Gazela ou Leão

Na África, todas manhãs, uma gazela acordava sabendo que ela deveria conseguir correr mais do que o leão se quisesse se manter viva. Todas as manhãs o leão acordava sabendo que deveria correr mais do que a gazela se não quisesse morrer de fome.

Moral da História: Não faz diferença se você é gazela ou leão, quando o sol nascer você deve começar a correr.

Sempre entregue dois cartões de visita

Meu padrinho de casamento acaba de enviar um e-mail com uma sugestão que achei simplesmente genial. Simples, porém absurdamente eficiente. Deixo que ele explique com as próprias palavras:

Esta semana, aprendi um truque simples mas eficiente. Funciona assim: depois de conversar com alguém que se interessou pelo que você faz/vende, ao entregar seu cartão de visitas, não entregue apenas um – entregue dois. Peça para a pessoa entregar o cartão extra para um amigo, colega, familiar ou conhecido que também possa se beneficiar daquilo que você faz/vende.

A pessoa que me ensinou o truque jura que mais de 80% dos seus negócios hoje surgem do boca a boca e que o truque do cartão extra certamente provoca uma boa parte desse movimento.

Não é uma excelente idéia fazer seus clientes prospectarem por você?

Atenciosamente,
Harry G. Fockink

Multiplicando bem-estar

É com muita satisfação que anuncio o lançamento do meu novo livro: “Multiplicando Bem-Estar – Como desenvolver sua própria distribuição de base domiciliar, ilimitada e milionária”. Indicado para qualquer empreendedor interessado em investir de R$ 500 a R$ 10.000 na abertura de um negócio internacional, flexível e abrangente.

Multiplicando Bem-Estar será comercializado nas principais livrarias do Brasil a partir de 20 de novembro e eu ficarei muito feliz de recebê-los para um brinde na Saraiva Mega Store do Shopping Ibirapuera (São Paulo), com data a confirmar.

Como muitos de vocês sabem, minha especialidade é Vendas Diretas na modalidade de Marketing Multinível e este é o meu terceiro livro. Também sou diretor da Chance Network, consultor da DirectBiz, conselheiro da Revista VENCER! e membro do Comitê de Relações Acadêmicas da ABEVD – Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas.

Sempre me irritam as mensagens promocionais à base de SPAM, enviadas por amadores que sequer entendem do que se trata, promovendo “oportunidades” questionáveis, de uma forma abusiva e infantil. Por favor, isso nada tem a ver com essa indústria de US$ 90 bilhões no mundo, muito menos com a carreira que escolhi há 12 anos pra mim. Tem a ver, sim, com a característica humana, identificada na maioria das pessoas, de preferir buscar atalhos e acreditar em ilusões que não se sustentam, a arregaçar as mangas para construir o próprio futuro. Os empreendedores de verdade sabem separar as coisas (e por isso têm sucesso enquanto os outros fracassam).

Em nenhum negócio do mundo existe dinheiro fácil! O que sempre existe é trabalho duro e recompensa. A diferença está no tipo de recompensa que se obtém, quando o seu trabalho é bem feito.

Multiplicando Bem-Estar explica o tipo de recompensa exponencial que se pode obter através do desenvolvimento (profissional) de uma distribuição de base domiciliar, ilimitada e milionária. Trata-se de um passo além da franquia (com menos risco, menos investimento e maior potencial de retorno). É trabalhoso e pode levar alguns anos (de 2 a 5 é a média), mas o resultado é incomparável com qualquer outro negócio (renda residual progressiva).

Multiplicando Bem-Estar passa pela decisão de fazer algo diferente e atravessa as três fases do negócio, como Distribuidor, Qualificado e Top (quem divulga essas “promessas milagrosas” não consegue passar da condição de Distribuidor porque não entende de negócios, liderança, vendas, finanças, satisfação de clientes, imagem etc). Portanto, seja qual for o seu grau de conhecimento, encontrará dicas preciosas.

O livro se destina às pessoas que conseguem deixar o preconceito de lado e pesquisar uma fonte confiável sobre o assunto. Afinal, por trás desse incômodo causado pelos “propagadores de correntes fraudulentas”, existe uma indústria seríssima, próspera em todo o mundo, e muita gente boa ganhando rios de dinheiro. As maiores companhias de cosméticos e suplementos nutricionais do mundo escolheram esse canal de vendas porque sabem que é muito poderoso.

Estou totalmente aberto a debater sobre o assunto e ajudar a desmistificar o que vocês, formadores de opinião, conhecem sobre Marketing Multinível.

Somente com informação de qualidade conseguiremos colocar os fraudadores na cadeia e acabar com essa ilusão de dinheiro fácil sem sair de casa.

Um grande abraço,

–Sergio Buaiz

http://www.chance.com.br/mbe

SERGIO BUAIZ – Publicitário, escritor, consultor e conferencista. Diretor da Chance Network, conselheiro da Revista VENCER!, autor dos livros “Multiplicando Bem-Estar”, “Pai-Líder” e “A Fórmula da Liderança”.

O rico mercado dos pobres

C. K. Prahalad, professor de Estratégia Corporativa na Escola de Negócios da Universidade de Michigan, vem trabalhando, nos últimos anos, numa tese de que o mercado dos pobres deve ser explorado para o bem da humanidade. O seu mais novo livro, “The Fortune in the Bottom of the Pyramid: Eradicating Poverty through Profits”, indica que não somente as empresas podem fazer dinheiro vendendo aos pobres, “mas devem sentir-se obrigadas a empreender tal esforço para diminuir a distância entre países ricos e pobres.” Prahalad vê nos pobres um mercado potencial de 4 bilhões de pessoas que poderão ser 6 bilhões nos próximos 40 anos.

Sua tese se baseia na realidade de que, tomados em seu conjunto, nações em desenvolvimento, como China, Índia, Brasil, México, Rússia, Indonésia, Turquia, África do Sul e Tailândia, têm mais PIB, em Paridade de Poder de Compra, (Purchasing Power Parity) que o Japão, a Alemanha, a França, o Reino Unido e a Itália. A base da pirâmide para Prahalad é a maior oportunidade de mercado na história do comércio mundial.

Um ponto central do livro é que o esforço para ajudar os mais pobres pode revelar-se um sucesso em diferentes países e em diferentes setores da economia. Constituem uma exceção os países cujo sistema jurídico seja muito precário como Somália e o Congo, por exemplo, e os que têm apenas e tão somente indústrias mais básicas, como as de extração.

O lucro, diz o autor não é o único objetivo para as empresas atuarem mais firmemente nos mercados pobres. A criação de empregos, a luta contra a exclusão social, a atuação para melhorar o caos político, o terrorismo e a degradação ambiental, são motivos suficientes para uma empresa agir nessas regiões. Essas condições geram instabilidade e violência que afetam os países de primeiro mundo e os próprios ricos.

A estratégia para trabalhar nesses mercados, ressalta o Prof. Prahalad, não é simples. Talvez esta seja uma das maiores razões pelas quais as grandes empresas não tentaram colocar seus produtos para as grandes massas das pessoas pobres. Quem é pobre geralmente vive em zonas rurais e faz parte de uma economia informal, o que exige uma estratégia e uma abordagem de mercado totalmente diferente da utilizada em mercados convencionais urbanos.

No livro ele dá alguns exemplos: Em Bangladesh, algumas empresas fazem um bom negócio alugando telefones celulares por minuto. Em Kerala, Índia, imagens de satélite dos cardumes são descarregadas em PCs nas cidades, lidas e interpretadas por mulheres que indicam seguidamente aos seus cônjuges onde pescar. Por seu lado, os homens, após um dia de pesca, utilizam os seus telefones celulares para rever os preços de vários portos da costa e obter a melhor oferta pela sua mercadoria.

Para Prahalad, estes exemplos são provas que há soluções de mercado para o problema da pobreza. A tarefa para as grandes empresas, diz ele, é romper com a lógica dominante que vê os pobres do mundo como uma distorção que deve ser corrigida por governos e apoiada por organizações sem fins lucrativos.

O resultado do esforço em atender esse “novo mercado”, não somente será rentável para grandes empresas e consumidores, mas poderia também ser uma grande solução para os sérios problemas políticos e ambientais dos países em desenvolvimento e do mundo moderno.

Há alguns exemplos de empresas que têm um enorme sucesso no mercado de pessoas de baixa renda. Administradoras de cartões de crédito que tiram do pobre a angústia e o constrangimento de ter que fazer cadastro em todas as lojas. Bancos que fazem pequenos empréstimos que resolvem problemas pontuais simples para uma família de baixa renda. Lojas e centros comerciais voltados exclusivamente a produtos populares que atendem a uma demanda concreta por produtos com características mais simples e com boa qualidade. Agências de viagem especializadas em turismo para pessoas de baixa renda. São inúmeros os exemplos de empresários que descobriram formas de empresariar levando em consideração as necessidades concretas do mercado dos pobres. Muitos chamarão esses empresários de exploradores de pobres. Mas a verdade é que se eles não existissem os pobres continuariam relegados à marginalidade do mercado.

E todas as pesquisas provam que o pobre paga suas contas em dia. Quem não paga é a classe média e alta. O pobre dá um extremo valor ao seu crédito e ao seu nome, um dos ou senão o seu maior e único patrimônio.

–Prof. Marins

Pense nisso. Sucesso!

Publicado em 03/07/2005

Pai Rico, Pai Pobre


Livro “Pai Rico, Pai Pobre”

Se você quer saber como ficar rico e continuar rico, leia este livro! Aprenda o que os ricos ensinam a seus filhos sobre dinheiro que a classe média e os pobres não ensinam!

“É excelente. Em algumas horas devorei o livro, passadas algumas semanas ainda estou aprendendo algo novo. Vale a pena descobrir o que anda errado com você e o poder que você mesmo tem para mudar a sua história. O conteúdo é inigualável”
–Adna Teixeira, Brasília, DF.

“Sensacional livro. Toda pessoa que deseja um futuro econômico e financeiro auspicioso o deve ler e comprar para seus filhos. Já o recomendei a mais de dez amigos.Imperdível!!!”
–Daniel Gustavo C. Coulomb, Rio de Janeiro, RJ.

“A série de finanças pessoais “Pai Rico, Pai Pobre” acaba de atingir a marca dos 200 mil exemplares vendidos.”
–Folha de S.Paulo, Caderno Dinheiro, 9/4/2002

Saia da “Corrida dos Ratos”!

Se você observar a vida das pessoas de instrução média, trabalhadoras, você verá uma trajetória semelhante.

A criança nasce e vai para a escola. Os pais se orgulham porque o filho se destaca, tira notas boas e consegue entrar na faculdade. O filho se forma e, então, faz exatamente o que estava determinado: procura um emprego.

O filho começa a ganhar dinheiro, chega um monte de cartões de crédito e começam as compras. Com dinheiro para torrar, o filho vai aos mesmos lugares aonde vão os jovens, conhece alguém, namora e, às vezes, casa.

A vida é então maravilhosa, marido e mulher trabalham: dois salários são uma benção. Eles se sentem bem-sucedidos, seu futuro é brilhante, e eles decidem comprar uma casa, um carro, uma televisão, tirar férias e ter filhos. A necessidade de dinheiro é imensa!

O feliz casal conclui que suas carreiras são de maior importância e começa a trabalhar, cada vez mais, para conseguir promoções e aumentos. A renda aumenta e vem outro filho… e a necessidade de uma casa maior. Eles trabalham ainda mais arduamente, tornam-se funcionários melhores. Voltam a estudar para obter especialização e ganhar mais dinheiro. Talvez arrumem mais um emprego.

Suas rendas crescem, mas a alíquota do imposto de renda, o imposto predial da casa maior e outros impostos também crescem. Eles olham para aquele contracheque alto e se perguntam: para onde todo esse dinheiro vai?

O feliz casal está agora preso na armadilha da “Corrida dos Ratos” pelo resto de seus dias. Eles trabalham para os donos da empresa aonde trabalham, para o governo, quando pagam o impostos, e para o banco, quando pagam cartões de crédito e financiamentos. Trabalham e trabalham, mas não saem do lugar. Esta é a “Corrida dos Ratos”. (trecho adaptado do livro “Pai Rico, Pai Pobre”)

Se você se identificou com algum trecho desta história e deseja mudar, sair da “Corrida dos Ratos”, é preciso adquirir proficiência financeira: a maioria das pessoas passa anos na escola e nunca aprende nada sobre dinheiro. O livro “Pai Rico, Pai Pobre” é o seu primeiro passo para sair da “Corrida dos Ratos”.


Capa do Livro “Pai Rico, Pai Pobre” da Editora Campus.

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Por que o título “Pai Rico, Pai Pobre”?

Narrado em primeira pessoa na maior parte do tempo, o livro “Pai Rico, Pai Pobre” conta a história do próprio autor: Robert Kiyosaki.

Ele nasceu no Havaí nos anos 50. Aos 9 anos foi vítima de um choque econômico-cultural respeitável. Seu ‘pai pobre’ (o pai biológico, um professor universitário) o estimulava a seguir caminhos conhecidos. Estudar muito, tirar boas notas, conseguir um bom emprego numa grande corporação e garantir segurança.

Seu ‘pai rico’ (na verdade o pai de seu melhor amigo) era o oposto. Um homem sem formação acadêmica, sem cultura formal, rude e básico. No entanto, com um profundo tino para os negócios, ensinou ao jovem Kiyosaki as regras de funcionamento do dinheiro. Seguindo os conselhos do ‘pai rico’, hoje Kiyosaki é milionário. (trecho adaptado da Revista Exame).

Como o Livro é dividido?

O livro é composto de 10 capítulos. São eles:

Lições

Capítulo Um: Pai rico, pai pobre
Capítulo Dois: Lição 1 – Os ricos não trabalham pelo dinheiro
Capítulo Três: Lição 2 – Para que alfabetização financeira?
Capítulo Quatro: Lição 3 – Cuide de seus negócios
Capítulo Cinco: Lição 4 – A história dos Impostos
Capítulo Seis: Lição 5 – Os ricos inventam dinheiro
Capítulo Sete: Lição 6 – Trabalhe para aprender, não trabalhe pelo dinheiro

Início

Capítulo Oito: Como superar obstáculos
Capítulo Nove: Em ação
Capítulo Dez: Ainda quer mais?
Conclusão: Como pagar a faculdade dos filhos com apenas US$ 7.000

Resumindo, por que ler “Pai Rico, Pai Pobre”?
  • É o ponto de partida para quem quer controlar o seu futuro financeiro.
  • Não é um livro comum sobre dinheiro.
  • A leitura é fácil e divertida.
  • É um best-seller nas listas de livros mais vendidos do Wall Street Journal, New York Times, Business Week.
  • No Brasil, já vendeu mais de 200 mil exemplares.

Sobre este texto: uma Garantia

Sou formado em administração de empresas e um entusiasta do livro “Pai Rico, Pai Pobre”. O livro teve impacto significativo nas minhas escolhas profissionais. Sempre recomendo o livro para amigos, colegas e conhecidos.

É muito recompensador ouvir dos mesmos amigos, colegas e conhecidos para quem indiquei o livro uma mensagem de agradecimento, contando que o livro trouxe influências positivas nas suas respectivas decisões sobre dinheiro. Por esse motivo, resolvi escrever este texto e criar o site AmigoRico. Acredito que assim será possível indicar o livro para um número expressivamente maior de pessoas.

Marcelo Junqueira Angulo, marcelo.angulo@amigorico.org

O que eu devo fazer para começar?

Não adie suas decisões. Comece a agir hoje mesmo!

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Leia mais sobre cada um dos livros da coleção Pai Rico Pai Pobre:



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Conheça também outros livros indicados por Robert Kiyosaki, autor da série ‘Pai Rico, Pai Pobre’.


Vendedor Rico
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O conteúdo desta página foi escrito por Marcelo Junqueira Angulo, criador do site AmigoRico.Org.

Como ficar rico no Brasil

Por Stephen Kanitz

Inovação, criatividade e sofisticação têm sido apontadas como as principais qualidades para o sucesso empresarial em quase todos os livros de administração publicados pelo mundo afora. Em países onde todo consumidor já tem televisor, rádio, carro e computador, a única forma de fazer dinheiro é tornar obsoleto o produto que as pessoas têm em casa. Por isso, criam-se produtos cada vez mais luxuosos, sofisticados e, portanto, mais caros.

No Brasil, infelizmente ou felizmente, a maioria dos consumidores ainda não comprou o seu primeiro produto. Os brasileiros e, diga-se de passagem, 83% da população do mundo. A receita para o sucesso precisa ser outra.

A fórmula para se ficar rico no Brasil consiste em fazer produtos para quem nunca comprou um produto na vida. Consiste em criar produtos para brasileiros, o chamado produto popular, ou para os mercados de baixa renda, já que nossa renda não é a americana. Por isso, as regras são outras.

Nada de produto sofisticado que encareça o preço, ou opcionais complicados. A última coisa que alguém que nunca guiou quer é um carro que vá de 0 a 200 quilômetros por hora em um segundo. Nada que tenha um manual de 100 páginas, os produtos terão de ser simples e amigáveis.

Em 1993 propus esta estratégia num livro prevendo que, com a vinda do real, “o novo padrão industrial brasileiro será voltado às faixas de renda mais baixa da pirâmide econômica, ou seja, ao mercado de produtos populares”. “Nossa indústria precisa adequar sua produção ao nível de renda do país, e não vice-versa”. “Produtos menos sofisticados e mais condizentes com a nossa realidade. O carro popular a 12.000 reais no Brasil está longe de ser popular.” “Carro popular deveria ser uma lambreta ou uma bicicleta com motor.”

Pequenos empresários que se enveredaram por esse caminho saíram-se bem. Quem continuou na mesma tecla de produtos para a classe média amargou prejuízos e inadimplências. Um dos grandes problemas deste país é a nossa má distribuição da renda. Mas não é só a renda que é mal distribuída, a produção também o é. Praticamente 50% da população brasileira produz o que somente 10% consegue consumir. Por essa razão não temos escala, não temos competitividade internacional, não temos tecnologia.

A Fiat do Brasil, campeã em produzir carros populares, detém diversas patentes internacionais na área de motores de 1.000 cilindradas, algo que poucos brasileiros sabem. O que faz todo sentido enquanto americanos e alemães dominaram nos motores de 3.000 cilindradas e 5.000 cilindradas.

A Gessy Lever introduziu no Brasil um sabão em pó 50% mais barato, que demandou 42 modificações estruturais, muitas aprendidas por técnicos que pesquisaram por dois anos a Índia. Tentar competir mundo afora com produtos sofisticados é suicídio, por uma razão muito simples. Um trabalhador alemão da Mercedes, que vai ao trabalho com sua Mercedes usada, sempre fará um carro melhor que um trabalhador brasileiro que vai de ônibus da mesma marca. Hoje a qualidade total requer um nível de dedicação e esmero por parte do trabalhador que só será possível alcançar se este for capaz de comprar o produto que ele próprio fabrica. Parece uma frase de Karl Marx, mas é puro bom senso.

Uma aliança como a ALCA, dificilmente dará certo para o Brasil. Sempre seremos fornecedores de componentes e matérias- primas. Uma política industrial voltada para os mercados de baixa renda daria ao Brasil escala para exportar para outros países de baixa renda, como a Índia, a China, a Turquia, enfim, o resto do mundo. Que por sinal são os países que mais crescem. A globalização estaria a nosso favor e não contra, como agora.

Propus recentemente no Índia Economic Summit, da World Economic Forum, em vez da ALCA, o início de discussões de uma BRINDIA, Brasil e Índia. O Brasil exportando para a Índia produtos populares com marcas próprias, as que sabemos fazer melhor do que eles e vice- versa.

Essa política industrial infelizmente tem um defeito. Não é moderna, os livros traduzidos nem a comentam, é “made in Brazil”, “é um retrocesso” como criticou um economista brasileiro.

A tecnologia de produção e os materiais podem e precisam ser modernos, os produtos de fato não são. Mas não podemos esquecer que a economia americana originalmente também começou com produtos populares, os da época. Mania brasileira de querer queimar etapas a qualquer custo.

Stephen Kanitz é um administrador

Pequenas coisas

Um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal: Estes quatro elementos fazem parte de uma das melhores histórias sobre atendimento que conhecemos.

Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia.

Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente: “- Bem-vindo ao Venetia!”.

Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático.

No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira, para ser riscado. Era demais! Aquele homem, que queria um quarto apenas para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte.

Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registro). A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que tinha experimentado, naquele local, até então. Assinou a conta e retornou para o quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira.

Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um. Que noite agradável aquela!

Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar, vindo do banheiro. Saiu da cama para investigar. Simplesmente, uma cafeteira ligada por um timer automático estava preparando o seu café e junto um cartão que dizia: “Sua marca predileta de café. Bom apetite!” Era mesmo! Como eles podiam saber desse detalhe?

De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual a sua marca preferida de café.

Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal.

“Mas, como pode?! É o meu jornal! Como eles adivinharam?”

Mais uma vez, lembrou-se de quando se registrou: a recepcionista havia perguntado qual jornal ele preferia.

O cliente deixou o hotel encantando. Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor. Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial?

Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal.

Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje.

Milhões são gastos em planos mirabolantes de marketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito, mais desconfiado. Mudamos o layout das lojas, pintamos as prateleiras, trocamos as embalagens, mas esquecemo-nos das pessoas.

O valor das pequenas coisas conta, e muito. A valorização do relacionamento com o cliente. Fazer com que ele perceba que é um parceiro importante!

Isto vale também para nossas relações pessoais (namoro, amizade, família, casamento), enfim, pensar no outro como ser humano é sempre uma satisfação para quem doa e para quem recebe. Seremos muito mais felizes, pois a verdadeira felicidade está nos gestos mais simples de nosso dia-a-dia, mas, na maioria das vezes, passamos despercebidos.

Um novo Brasil se levanta do berço esplêndido. Duvida?

Somos um montão de vendedores num país que prioriza a lógica absoluta. Basta a gente olhar para nossa bandeira e lá está a Ordem e Progresso lembrando que fomos consolidados numa linha de montagem lógico-positivista de se fazer política, de se costurar resultados.

Enquanto argumentamos a venda reproduzimos a lógica dos exércitos, da produção industrial, do intelectual que acha que sabe mais que seu cliente.

Ainda não incorporamos as mágicas, os mitos e a percepção intuitiva de negros e índios em nosso discurso de venda. A gente até comemora um bom resultado com uma boa feijoada. Temos uma vinculação nostálgica com nossas matas e rios. E só. Vendemos (ou tentamos vender) como máquinas lógicas.

O discurso lógico até funciona. E por isso, é repetido, reproduzido até consolidar vícios e deixar escapar novas maneiras de se relacionar com um cliente (parte índio, parte negro, parte português) que por usar a poderosa intuição apreende o final do argumento, descarta o enfoque, desconfia das intenções e mostra sua reação de maneira discreta e sutil: fechando o bolso.

Vender fora da lógica convencional é abrir nossa percepção à intuição de nossos clientes e consumidores. Passivamente nos colocarmos à disposição das necessidades do cliente, respeitando seus sonhos, suas raízes em nossa cultura e entregando na hora certa os produtos e serviços que nos exigem.

Para ter sucesso em vendas deste jeito, é necessário humildade. Em vez de lógica. É preciso reconhecer que os consumidores atuando em conjunto sabem e podem muito mais que o vendedor. Muito mais.

—–
Marco Rosa
Marco Rosa é diretor da Marco Direto Marketing. Email mdm@mdm.com.br; DDG: 0800-11-1239.

Socorro! Abri uma empresa!

Sim, ele abriu uma empresa! Sim, ele acorda às 5h da manhã e continua até às 10h da noite, sem horário para almoço! Sim, ele trabalha aos finais de semana! Sim, por vezes, o medo bate e ele pergunta porque foi mesmo abrir a tal empresa! Não, ele não sabe a solução!

Com certeza, você ou se identificou com as linhas acima, ou, pelo menos, já conheceu alguém em situação parecida. Por mais que imaginemos os donos de empresas como empreendedores visionários, na vida real não é bem assim. É o que conta Michel Gerber, autor do livro “O Mito do Empreendedor”, leitura recomendada por Kiyosaki, autor da coleção “Pai Rico, Pai Pobre”.

As estatísticas comprovam: tanto aqui no Brasil, quanto nos EUA, a absoluta maioria das empresas fecha as portas antes de completar o primeiro aniversário. Por que?! É o tal mito do empreendedor. Mito porque a maioria daqueles que abrem uma empresa são técnicos e não empreendedores. Isso mesmo, técnicos. O João é um ótimo programador de computadores, faz o computador falar, um dia, cansado do chefe, ele abriu uma empresa de software. A Maria cozinha que é uma beleza, quem não gosta da comida da Maria…, um dia “deu na telha” e ela abriu um restaurante.

E aqui entra a mais importante lição: ser muito bom em alguma atividade não significa que você vai ser muito bom em montar um negócio que faz tal atividade. O fato de o João ser um brilhante programador não significa que ele vai criar uma empresa de software de sucesso.

Uma empresa precisa de três personagens para crescer. O primeiro é o empreendedor, aquele que vive no futuro, determina o rumo da empresa e exerce a liderança. Outro é o gerente, aquele que é pragmático, planeja e torna as coisas previsíveis. Por fim, vem o técnico, que é importante também, é o executor. Toda empresa precisa ter os três personagens para obter sucesso e mesmo que o João seja o único funcionário da empresa, ele terá que administrar o tempo para saber atuar como os três personagens.

Mas você deve estar se perguntando da Maria, não está? Primeiro, a boa notícia: o restaurante cresceu ela até contratou dois funcionários, um é garçom e outro, cozinheiro promissor. Cozinheiro, mas faz de tudo um pouco, sabe como é… A má notícia é que nem sempre a comida sai tão gostosa quanto a da Maria, o atendimento… o atendimento é outro problema, pedidos trocados e demora para servir… É, alguns clientes estão reclamando e não acham mais a comida do restaurante tão gostosa…

Escrevo este texto para ajudar o João e a Maria e o leitor, depois de tantos parágrafos, já deve estar ansioso com a solução para os dois. A base de tudo é entender que um bom fazedor de certa atividade não vai necessariamente criar uma boa empresa que faz aquela atividade. Tendo isto em mente, é preciso investir nas habilidades de negócios. Difícil? Não. O autor do livro “O Mito do Empreendedor” criou um método para ajudar os donos de empresas que se percebem em maus lençóis. São 7 passos, dos quais vou destacar 3 que julgo muito importantes. Provavelmente, você já ouviu falar neles, mas é provável que o João e a Maria tenham se esquecido de implementá-los.

O primeiro passo é escrever qual o “objetivo básico”. Por que o João criou aquela empresa? A quem ele quer ajudar? Este “objetivo básico” que pode ser também chamado de missão vai dar a energia necessária para o dono do negócio enfrentar os desafios que surgirem.

O segundo é estabelecer o organograma da empresa. Mesmo que seja uma empresa bem pequena é importante definir quem faz o quê. E é claro uma mesma pessoa pode exercer mais de uma função. O João, por exemplo, está em todas as posições do organograma, mas é importante que ele tenha claro que exerce as funções nas áreas de marketing, finanças, na presidência ou até mesmo na limpeza.

Por fim, pense no seu negócio como ele sendo uma franquia. Todos as atividades devem ter sido pensadas e oficializadas por escrito. O seu negócio deve ser previsível. Para facilitar o mapeamento das atividades, novamente vale mencionar a importância de um organograma bem definido. A Maria poderia criar o Manual de Procedimento do setor de atendimento ao cliente. Neste manual, estaria explicado como o garçom deveria conduzir suas atividades. Seguindo o manual, já pensado da melhor forma pela Maria, independente do garçom que lá esteja, o atendimento será sempre o mesmo.

Pense no McDonald´s, imagine se em cada loja, fosse necessário contratar um gerente espetacular. Seria impossível. A idéia da franquia é poderosa. Criando procedimentos bem definidos, funcionários bons, seguindo o manual, vão conseguir prestar um serviço espetacular.

Para concluir, um breve depoimento. Li o livro e me identifiquei por algumas vezes com o João ou com a Maria. Defendo o surgimento de empresas, por conta disso, após ler o livro, escrevi este texto. Tenho utilizado as idéias do livro com sucesso. Sei que não existem soluções prontas, mas acredito que os passos sugeridos podem ser muito úteis. Se você tem um amigo que pode se beneficiar da leitura, envie para ele. Quem sabe ele não vai dizer: Sim, eu abri uma empresa! Sim, eu sei a solução!

Nota do autor: se você ficou curioso e quer visitar o restaurante da Maria, não posso garantir, mas aposto que tem um no seu bairro.

—–
Texto escrito tendo como referência bibliográfica o livro “O Mito do Empreendedor” ou “The E-myth Revisited” de Michael Gerber. Livro recomendado por Robert Kiyosaki, autor da coleção “Pai Rico, Pai Pobre”.

—–
Marcelo Junqueira Angulo
Marcelo Junqueira Angulo é administrador de empresas pela EAESP-FGV. É fã da série de livros “Pai Rico, Pai Pobre”, e criador do site www.amigorico.org.

Mandamentos de Jefferson

1. Não deixes para amanhã o que puderes fazer hoje.

2. Não peças o auxílio de outrem no que puderes fazer só.

3. Não compres objetos inúteis sob o pretexto de que são baratos.

4. Não sejas vaidoso nem orgulhoso, pois o orgulho e a vaidade custam mais do que a fome e a sede.

5. Nunca te arrependas de ter comido pouco.

6. Não despendas o teu dinheiro antes de o teres ganho.

7. Pratica de boa vontade todos os atos e nunca te cansarás.

8. Não tenhas apreensão, pois não sabemos o que o futuro nos reserva. As desgraças que mais tememos são, em geral, as que não se realizam.

9. Considera todas as coisas sob um ponto de vista favorável.

10. Quando estiveres contrariado, conta até dez, antes de proferir qualquer palavra; contarás até cem, se estiveres encolerizado.