportunidade, e se preparou para a próxima onda. Algumas coisas possuem um degrau de entrada maior, outras menor, mas mesmo isso, depende basicamente em saber como resolver o problema do degrau. Precisa de conhecimento? Estude ou conheça pessoas que saibam do assunto. Precisa de dinheiro? Economize muito ou estude formas de levantar capital para quando a oportunidade surgir. Se você estiver preparado, com o conhecimento para aproveitar uma oportunidade, dinheiro se consegue facilmente.

Para ilustrar o que acabo de escrever, leia a história da criação da máquina fotográfica, a inovação que era na época, as dúvidas e críticas que ela gerou na sociedade que ainda não sabia como reagir àquela novidade. Compare agora com a história dos primeiros carros. Avance alguns anos, compare com os primórdios da história da computação. Volte no tempo, estude a invenção e popularização da TV. Volte mais um pouco, faça o mesmo estudo sobre o surgimento do rádio. Todas refletem exatamente a mesma história, mudam apenas os personagens de cada uma.

Falei somente de grandes invenções, mas isso é válido para as pequenas. Focando na internet, começamos com o surgimento da mesma, a necessidade de acesso e como foi solucionada. O aparecimento dos portais, o acesso grátis, a banda larga. Analise como as empresas do setor se movimentaram e como tudo se encontra atualmente. Quem são os grandes? Como chegaram a isso? Caminhando um pouco no tempo, estude o aparecimento dos sites de leilão online. Quem sobrou atualmente? E os grandes sites de compra? Alguém falou Amazon? Submarino? Americanas? Que tal falar dos blogs? Quais se tornaram negócios lucrativos? Porque? É aí que gostaria de chegar. Hoje, sei porque tudo isso aconteceu. Olhando um novo mercado, basta examinar os movimentos de certas empresas para saber quais estão caminhando ao sucesso e quais irão dar com os burros n’água. E isto nunca tem relação a quanto dinheiro possuem ou qual tecnologia é melhor. Vejo o caso do Betamax se quiser um exemplo disso, ou do iPod original se buscar um exemplo mais recente.

1996-1999 – Minha primeira empresa.

Há pouco mais de 14 anos montei um dos primeiros provedores de acesso discado no RS, com mais cinco amigos. Naquela época, era um guri recém saído da faculdade, com muitas idéias na cabeça e pouca experiência prática. Sem saber, estava no olho do furacão da inovação, estava fazendo o que nenhum outro fazia. Estava no topo da onda tecnológica que iria dominar os anos seguintes. O problema é que estava lá por conta da minha busca por inovação, mas meus conhecimentos de mercado eram nulos até então. Desta forma, vi, uma atrás da outra, várias oportunidades passarem. Perdi todas. Aprendi com cada uma dessas perdas.

Vamos voltar alguns anos nesta história. Era um estudante de computação, com algum acesso à internet na faculdade. Naquela época simplesmente não havia acesso privado à rede, logo, quando saísse da faculdade iria perder essa diversão. Se por um lado era diversão, por outro já era uma fonte de informação fantástica. Grupos de discussão permitiam que tivessemos acesso a informações muito antes dos que não dispunham desta ferramenta. Era uma maneira diferente de estudar. Pensar isto hoje é fácil, naquela época, era inovador, era estar a frente de seu tempo. Para um jovem nerd meio anti-social, dava um certo sentido a vida saber que, de alguma forma, sabíamos um pouco mais que os outros.

Tinha um problema a resolver, como conseguir conexão à internet. Quando pensei que havia achado a solução, outro problema apareceu. Descobri um projeto da faculdade federal em que alunos da mesma estavam oferecendo acesso à rede, durante a fase de testes, de forma gratuita. Fui até lá e descobri uma fila de espera de 3000 pessoas.

  • Quantos vocês estão conseguindo atender mensalmente?
  • Por volta de 300 pessoas.

Nem que o mundo parasse de girar eu iria esperar 10 meses para conseguir meu acesso à internet. Diante de um problema… Conversei com alguns amigos que tinham os mesmos desejos, montamos um plano básico que listava as necessidades de hardware, software, contratos de conexão e aluguel de linhas telefônicas, verificamos quantos clientes precisavamos para tornar o negócio possível e assim começou a Opensite. Um anúncio no jornal e a propaganda boca a boca dos amigos foi tudo que precisamos para atingir o equilíbrio necessário para manter a empresa.

Alguns sócios se dedicavam em tempo integral ao negócio, outros em tempo parcial, mantendo seus empregos. Com o passar dos anos, os primeiros foram adquirindo a participação dos outros. Resumir quatro anos em um só parágrafo é algo complicado, aprendemos muito, perdemos muitas oportunidades, participamos de vários projetos interessantes a medida em que o mercado se ajustava às novas necessidades. No final das contas, acabamos perdendo a empresa ao tentar fazer sociedade com picaretas travestidos de investidores. Culpa exclusivamente nossa, que erramos ao avaliar com quem estávamos nos associando e que poder sobre o nosso negócio estávamos dando a eles. Nossos clientes? Estes foram salvos. Um concorrente da época recebeu-os feliz da vida, de presente, enquanto a empresa mudava a forma de atuação e destruía o que havíamos levado anos para construir.

Uma curiosidade final. Abrimos o primeiro provedor com acesso gratuito do país, três dias antes do lançamento do iG. Não muito mérito meu, que só estava no lugar errado, com as pessoas erradas, mas na hora certa para poder colher esta frase: fundador do primeiro provedor grátis do país. Só não sabíamos como gerar lucros, o que foi o golpe fatal para a empresa.

2000 – 2001 – Um novo horizonte.

Acaba uma empresa, surge um convite. Gerente de tecnologia de uma startup de internet. Seria um portal de negociação de commodities agrícolas, interligado diretamente com a bolsa de mercadorias de Chicago. Era uma espécie de NASDAQ das commodities agrícolas. Tudo ía bem até a bolha da internet explodir nos EUA. Com parte do dinheiro vindo de lá, as coisas complicaram por aqui. Os salários atrasaram vários meses, os ânimos estavam baixos, os prazos de entrega estouravam constantemente. A queda das torres gêmeas foi o golpe de misericórdia. Foram dois anos rápidos, mas de extremo aprendizado. Conviver com um CEO forte, conhecer o mercado de VC e de angel investors, tudo isso abriu um mundo de conhecimento que antes simplesmente não existia. O Silicon Valley, antes disso, era apenas um local onde havia inovação tecnológica, não tinha o conhecimento da teia de negócios que existia por trás de cada empresa, da cultura do venture capital que o vale possuía. Os anos seguintes foram dedicados a aperfeiçoar este conhecimento de negócios. Como dizia o presidente Woodrow Wilson em relação aos EUA, adotei para mim a frase: “meu negócio são os negócios.”

2002 – 2008 – Um empreendedor renasce das cinzas.

Sem emprego e sem vontade de arranjar um, reiniciei minha empresa de internet. Usei o nome fantasia que haviamos dado para a parte mais empresarial do negócio anterior. Na época do provedor de acesso, chamávamos este de Opensite e ao serviço de hospedagem de sites de Openweb. Com este último nome iniciei uma nova empresa focada apenas na hospedagem de sites, deixando o acesso discado e a banda larga de fora.

O início foi relativamente difícil, houve momentos em que não sabia como iria pagar o condomínio do prédio onde morava. Vale lembrar que antes desse recomeço havia ficado seis meses sem receber salário, tendo consumido todas minhas reservas. Comprar uma moto Harley-Davidson antes de ter os atrasos no salário também não ajudou muito 🙂

Voltar para a casa dos pais estava fora de cogitação, não por eles, mas por mim. Sabia que se passasse por este desafio e o resolvesse com meu conhecimento e trabalho, nada mais me deteria. Alguns bicos e pequenos trabalhos de manutenção de computadores, junto com os parcos ganhos do provedor e o desenvolvimento de alguns sites para os novos clientes, ajudaram a passar de forma não tão traumática por esta fase de aperto.

Os anos seguintes foram relativamente tranquilos. Atingimos velocidade de cruzeiro, nos acostumamos em determinada zona de conforto que não era grande coisa, mas também não era tão ruim assim. O problema é que o coração de um empreendedor não aguenta muito tempo no conforto e tranquilidade. Montamos novos negócios, iniciamos novos serviços, testamos novas idéias. Algumas coisas deram certo e hoje fazem parte do portfólio de serviços da Openweb, outras descartamos. Tivemos problemas com sócios em outros negócios que iniciamos, problemas diferentes dos primeiros, o que significava mais aprendizado.

Na vida pessoal, iniciei meus investimentos em consórcios que no futuro se tornariam os investimentos imobiliários que possuo hoje. O problema é que desde que incorporei a mudança da mente técnica para a mente de negócios, não conseguia mais aceitar aquela zona de conforto em que me encontrava. Ao mesmo tempo, sabia que não eram todos que estavam prontos para inovar constantemente para se manter sempre na crista da onda. Queria iniciar negócios em outras áreas, já havia feito pequenas incursões com sucesso. Era a hora de expandir os negócios, dar um passo para trás para poder então dar dez passos para a frente. Em 2008 vendi minha parte da sociedade para meu antigo sócio na Openweb, com uma proposta que sabia ser inegável. Propus que me pagasse ao longo dos dois anos seguintes, usando para isso pouco mais do que eu retirava mensalmente como lucro da empresa. Na prática, a própria empresa iria me pagar, mas teria dois anos de rendimentos estáveis para poder me dedicar aos outros negócios sem preocupações com as contas mensais e sem precisar mexer no meu patrimônio já adquirido.

2008 – 2010 – Um novo negócio, um novo setor.

Já possuía minha empresa de venda de consórcios desde 2005 e já ajudava amigos que queriam investir da maneira como eu estava investindo com textos explicativos desde 2003, mas somente a partir da minha saída da Openweb é que a Megacombo se tornou o centro das minhas atenções. O crescimento neste últimos dois anos foi de mais de 10 vezes do que era no início, tudo isso sem aumentar a estrutura (apenas eu, meu computador e uma gaveta-arquivo para guardar os papéis da empresa). Da maneira que estruturei a empresa, posso trabalhar em qualquer lugar do planeta, precisando apenas do meu notebook e uma conexão de internet para tocar meus negócios.

Ao longo destes dois últimos anos conheci outros investidores da área imobiliária, formei parcerias, investi em novos empreendimentos, testei outras modalidades de investimento imobiliário, analisei muitos casos de leitores dos meus sites, acompanhei os investimentos de amigos, enfim, vivi intensamente esta realidade. Já fazia isso antes, mas os dois últimos anos foram realmente intensos. Hoje, sou considerado um dos maiores especialistas no assunto investimento imobiliário, mas sei que ainda há muito o que aprender e devo muito do meu sucesso aos excelentes parceiros com quem toco meus negócios. Os erros que cometi em relação às sociedades anteriores me tornaram mais apto a formar parcerias muito mais eficientes e sociedades muito mais fortes.

As coisas estão acontecendo de forma bastante acelerada, aquela acomodação na zona de conforto não existe mais desde metade de 2008. Como meu negócio imobiliário envolve intensamente a internet como meio de identificação com meus futuros clientes, não deixei de estar presente também neste meio, mantenho em dia todos os meus contatos nas empresas de TI e nas notícias e novidades do setor, atuando como consultor informal para uma série de amigos e empreendedores que podem se beneficiar dos meus conhecimentos acumulados.

Até agora, não tornei este conhecimento do setor um negócio próprio. Ainda é algo que faço por paixão. Ao mesmo tempo, os empreendedores que tenho ajudado com meus conhecimentos são aqueles que estão na fase que eu estava em 1996, quando comecei meu primeiro negócio. Mesmo que quisesse cobrar algo deles, não estão em condições de pagar coisa alguma. Ajudar esta gurizada com informações, sugestões de leitura, orientações sobre sociedade, pessoas e mercados, me coloca em sintonia com estas novas gerações. E são estes jovens e esta geração Millenium que irá gerar a próxima onda de mudança no mundo, da mesma maneira que os baby boomers mudaram o mundo a partir dos anos 60. Mais cedo ou mais tarde, estes jovens chegarão à constatação de que o conhecimento que trago para seus negócios possui um valor inestimável, pois traz velocidade e foco no que dá certo, os faz economizar tempo e frustração. É uma geração ansiosa esta. Entender isto e facilitar seus caminhos é minha forma de fazer parte desta nova revolução. Ajudar a abrir as portas que eu mesmo não sabia abrir quando tinha a idade e os ideais deles é o caminho que escolhi para dar meu retorno à sociedade. Apesar de dizer que não faço isso profissionalmente, sou sócio de uma empresa especializada em montar planos de negócio e levantar capital para startups de TI. Não trabalho diariamente nesta empresa, sou apenas um dos sócios capitalistas na mesma, mas começar a me envolver no processo, tenho certeza, é mera questão de tempo.

2010 – Onde estamos? Qual é a onda do momento? Quanto tempo irá durar? Quem estará envolvido com isto?

Tudo que escrevi até agora não tem nada relacionado diretamente com o que escreverei a seguir, mas ao mesmo tempo, é totalmente ligado a isto, pois é minha história pessoal. Graças a esta história pessoal, cheguei às conclusões de onde estamos agora, qual a grande oportunidade deste momento e quem irá sair vencedor em relação a esta oportunidade. Podem haver muitos ganhadores, cada um, vencedor de acordo com seu nível de conhecimento.

Quanto a mim, tanto pode ser que me torne um dos maiores players envolvidos com isto, quanto pode ser que não me envolva diretamente com o assunto. A resposta que dirá se será uma ou outra coisa é resultado direto das ações tomadas por alguns dos possíveis leitores deste texto. Se as pessoas certas lerem até o final, se a conjunção dos fatores que acho serem necessários se formar, se conseguir juntar as pessoas certas com a compreensão do que está acontecendo neste momento no mercado, então estarei presente nisto.

Uma coisa é certa. Conheço diversas pessoas, em diversos setores distintos necessários para que o processo todo tome forma. O comprometimento de algumas dessas pessoas é fundamental para que me envolva com o assunto. O de outras, é consequência dos primeiros. O de outras ainda, pode acelerar o processo, mas não é essencial. Discorro a seguir sobre algumas coisas que estou observando. Infelizmente, sei que não conseguirei passar para o texto todas as relações mentais que estão rodando na minha cabeça.

Sites de comprar coletivas. Como funcionam, como ganhar com eles?

Não preciso dizer que os sites de compra coletiva são a onda do momento. Todos estão falando nisso, todos conhecem alguém envolvido com isso, todos ao menos conhecem alguém que já comprou desta forma ou no mínimo receberam um email convidando a participar. Todos já devem ter lido sobre o assunto em jornais ou revistas.

Se você vive dentro de uma bolha de vidro fosco sem acesso ao mundo externo, estes sites de compra coletiva são sites onde diariamente, ou semanalmente em alguns casos, uma oferta é realizada. Esta oferta pode ser uma pizza com desconto de 50%, por exemplo. Ou um tratamento estético com desconto de 90%. Tal oferta só é válida se uma quantidade mínima de pessoas a adquirir, viabilizando o conceito de ganhar pouco de cada cliente, mas ganhar com a quantidade.

Alguns estabelecimentos que anunciam suas ofertas desta maneira não pensam em obter lucro. Suas ofertas são mais baratas do que o custo de seus serviços. Quem age desta forma busca publicidade, busca tornar seu serviço conhecido por mais pessoas. Empresas com ótimos serviços e preços justos conseguem conquistar muitos novos clientes desta maneira. É uma forma barata de publicidade, pois apesar de receber pouco, recebem algo. Recebem mais do que se oferecessem uma prova grátis para novos clientes, por exemplo.

Elaborando um pouco, dá para oferecer descontos incríveis e ainda assim ter lucro. Pense em uma oferta de um prato em um restaurante onde quem comprou irá pagar pela bebida. Quem tomar refrigerante provavelmente não bancará o custo da oferta, caindo no caso do parágrafo acima, mas quem tomar um vinho, provavelmente já ajudará a equilibrar os custos. Ou pense em um restaurante onde um casal aproveita a oferta, mas convida um casal de amigos que não possuem o cupom de desconto. Empate técnico.

Para quem compra tais ofertas, não preciso listar as vantagens. Comprar algo que se deseja conhecer por menos que o valor normal. Experimentar um novo produto ou serviço, conhecer coisas novas. Ao se cadastrar em um site destes, novas ofertas chegam diariamente em seu email.

Apesar de eu achar que todos conheçam este assunto, um detalhe do funcionamento destes sites talvez não seja de conhecimento público: a forma como eles ganham dinheiro. A regra é simples: cobram entre 40% a 60% do valor recebido na promoção. Para um teste rápido de quanto isto representa, veja uma oferta recente, de um site que fez 10.000 vendas em um único dia, ao custo de R$ 19 cada uma, somente na cidade de Porto Alegre. O site em questão é o maior do setor em atuação no Brasil. Tem fila de espera de estabelecimentos querendo anunciar com eles para mais de seis meses. Possui anúncios diários e lista três ofertas diferentes a cada dia, para conseguir dar conta da quantidade de interessados.

Se apenas uma, de três promoções diárias gera R$ 190.000, dos quais 60% vão para o site que lista as ofertas, fica fácil entender a euforia que está tomando conta do mercado. Com números deste porte e uma barreira de entrada aparentemente muito pequena, não é a toa que já temos mais de 40 sites deste tipo espalhados pelo país. O sucesso é tanto, que começam a aparecer sites agregadores de ofertas. São sites que juntam em um só lugar as ofertas de vários sites deste tipo. Como faturam? Através de programas de afiliados dos primeiros ou comercializando seu tráfego de outras maneiras.

E agora? Como lucrar com isso?

Da mesma maneira que aconteceu com os provedores de acesso discado entre 1996 e 1999, o mercado será tomado por uma profusão de sites de compra coletiva. Alguns serão mantidos por vários anos, atuando em apenas uma cidade, com uma pequena carteira de clientes fiéis, mantendo seus proprietários felizes em suas zonas de conforto. Outros crescerão o suficiente para se tornarem interessantes para os grandes do setor. Serão comprados por valores relativamente altos, gerando o resultado que seus fundadores esperavam, um monte de dinheiro e a possibilidade de parar de trabalhar pelo resto da vida ou pelo menos por algum tempo.

Muitos acabarão no ostracismo e deixarão de existir. Apesar da barreira inicial de entrada parecer inexistente, ela não é tão trivial assim. Por um lado, qualquer programador mediano consegue programar um site destes em uma ou duas tardes de trabalho. Em uma semana é possível ter um site 100% funcional operando. Em um mês, dá para implementar todas as funcionalidades disponíveis nos sites mais elaborados. Por outro lado, um site destes não se resume à programação. Precisa de divulgação para atingir o público comprador das ofertas. Precisa de estrutura comercial para buscar as ofertas iniciais. Precisa de muitas outras coisas que não vem ao caso escrever agora.

Comunidades.

Compras coletivas envolvem diretamente o conceito de comunidade. É com surpresa que vejo o quão pouco os sites existentes não pensaram ainda nisto. Ao mesmo tempo também me surpreende o porquê das comunidades online espalhadas pela rede não terem se dado conta da oportunidade que as compras coletivas podem trazer a seus participantes, implementando alternativas próprias ou se associando às plataformas existentes. No caso das comunidades já existentes faz todo o sentido o foco em ofertas específicas, de interesse daquela comunidade.

Vou começar a jogar as idéias ao ar. Mais cedo ou mais tarde alguém se dará conta disso. Idéias existem aos montes, não valem nada sem execução. Durante anos achava que as idéias eram extremamente valiosas, escondia o jogo, não contava para ninguém as idéias maravilhosas que tinha em minha cabeça. Sabe o que aconteceu com a maioria destas idéias? As que eram realmente boas, acabaram sendo realizadas mais cedo ou mais tarde por pessoas de quem nunca havia ouvido falar. Quando uma idéia surge na cabeça de alguém, de alguma forma, em outro canto do mundo, alguém provavelmente estará tendo uma idéia parecida. Há muito tempo descobri que o que vale, mais do que as idéias, é a execução que damos a elas.

Se tenho mais idéias do que consigo executar pessoalmente, vou me dar ao luxo de listar algumas delas no meu site. Assim, alguém que reclama que não tem idéias de como montar um negócio, de como ganhar dinheiro, de que assuntos tratar em um blog, ficará sem desculpas para não agir. Daqui por diante, se eu der uma idéia genial para alguém aqui no site, fique a vontade para executar a mesma. Sem custos, sem me dever nada. Claro que se você executar uma das minhas milhares de idéias e quiser me dar um presentinho quando estiver milionário com seu negócio, não vou negá-lo 🙂

Voltando às comunidades, imaginem a Revista/Comunidade Papo de Homem com um sistema de compras coletivas próprio ou em parceria com um já existente. No caso de um site já existente, a PdH poderia filtrar apenas os anúncios de produtos que tivessem a ver com os leitores do site. Promoções de depilação definitiva? Nada a ver. Conhecer uma nova pista de kart e poder fazer isso pagando menos de 30% do valor original? Opa, pode mandar! A programação necessária para implementar este tipo de funcionalidade é ridícula.

Outro exemplo de quem poderia se beneficiar com isto? O portal Administradores. Acabo de visitar o site e sabe o que vi em um dos banners verticais? A propaganda genérica de um site destes. Olhei o link e confirmei ser uma propaganda do Google AdSense, ou seja, o site ganha alguns centavos quando alguém clicar no anúncio. Não seria bem melhor se ganhasse mais? Não teria muito mais cliques se os anúncios, em vez de genéricos, fossem otimizados para o público do site, os administradores? Empresas da área poderiam oferecer cursos, livros, palestras, webaulas, tudo para um público ávido por isto, a um custo ínfimo.

Os grandes portais, Terra, UOL, etc, também podem se beneficiar disto, anunciando as ofertas para seus leitores. Todos possuem mecanismos de identificação dos visitantes para entregar anúncios relevantes. Mais uma vez, caímos naquela simples classificação extra dos anúncios em categorias. Ganham os portais, ganham seus leitores. Um portal teria todo o potencial de agregar os anúncios de vários sites de compra coletiva, mostrando para cada visitante apenas os anúncios relevantes.

A programação disto é simples! Onde está o programador que fará uma rotina simples para ler os XML dos sites que já possuem esta funcionalidade, de maneira a qualquer um poder colocar um anúncio em seu site ou blog, agregando as ofertas dos diversos sites, mostrando apenas os anúncios que sejam relevantes para os leitores de seu nicho específico? O primeiro que fizer algo deste tipo me avisa, que coloco um link aqui.

Tenho que sair agora, gostaria de escrever mais, ainda há muitas outras idéias que não consegui escrever sobre esse assunto. Publico como está, aproveita quem quer, descarta quem não quer. Nos próximos dias, vou movimentar alguns pauzinhos, ver se consigo juntar as peças e mostrar para cada possível participante o tamanho do negócio que pode ser construído. As novidades que surgirem, vou publicando por aqui. Obrigado pela atenção se você leu até o final. Gostaria muito de saber o que você acha a respeito disso tudo e ouvir quaisquer idéias que possam tornar ainda melhor e mais completo um serviço deste tipo. Como eu escrevi antes, alguma hora todas as idéias ganham a luz do dia. Seja o primeiro a deixar registrada a sua, nem que seja para poder dizer: eu parei, pensei e tive esta idéia.

Por fim, se você é um programador e acha que um negócio destes é o seu futuro, que irá ganhar milhões com isso, mas antes de ouvir falar deste assunto nunca imaginou fazer algo do tipo, não perca seu tempo. Quem irá ganhar dinheiro com isso são vendedores que sabem movimentar estes negócios, não o pessoal técnico. Se você não tem vocação para vendedor, ou um sócio que a tenha, não perca seu tempo com isso. Ganhe dinheiro como faziam os espertos na corrida do ouro, lucre vendendo pás e picaretas. Desenvolva este tipo de sistema, não para sí, mas para vender para as centenas de pessoas que acham que poderão lucrar com isto. Vai por mim, não precisa nem saber vender, os compradores lhe encontrarão 🙂

Se você possui um site ou negócio que envolve uma comunidade de participantes, pense se um sistema fechado de compras coletivas para seus associados não pode ser um bom acréscimo no portfólio de produtos e serviços que você oferece a seus afiliados. Não precisa ser nada tão agressivo quanto as ofertas diárias dos grandes sites. Basta uma boa oferta mensal, diretamente relacionada com seus associados, para tornar este produto viável. Posso lhe ajudar de diversas maneiras neste caso. Entre em contato.

Se você está envolvido direta ou indiretamente com um site destes e acha que posso te ajudar de alguma forma, entre em contato. Vai ser um prazer ajudar.