San Francisco

San Francisco acabou parecendo o que eu imaginava, uma Porto Alegre menor, mas mais dinâmica e com muitos turistas. Passeando pela primeira vez em um sábado de verão, no horário do almoço e início da tarde, tudo estava tomado de gente.
Como todas as cidades com fama de turísticas, San Francisco tem a mesma atmosfera de que as coisas parecem mais marketing em cima de algo histórico do que a coisa real. Este comentário não traz em si nenhum demérito para a cidade, é apenas uma constatação de que as coisas que um dia tiveram um motivo para ser assim, hoje parecem um pouco artificiais, feitas para turista ver, o que não quer dizer que não podem ser muito bem aproveitadas por todos que ainda não as conhecem.

Luxo e compras

Chegando aqui logo após ter passado pela cadeira de Moda e Luxo na pós-graduação, resolvemos nos dar alguns pequenos prazeres nos dois últimos dias de viagem. Nos hospedamos no JW Marriott, a uma quadra da Union Square. Qual não foi nossa surpresa ao avistar, logo na primeira esquina, uma filial da Goyard. Seguida de todo o restante das grandes marcas de luxo mundiais. Sem dúvida alguma, um bom lugar para passear. Diria que é a Rodeo Drive de San Francisco.

Quem gosta de compras não vai se decepcionar, há shoppings e lojas em profusão. Um dos shoppings que agora não lembro o nome abriga a maior Nordstrom dos Estados Unidos, com quatro andares de loja apenas desta, além de uma profusão de outras lojas nos andares abaixo da mesma. As ruas também são tomadas de lojas para todos os gostos, como a Apple Store, sempre cheia, uma loja da Ferrari, Macy’s, etc.

Clam Chowder

Uma das comidas tradicionais da cidade, e acredito, da região do Vale do Silício, é a Clam Chowder, ou Sopa de Ostras. Provamos em três locais diferentes, na Cheesecake Factory de Palo Alto, onde parecia ter mais batatas do que ostras, em uma pizzaria no Pier 39 de San Francisco, onde estava um pouco melhor e finalmente na Boudin Bakery do Fisherman’s Wharf, onde parece ter se originado e onde foi a melhor de todas. As duas primeiras experimentamos junto com nosso host durante o fim de semana, meu amigo Eduardo Pinheiro, um apreciador da iguaria. Eduardo, se ainda não experimentaste a da Boudin, pode ir sem medo que é a melhor de todas. Além do mais, na Boudin ela é servida dentro de um pão Sordough, outra iguaria que só existe em San Francisco. O gosto da sopa é ótimo e a textura idem, mas infelizmente para a Ingue e eu, parece que somos meio alérgicos a ostras, porque em todas as três ocasiões nossos estômagos não ficaram muito felizes 🙁

O Pão Sourdough tem como característica ser feito com um fermento que só há na região. É um pão consistente, com a casca meio dura, mas não crocante. Tem um gosto bom, nem melhor nem pior que o de outros pães que já comi, apenas diferente. Em matéria de comida, não sei como descrever bem as coisas, então basta dizer que vindo a San Francisco, passe em uma Boudin e experimente. Há filiais espalhadas por toda a cidade, com a do Fisherman’s Wharf sendo a “vitrine” da rede. Quase esquecia de dizer, fazem tartaruguinhas, jacarés, ursinhos Teddy, tudo de pão. Muito legal e uma boa lembrança para levar na volta da viagem. Em Sausalito, uma cidadezinha que fica do outro lado da Golden Gate, vi um pacotinho do tal fermento a venda em uma lojinha de especiarias. Se arrependimento matasse… Não comprei na hora e depois não encontrei mais em lugar algum.

Humphrys Slocombe

Essa dica veio do @ezingano, um apreciador de sorvetes e das boas coisas da vida. É uma sorveteria simples, meio alternativa, que fica no bairro mexicano. Passando pela frente, é o típico local que não entraríamos, em um bairro que não iríamos conhecer. O proprietário é um chef de cuisine que, cansado de pratos e sobremesas tradicionais da gastronomia, resolveu inovar com sorvete, uma base que pega bem qualquer tipo de sabor. Os sabores são o ponto forte do local, como o Jesus Juice, feito de vinho tinto e, como disse minha esposa, “parece quentão gelado”. Ou o Elvis, “The Fat Years”, com banana e manteiga de amendoim, passando por sorvetes de pipoca com bourbon, azeite de oliva, chocolate maltado, baunilha tahitiana, presunto, torrada americana e muitos outros. O cardápio muda regularmente, dependendo do humor do dono.

É longe dos bairros mais turísticos do norte da cidade, pegamos o BART, o metrô da cidade para chegar lá. Uma dica sobre isso: o metrô é cobrado pela distância percorrida, então garanta que seu cartão tenha créditos suficientes para descer na estação certa. Se sobrarem créditos em um cartão, podem ser usados para pagar viagens futuras, como se fosse dinheiro. Se faltarem créditos, você tem que pagar o valor da viagem mais longa possível, por volta de US$ 5, com cartazes diversos informando que pular a roleta dispara imediatamente uma sirene e lhe pedindo para sorrir para a foto 🙂

Ghirardelli

O chocolate da cidade. Se San Francisco fosse Gramado, seria a Prawer deles. Se fosse Canela, seriam os chocolates Caracol. Tão bom quanto todos os bons chocolates do mundo, que mais poderia dizer. Se você for apreciador de chocolates como sou, não deixe de experimentar. São bem menos doces do que os Nestlé suiços, que particularmente não aprecio tanto. Nos mercados há diversas outras marcas de chocolate, provei alguns e gostei, mas não vou listá-los aqui.

Clima

E para não dizerem que só falo de comida, deixa comentar sobre o clima daqui. Mark Twain disse certa vez:

O pior inverno que já passei, foi um verão em San Francisco.

Na nossa estada tivemos o maior frio da cidade desde 1971, conforme disse o noticiário que assistimos na TV. Isso enquanto víamos o centro dos Estados Unidos com notícias de mortes devido ao calor excessivo que fazia na maioria dos estados americanos. Para quem saiu de Porto Alegre fugindo do frio… A Ingue leva de volta uma tosse e um pulmão ruins, eu passei imune dessa vez.

O ar é bastante seco e como estamos no verão, o sol é forte. Apesar do vento frio e da sensação deste frio, o sol queima de verdade. Não se deixe enganar, abuse do protetor solar e tome bastante água.

Há parques diversos, muitas áreas verdes. Uma sugestão para um piquenique é conhecer o Japanese Tea Garden, a oeste da cidade, próximo da praia. Fica dentro de um parque maior, um lugar muito agradável e tranquilo. Grupos maiores tem espaços onde além de piqueniques, costumam montar redes de volei para uma tarde de diversão.

A famosa Golden Gate foi quase um mito para nós. Logo que chegamos, ainda no início da viagem, não foi possível vê-la a caminho de Reno, onde passaríamos os primeiros dias com o amigo Gabriel Torres. A serração simplesmente encobria toda a ponte. Atravessamos pela Bay Bridge, um local que em dias mais claros nos permitiria ver a famosa obra de engenharia. Já no final da viagem, aí sim conseguimos ver a ponte. Atravessamos em direção a Sausalito, uma cidadezinha do outro lado da ponte, com montanhas e barcos particulares ancorados. Uma paisagem de filme. Não é a toa que o Steven Spielberg tem uma casa de férias na região (apesar do frio, mesmo no verão). Na volta, a serração deu uma folga e finalmente vimos a ponte em toda sua glória. Coincidência, no mesmo dia, li uma mensagem no Twitter de uma pessoa que “sigo”, comentando que se morasse em San Francisco naquele dia, teria se atirado da ponte. Não sei pelo que ela passou naquele dia, mas se quisesse pular, seria fácil, não há proteção contra quem realmente deseja se atirar.

O famoso bondinho elétrico de San Francisco é só um trenzinho pega-turista. É divertido, sobe e desce lombas íngremes ao longo de duas rotas na cidade, ligando a Union Square com a região do Pier e passando pela famosa Lombard Street, a rua mais inclinada do mundo, que precisa ser em zigue-zague para poder dar conta da inclinação. Bonitinha, mas muito pouco prática. Dizem que as casas alí custam uma fortuna, mas pobres dos moradores, que não podem receber visitas por não ter onde estacionar, ou por elas terem que parar nas ruas acima ou abaixo e ter que encarar a lomba, seja na chegada, seja na saída.

Chinatown é o típico bairro chinês, com centenas de lojinhas de bugigangas, restaurantes típicos, roupas tradicionais e as famosas espadas ornamentais. Visite, escute as pessoas falando chinês nas ruas, e saia pela direita, em direção ao Museu de Arte Moderna.

O SFMOMA fica próximo ao centro Yerba Buena. Já descobri em outras ocasiões que não nasci para entender ou gostar de arte moderna. São coisas sem sentido, quadros enormes “que qualquer criança jogando tinta em cima faria”. Não é para mim. A arquitetura do prédio é legal, as exposições fotográficas idem, uma ou outra obra eram interessantes. O fato é: gosto de museus, a diferença é que nos de arte moderna caminho mais rápido na maior parte do tempo 🙂

Na Apple Store, conectado para dar notícias ao mundo, resolvi marcar onde estava no FourSquare. Vendo a lista dos locais próximos, apareceu o Twitter. Não resisti, tuitei de dentro do Twitter. Ficava em um prédio comercial a três quadras dali, um andar inteiro. A recepção era enorme, só com algumas cadeiras próximas às paredes e uma recepção no centro. Nem entramos direito, apenas batemos uma foto cada um ao lado da placa escrita Twitter e fomos embora.

Impressões finais

Um lugar bonito, bem cuidado, agradável, acolhedor e receptivo. Assim me pareceu San Francisco. Poderia ter um clima melhor, mas não se pode ter tudo 🙂

Fotos de San Francisco – Silicon Valley

Fotos de San Francisco e final da viagem

Silicon Valley

O Silicon Valley é um sonho de infância, adolescencia e início da vida adulta. É um sonho de garoto nerd apaixonado por computadores, tecnologia e empreendedorismo. É o lugar onde tudo acontece. Na prática, são apenas várias cidades pequenas, umas grudadinhas nas outras, onde por uma conjunção de fatores, uma infinidade de empresas de tecnologia nasceram. É um lugar muito agradável, sem prédios altos, apenas casas e prédios comerciais grandes mas de poucos andares.

Atualmente, depois da crise imobiliária ocorrida nos últimos anos, há muitos desses prédios completamente vazios e as casas da região cairam muito de preço. Independente disso, toda a região, incluindo San Francisco, possuem um custo de moradia bastante alto em comparação com outras regiões dos Estados Unidos.

O Silicon Valley não é um local turístico, um lugar para pessoas não interessadas no mundo da tecnologia visitar. Há coisas bonitas para se ver, mas aqui o interessante é morar, conhecer as pessoas e as empresas, iniciar novos negócios. Toda região é um poço de empreendedorismo e há diversos eventos e locais para fazer networking com pessoas com estes mesmos interesses.

Esta viagem foi bastante corrida no final, então não cheguei nem mesmo a fazer o tour pelas empresas famosas da região, aquela coleção de fotos com as placas de identificação de cada empresa. Vi algumas de passagem, eBay, Intel, Cisco. No Google, onde trabalha meu amigo Eduardo, paramos para uma foto, mas tirar fotos atualmente não tem mais a mesma graça que teria alguns anos atrás, então nem me preocupei muito com isso.

Uma curiosidade pessoal… Há alguns anos ganhei uma camiseta do Google quando fui fazer uma entrevista na filial brasileira. Acabei não indo trabalhar lá, procuravam técnicos naquela ocasião e eu buscava algo na área comercial. O interessante é que cada vez que vestia a tal camiseta automaticamente me tornava alvo de nerds nas ruas. A camiseta era um excelente conversartion starter, com as pessoas se aproximando e perguntando se eu trabalhava no Google, continuando então um papo sobre tecnologia. Um tempo depois, lavando uma saia junto da minha camiseta, minha esposa fez um “pijaminha”… Minha camiseta branca ficou com um tom amarelinho que não dava mais para usar na rua, ficando então para uso doméstico. Depois da Ingue contar isto ao Eduardo, no dia seguinte ele apareceu com um presente: outra camiseta do Google, igualzinha a que eu tinha! Thanks, Eduardo.

Penso em voltar para cá em um futuro próximo, mas para viver um tempo, conhecer pessoas com interesses comuns, iniciar algum novo negócio. É engraçado, porque sei que o lugar não faz o empreendedor, mas por algum motivo, as coisas aqui parecem andar mais rápido do que em outras regiões.

Agora, tendo conhecido o lugar, vejo que o que sempre quis não era visitar o espaço físico daqui, mas sim, conviver com as pessoas empreendedoras da região, desenvolver idéias, transformá-las em produtos, iniciar novos negócios. Não é o lugar, são as pessoas que vivem aqui. O sonho continua em mim, mas agora, sei melhor o que perseguir. E o melhor de tudo é que sei exatamente o tipo de negócio que desejo desenvolver, algo relacionado ao que já faço com os investimentos imobiliários, trazendo um pouco da riqueza norte-americana para o Brasil. Enfim, as coisas estão andando cada vez mais rápido, melhor do que qualquer planejamento que tenha feito.

Fotos de San Francisco e do Silicon Valley com o Eduardo Pinheiro

Highway 1

A Highway 1 é a rota cênica mais famosa dos Estados Unidos. Talvez com um pouco menos nome que a famosíssima Route 66, mas certamente com visual bem mais conhecido dos diversos filmes e seriados em que costuma aparecer. Não passamos por uma parte muito longa dela, apenas pela parte que beira a costa oeste na região de Malibu, Santa Bárbara e Los Olivos (onde foi filmado “Sideways”). É uma vista impressionante, com montanhas de um lado e o mar do outro, uma estrada recheada de curvas que faz com que cada nova vista seja mais uma surpresa.

A praia de Malibu é basicamente uma sequência de casas na beira da estrada no lado da praia, e casas nos morros em frente do outro lado da estrada. As casas do lado da praia são apenas as entradas das garagens, com a frente das casas de frente para o mar. Apesar do vento frio, há pessoas na praia, de biquini e bermudas. Os biquinis americanos são horríveis. Até tem umas guriazinhas bonitinhas na beira da praia, mas aqueles biquinis calçolão com um monte de tecido sobrando na bunda, ninguém merece. Deve ser por isso que os estrangeiros adoram o Brasil.

Nossa viagem consistiu de oito horas de estrada, de Los Angeles a Sunnyvale, então depois das vistas estonteantes, das plantações de uva e de muitas e muitas curvas, em algum momento o cansaço acabou falando mais alto e tudo passou a ser um pouquinho mais do mesmo. Vale o passeio, mas para aproveitar melhor, faça tudo pela costa, parando para usufruir do que oferecem algumas cidades ao longo do trajeto, como Carmel e Monterey. Não tivemos tempo para isso nesta viagem, então só descreverei este passeio na próxima vez, depois que o fizermos.

Fim da estrada, chegada no Silicon Valley.

Fotos desta etapa, Highway 1

Los Angeles, CA

Los Angeles é uma cidade enorme. Na verdade não é uma cidade, é um conjunto de cidades que compõe a Grande Los Angeles. Conhecemos a famosa Rodeo Drive, uma rua pequena, estreita, com palmeiras no meio e lojas de luxo em ambos os lados. Se você conhece Porto Alegre, imagine a Getúlio Vargas com ruas mais estreitas e jardins centrais mais bem cuidados, além das lojas de luxo, claro. São poucas quadras. Ao norte, é uma rua mais larga, residencial, muito bonita.

A Hollywood Boulevard é a famosa rua do teatro chinês onde há a festa do Oscar. Montes de lojinhas de souvenir, a calçada da fama com as estrelas com nomes dos famosos e acabou. Como diz meu amigo Cássio, que mora aqui, se não tiver tempo de ver muita coisa em Los Angeles, nem perde tempo aqui. Não concordo com ele nesta questão, é um ponto turístico famoso e se você for uma pessoa de “pontos turísticos”, é parada obrigatória. O Eduardo, meu amigo que trabalha no Google, provavelmente preferiria um bom jantar ou uma degustação de vinhos do que o burburinho desta rua cheia de turistas se atropelando.

Eu fui, vi e gostei. Além de tirar foto com a “estrela” do Donald Trump 🙂

O Hollywood Sign, o famoso letreiro, fica inacessível no topo de um morro. Há um caminho íngreme e cheio de ruazinhas que leva a um outro morro, em frente, onde dá para bater boas fotos com o letreiro ao fundo. O segredo é achar um carro que pareça saber o que está fazendo e segui-lo. Espere na Beachwood Street e siga alguém que estiver subindo a mesma. Se você tiver sorte, chega lá de primeira. Se for como eu, chega próximo, mas pensa “me danei” ao notar que o carro que estava seguindo estaciona em uma casa no topo da montanha, mas não no lado “certo” do topo…

Santa Monica é a praia onde mora a Gisele Bundchen. O Pier famoso é só mais uma plataforma de madeira com lojinhas pega-turista. Na 3rd street Promenade, uma parte da rua fechada para carros, mais lojinhas e restaurantes. É tudo muito bonito, tudo muito legal de conhecer, mas cada lugar novo conhecido me faz pensar que no final das contas, são apenas lugares. Por mais bonitos que sejam, nunca são como nossa casa, pois lá há o melhor de tudo, há o que nenhum ponto turístico pode nos dar, nossa familia e amigos.

De Los Angeles, vamos ao Silicon Valley, seguindo pela famosa Highway 1.

Fotos de Los Angeles, Santa Monica, Hollywood, Beverly Hills

Mais Las Vegas

Os hotéis, shoppings e casinos não possuem nenhuma janela ou formas de avistar as ruas quando estamos dentro deles. Também não há relógios. Tudo para simplesmente não vermos o tempo passar. Na maioria dos shoppings o teto é pintado de azul com nuvens, extremamente realista, sempre na mesma intensidade luminosa. É como estar em um constante paraíso onde o céu sempre é límpido e sempre faz tempo bom. Não há como querer sair deste lugar.

Nos hotéis de luxo, tudo está a disposição, basta ligar e pedir. Tudo tem seu preço, então se estiver contando as moedas, pergunte antes de sair usufruindo de tudo que oferecem. No frigobar, sensores automáticos registram a retirada dos produtos, automaticamente debitando sua conta. No spa, nas lojinhas internas, nos restaurantes, tudo pode ser posto na conta do seu quarto de hotel, basta dizer o número do quarto, confirmar que você é você e a conta só virá no final. Nada dessa coisa de ficar tendo que lidar com dinheiro, notas, moedas.

Dos shows, nem sei por onde começar. Tem de tudo, para todos os gostos. Assistimos o espetáculo “O” do Cirque du Soleil, que acontece no Bellagio. É um daqueles espetáculos que só podem acontecer lá, tão grande é a estrutura necessária para permitir os efeitos. Tudo é na água, com plataformas submersas que se movem alterando os espaços do palco, permitindo que os artistas mergulhem a grandes profundidades em um momento e caminhem sobre o mesmo local logo em seguida. É difícil de descrever, só vendo para entender.

Há shows de música, mágica e musicais. Há diversos espetáculos de Striptease. Para as mulheres solteiras há o Chippendales no Rio, ou o Thunder From Down Under com os rapazes australianos. Para os homens solteiros, em todas as esquinas distribuem cartões com as fotos e telefones das strippers que podem ser pedidas a la carte, diretamente no quarto do hotel. Não é a toa que o apelido da cidade é Sin City, apesar de também ser bastante amigável para as crianças, que se divertem durante o dia e naturalmente vão cedinho para a cama quando seus pais saem para se divertir a noite.

Las Vegas é uma experiência e tanto, recomendo para todos. Tire ao menos uns cinco dias para aproveitar um pouquinho do que a cidade tem para oferecer, mas saiba que com apenas cinco dias você só terá um gostinho, uma pequena amostra, pois há muito o que ver e fazer 24 horas por dia.

Compras

Quem tem problemas com consumo compulsivo deve ficar longe daqui. Entre as lojas mais especiais do planeta, os maiores shoppings um ao lado do outro e outlets incríveis, a quantidade de opções de compra é simplesmente indescritível. Há coisas para todos os bolsos, desde as últimas novidades de Paris, até as lembrancinhas mais baratas. Até os dados usados nos casinos estão a venda. Não estou falando de dados semelhantes ou do mesmo modelo dos usados nos casinos, mas dos dados reais, que foram realmente utilizados nos jogos e depois são embalados e vendidos como recordação. Fuja, ou se entregue, não há meio termo em Vegas.

Fotos de Las Vegas

Welcome to the Fabulous Las Vegas!

What you do in Vegas, stays in Vegas.

O voo de Reno a Las Vegas foi tranquilo. No embarque, a organização americana: cada bilhete de embarque vinha com uma letra (A, B, C) e um número (1 a 60) e duas filas foram formadas com a ordem de entrada no avião, sendo chamadas as letras em sequência A1-30, A31-60, B1-30… Como era um voo rápido, apenas uma hora, não havia lugares marcados, bastava entrar e escolher um lugar. Outra coisa diferente dos voos que já havia feito foi a escolha das bebidas. A aeromoça (não tão moça assim) passava perguntando o que cada passageiro queria, anotava e depois de passar por todos voltava com bandejas com as bebidas já servidas. Nada de carrinhos atrapalhando o corredor. Acho que uns 15% dos passageiros beberam algo.

Já em Vegas, pegamos um aeromóvel do terminal de desembarque para onde pegaríamos as malas. Na saída, várias limousines nos aguardando para levar ao hotel 🙂

Bellagio

Já ouviu falar de luxo? Não, então vá ao Bellagio. Só para dar um gostinho, algumas das lojas no passeio que fizemos no primeiro andar: Fendi, Gucci, Chanel, Dior…

A famosa escultura de flores de vidro colorido no teto do saguão de entrada, o jardim botânico interno, o conservatório, o spa, os restaurantes… Depois de visitar cada um, não contarei a experiência. Deixarei que você mesmo experimente quando vier para cá 🙂

E agora chega de escrever. Depois conto sobre a técnica de manter os hóspedes no sonho de Vegas. Esses caras realmente sabem o que fazem.

Abraço e até a volta. Estou sem internet no hotel. Não que esteja com problemas, mas por opção. O almoço nos espera…

Escrevi isso no hotel, antes de sair. Publico agora conectado em uma Apple Store dentro do Caesar’s Palace.

Fotos de Las Vegas

Fortune cookie, Reno, NV

Fortune cookie, biscoito da sorte, ou como a Carla, esposa do Gabriel, falou certa vez… “lucky biscuit”.

Almoçamos num restaurante chinês hoje. Eu, sonhando em morar aqui no ano que vem, recebo o seguinte biscoito da sorte:

Your dreams will bring you into a profitable venture

E eu, que acredito nestas coisas sempre que são positivas, ganhei o dia 🙂

Pela manhã ficamos na piscina, descompressão total, início real de férias e um pouco de descanso.

Depois do almoço as meninas foram fazer programas de meninas, visitar lojas de departamento e supermercados, e os meninos foram fazer programas de meninos, visitar lojas de carros e de equipamentos eletrônicos. Me controlei em ambos, mas ver de perto os carros que posso comprar aqui por quatro vezes menos do que custam no Brasil, dá uma dor…

Dor amenizada pelo fato de ter passado a tarde inteira passeando de Porsche, ou melhor, pilotando o brinquedo 🙂

Antes disso ainda, fomos no Museu do Automóvel de Reno, um dos maiores dos USA. Até um DeLorean dourado eles têm lá. Impressionante a perfeição dos carros, todos como novos, funcionando, pinturas impecáveis, limpeza total e centenas de carros de todas as épocas, com incontáveis clássicos. Assim que conseguir, envio fotos para o Flickr e atualizo este post com o link para o álbum.

Como disse meu fortune cookie, vale repetir:

Your dreams will bring you into a profitable venture

Abraço e até amanhã, quando voamos para Vegas!

Fotos de Reno, com o Gabriel Torres e a Carla

Burlingame, CA – Reno, NV

Acordar, perder o café da manhã por 30 minutos de atraso, esperar a Carla e o Gabriel enquanto descobria que meu chip de celular internacional não quer cooperar…

Almoçamos ao lado do hotel em um restaurante mexicano. Comida boa, em quantidade mostruosa. São Francisco debaixo de densa neblina. Rumo a Reno, NV. Da ponte conseguimos ver Alcatraz, mas a Golden Gate estava escondida das nossas vistas. San Francisco agora, só no final da viagem. Estava frio, 14 graus, então, resolvemos ir a Reno buscar o calor do deserto no velho oeste americano.

Six Flags, Discovery Adventure

No meio da estrada, um parque Six Flags, sinônimo de montanhas-russas. Férias típicas americanas. O parque é um misto de mini-zôo com as famosas montanhas-russas. Um com tigres, morsas, golfinhos, elefantes, girafas, outro com montanhas-russas com água, com loopings, com parafusos, de frente, de trás, com apoio, com os pés soltos no ar, sentados, pendurados, que giram e até um barco viking chamado Taz, que tem um rotor acoplado na ponta. Uma tarde perfeita para desligar do mundo e entrar em ritmo de férias.

O primeiro “passeio” foi em uma rampa com água. Se tivesse me atirado na piscina não sairía tão molhado. O resto do dia foi secando ao sol 🙂

A noite, a caminho de Reno, jantar no Dennys, com direito a mega-torrada com 2 ovos mexidos, bacon, linguiça frita, presunto, queijo e maionese. Pouca caloria 🙂

Reno, NV

Em Reno, cassinos, luzes, avenidas largas. Nos bairros residenciais, poucas luzes nas ruas, quase nenhuma sinaleira e as casas sem iluminação nas fachadas, bem diferente do que estamos acostumados. Também diferente, nada de grades ou muros.

Fim do dia com a chegada na casa do Gabriel. Abre o portão da garagem, um Porsche Boxter. Entramos na casa, uma ampla recepção com um pinball do Arquivo-X, aquelas típicas cozinhas americanas enormes, com ilha central, a sala de jantar e de estar ao lado, e um enorme aquário de água salgada. No pátio, vista perfeita de toda cidade iluminada pelos cassinos, uma piscina semi-olímpica com rampa de saltos e uma hidromassagem gigante. Quatro dormitórios no andar superior, dois deles transformados em escritórios, completam o American Dream. Agora dá para entender porque o Gabriel diz que não pretende voltar ao Brasil.

Abraço e até mais…

Fotos da saída do Brasil, chegada nos USA e Burlingame, CA

Fotos de Reno com o Gabriel Torres e a Carla

Garota, eu vou pra Califórnia…

San Salvador, 20 de julho de 2010.

Primeiras coisas primeiro… TACA é o canal. Comissárias atenciosas, comida de primeira e espaço enorme para as pernas, quase um palmo de distância do joelho ao banco da frente. POA-Lima com quiche de ovo e queijo com cubinhos de frango, frutas e bolachas, além de um pãozinho mega macio com manteiga. As peruanas tem feições bem diferentes das que estamos acostumados no RS, são muito bonitas e sempre sorridentes. Ao menos as que trabalham como comissárias de bordo 🙂

O corte Victoria Beckham é o cabelo da moda, apesar da primeira que vimos com este cabelo ter um feitio mais Playmobil ou Maga Patalógica.

Lima, Peru

Rede celular e excelente wifi grátis em toda a área de embarque em Lima. Esperamos 5 horas até o próximo voo, mas o tempo passou rapidinho estando conectado. O iPad foi extremamente útil. Leve, rápido e prático, me permitiu responder dezenas de emails durante o voo, todos enviados assim que conectei ao desembarcar. Consegui ler uma série de blogs que havia sincronizado antes de sair de casa, RSS rulez. Além de tudo, tenho nele todos os dados da viagem, usei para confirmar nossa chegada em São Francisco, que seria depois da meia-noite, e descobri que o transfer que oferecem não seria possível, pois o último saía as 00h33 e chegaríamos um pouco depois disso.

Lima vista do alto é uma cidade bege, com prédios em formato de caixas com janelas, sem cores vivas. Tudo é terra, os prédios, as estradas e até mesmo os aviões parados no aeroporto. Freeshop como todos os outros, produtos 80% mais caros que no Uruguai, tomando como referência a barra de chocolate Lindt. Há diversos produtos locais, com ênfase nos produtos de lã de Alpaca jovem, além de bolsas e bonecas bordadas com tecidos bastante coloridos.

Depois da espera, embarcamos para San Salvador, em El Salvador, que eles insistem em chamar apenas de Salvador. Mais um voo excelente, desta vez com salada, pãozinho com manteiga e opção de massa ou frango com arroz. Fomos no frango e estava ótimo.

Uma peruana ao meu lado insistia a falar em inglês: “sorry”, “can you close the air vent?”, mesmo depois de me ouvir falando em português e respondendo as comissárias em espanhol.

San Salvador

San Salvador chegando de avião é uma praia longa, com amplas plantações e nenhuma construção. Acho que não existe cidade 😮

Momento surreal da viagem: ao aterrisar, quase todos os passageiros aplaudem. Sei lá se é hábito deles, pois foi um pouco comum, perfeito, ou seja, nada de anormal para garantir aplausos.

O aeroporto tem bem menos lojas que o de Lima. Passamos na corrida pois tinhamos apenas uns minutos até a hora do próximo embarque. No final das contas, não precisaríamos ter corrido, pois o voo atrasou quase uma hora conosco dentro do avião.

Ao passar pela fiscalização, nada de raio-x, apenas dois fiscais abrindo as mochilas e apalpando todo mundo. Bem moderno 🙂

Agora é aguardar o avião fechar as portas e partir para São Francisco. Você está lendo isso alguns dias depois de escrito, já que o original foi escrito a mão no meu Moleskine dedicado a esta viagem.

Abraço a todos e até a volta.

Céu, entre Milão e Londres

neve

Vôo da Lufthansa, há pouco tivemos uma excelente refeição com sanduiche quente italiano em pão sete grãos com molho pesto de rúcula, speck e queijo pecorino. De sobremesa um chocolate ao leite feito em Milão e uma crostata alemã. Companhias brasileiras, aprendam com os alemães… Não façam como os espanhóis, que passam um cardápio com o preço das refeições a bordo 🙂

Já no vôo somos apresentados a uma das particularidades britânicas, servem chá e temos a opção de chá com leite. Diferente para nós brasileiros mas aparentemente comum para os ingleses, ví vários fazendo esta opção de bebida no almoço.

Outro ponto interessante a observar é que quando a aeromoça nos pergunta o que queremos beber em italiano, respondemos em italiano e ela continua a conversa nesta língua. Sendo visivelmente alemã, com o nome no crachá tirando qualquer dúvida ainda existente, temos uma aeromoça que fala três línguas, seu alemão materno, o inglês obrigatório para a profissão e o italiano recém demonstrado. Conversando um pouco mais descobrimos que ela voava com frequência para São Paulo, e que por ser parecido com o espanhol que ela também falava, nos entendia bem. Essa era nossa aeromoça das quatro línguas 🙂

Não poderia deixar de comentar ainda mais um mito desfeito, o de que os alemães são um povo frio e fechado. Se não deu para notar pelo parágrafo anterior, tivemos uma rápida porém agradável conversa com uma das aeromoças mais legais com quem já voamos. Lembrando que o outro mito, dos franceses serem arrogantes e não fazerem esforço para ajudar, já haviamos derrubado vários dias antes ao sermos abordados por mais de um francês tentando nos ajudar ao ver que procurávamos algo no mapa.

A foto acima mostra uma coisa que vimos pela primeira vez, os picos nevados das montanhas acima das nuvens. Muito lindo, muito emocionante, agora só falta visitar algum lugar com neve para completar a experiência. Quem sabe um natal em New York?