Pai Rico, Pai Pobre


Livro “Pai Rico, Pai Pobre”

Se você quer saber como ficar rico e continuar rico, leia este livro! Aprenda o que os ricos ensinam a seus filhos sobre dinheiro que a classe média e os pobres não ensinam!

“É excelente. Em algumas horas devorei o livro, passadas algumas semanas ainda estou aprendendo algo novo. Vale a pena descobrir o que anda errado com você e o poder que você mesmo tem para mudar a sua história. O conteúdo é inigualável”
–Adna Teixeira, Brasília, DF.

“Sensacional livro. Toda pessoa que deseja um futuro econômico e financeiro auspicioso o deve ler e comprar para seus filhos. Já o recomendei a mais de dez amigos.Imperdível!!!”
–Daniel Gustavo C. Coulomb, Rio de Janeiro, RJ.

“A série de finanças pessoais “Pai Rico, Pai Pobre” acaba de atingir a marca dos 200 mil exemplares vendidos.”
–Folha de S.Paulo, Caderno Dinheiro, 9/4/2002

Saia da “Corrida dos Ratos”!

Se você observar a vida das pessoas de instrução média, trabalhadoras, você verá uma trajetória semelhante.

A criança nasce e vai para a escola. Os pais se orgulham porque o filho se destaca, tira notas boas e consegue entrar na faculdade. O filho se forma e, então, faz exatamente o que estava determinado: procura um emprego.

O filho começa a ganhar dinheiro, chega um monte de cartões de crédito e começam as compras. Com dinheiro para torrar, o filho vai aos mesmos lugares aonde vão os jovens, conhece alguém, namora e, às vezes, casa.

A vida é então maravilhosa, marido e mulher trabalham: dois salários são uma benção. Eles se sentem bem-sucedidos, seu futuro é brilhante, e eles decidem comprar uma casa, um carro, uma televisão, tirar férias e ter filhos. A necessidade de dinheiro é imensa!

O feliz casal conclui que suas carreiras são de maior importância e começa a trabalhar, cada vez mais, para conseguir promoções e aumentos. A renda aumenta e vem outro filho… e a necessidade de uma casa maior. Eles trabalham ainda mais arduamente, tornam-se funcionários melhores. Voltam a estudar para obter especialização e ganhar mais dinheiro. Talvez arrumem mais um emprego.

Suas rendas crescem, mas a alíquota do imposto de renda, o imposto predial da casa maior e outros impostos também crescem. Eles olham para aquele contracheque alto e se perguntam: para onde todo esse dinheiro vai?

O feliz casal está agora preso na armadilha da “Corrida dos Ratos” pelo resto de seus dias. Eles trabalham para os donos da empresa aonde trabalham, para o governo, quando pagam o impostos, e para o banco, quando pagam cartões de crédito e financiamentos. Trabalham e trabalham, mas não saem do lugar. Esta é a “Corrida dos Ratos”. (trecho adaptado do livro “Pai Rico, Pai Pobre”)

Se você se identificou com algum trecho desta história e deseja mudar, sair da “Corrida dos Ratos”, é preciso adquirir proficiência financeira: a maioria das pessoas passa anos na escola e nunca aprende nada sobre dinheiro. O livro “Pai Rico, Pai Pobre” é o seu primeiro passo para sair da “Corrida dos Ratos”.


Capa do Livro “Pai Rico, Pai Pobre” da Editora Campus.

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Por que o título “Pai Rico, Pai Pobre”?

Narrado em primeira pessoa na maior parte do tempo, o livro “Pai Rico, Pai Pobre” conta a história do próprio autor: Robert Kiyosaki.

Ele nasceu no Havaí nos anos 50. Aos 9 anos foi vítima de um choque econômico-cultural respeitável. Seu ‘pai pobre’ (o pai biológico, um professor universitário) o estimulava a seguir caminhos conhecidos. Estudar muito, tirar boas notas, conseguir um bom emprego numa grande corporação e garantir segurança.

Seu ‘pai rico’ (na verdade o pai de seu melhor amigo) era o oposto. Um homem sem formação acadêmica, sem cultura formal, rude e básico. No entanto, com um profundo tino para os negócios, ensinou ao jovem Kiyosaki as regras de funcionamento do dinheiro. Seguindo os conselhos do ‘pai rico’, hoje Kiyosaki é milionário. (trecho adaptado da Revista Exame).

Como o Livro é dividido?

O livro é composto de 10 capítulos. São eles:

Lições

Capítulo Um: Pai rico, pai pobre
Capítulo Dois: Lição 1 – Os ricos não trabalham pelo dinheiro
Capítulo Três: Lição 2 – Para que alfabetização financeira?
Capítulo Quatro: Lição 3 – Cuide de seus negócios
Capítulo Cinco: Lição 4 – A história dos Impostos
Capítulo Seis: Lição 5 – Os ricos inventam dinheiro
Capítulo Sete: Lição 6 – Trabalhe para aprender, não trabalhe pelo dinheiro

Início

Capítulo Oito: Como superar obstáculos
Capítulo Nove: Em ação
Capítulo Dez: Ainda quer mais?
Conclusão: Como pagar a faculdade dos filhos com apenas US$ 7.000

Resumindo, por que ler “Pai Rico, Pai Pobre”?
  • É o ponto de partida para quem quer controlar o seu futuro financeiro.
  • Não é um livro comum sobre dinheiro.
  • A leitura é fácil e divertida.
  • É um best-seller nas listas de livros mais vendidos do Wall Street Journal, New York Times, Business Week.
  • No Brasil, já vendeu mais de 200 mil exemplares.

Sobre este texto: uma Garantia

Sou formado em administração de empresas e um entusiasta do livro “Pai Rico, Pai Pobre”. O livro teve impacto significativo nas minhas escolhas profissionais. Sempre recomendo o livro para amigos, colegas e conhecidos.

É muito recompensador ouvir dos mesmos amigos, colegas e conhecidos para quem indiquei o livro uma mensagem de agradecimento, contando que o livro trouxe influências positivas nas suas respectivas decisões sobre dinheiro. Por esse motivo, resolvi escrever este texto e criar o site AmigoRico. Acredito que assim será possível indicar o livro para um número expressivamente maior de pessoas.

Marcelo Junqueira Angulo, marcelo.angulo@amigorico.org

O que eu devo fazer para começar?

Não adie suas decisões. Comece a agir hoje mesmo!

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Leia mais sobre cada um dos livros da coleção Pai Rico Pai Pobre:



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Conheça também outros livros indicados por Robert Kiyosaki, autor da série ‘Pai Rico, Pai Pobre’.


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O conteúdo desta página foi escrito por Marcelo Junqueira Angulo, criador do site AmigoRico.Org.

Como ficar rico no Brasil

Por Stephen Kanitz

Inovação, criatividade e sofisticação têm sido apontadas como as principais qualidades para o sucesso empresarial em quase todos os livros de administração publicados pelo mundo afora. Em países onde todo consumidor já tem televisor, rádio, carro e computador, a única forma de fazer dinheiro é tornar obsoleto o produto que as pessoas têm em casa. Por isso, criam-se produtos cada vez mais luxuosos, sofisticados e, portanto, mais caros.

No Brasil, infelizmente ou felizmente, a maioria dos consumidores ainda não comprou o seu primeiro produto. Os brasileiros e, diga-se de passagem, 83% da população do mundo. A receita para o sucesso precisa ser outra.

A fórmula para se ficar rico no Brasil consiste em fazer produtos para quem nunca comprou um produto na vida. Consiste em criar produtos para brasileiros, o chamado produto popular, ou para os mercados de baixa renda, já que nossa renda não é a americana. Por isso, as regras são outras.

Nada de produto sofisticado que encareça o preço, ou opcionais complicados. A última coisa que alguém que nunca guiou quer é um carro que vá de 0 a 200 quilômetros por hora em um segundo. Nada que tenha um manual de 100 páginas, os produtos terão de ser simples e amigáveis.

Em 1993 propus esta estratégia num livro prevendo que, com a vinda do real, “o novo padrão industrial brasileiro será voltado às faixas de renda mais baixa da pirâmide econômica, ou seja, ao mercado de produtos populares”. “Nossa indústria precisa adequar sua produção ao nível de renda do país, e não vice-versa”. “Produtos menos sofisticados e mais condizentes com a nossa realidade. O carro popular a 12.000 reais no Brasil está longe de ser popular.” “Carro popular deveria ser uma lambreta ou uma bicicleta com motor.”

Pequenos empresários que se enveredaram por esse caminho saíram-se bem. Quem continuou na mesma tecla de produtos para a classe média amargou prejuízos e inadimplências. Um dos grandes problemas deste país é a nossa má distribuição da renda. Mas não é só a renda que é mal distribuída, a produção também o é. Praticamente 50% da população brasileira produz o que somente 10% consegue consumir. Por essa razão não temos escala, não temos competitividade internacional, não temos tecnologia.

A Fiat do Brasil, campeã em produzir carros populares, detém diversas patentes internacionais na área de motores de 1.000 cilindradas, algo que poucos brasileiros sabem. O que faz todo sentido enquanto americanos e alemães dominaram nos motores de 3.000 cilindradas e 5.000 cilindradas.

A Gessy Lever introduziu no Brasil um sabão em pó 50% mais barato, que demandou 42 modificações estruturais, muitas aprendidas por técnicos que pesquisaram por dois anos a Índia. Tentar competir mundo afora com produtos sofisticados é suicídio, por uma razão muito simples. Um trabalhador alemão da Mercedes, que vai ao trabalho com sua Mercedes usada, sempre fará um carro melhor que um trabalhador brasileiro que vai de ônibus da mesma marca. Hoje a qualidade total requer um nível de dedicação e esmero por parte do trabalhador que só será possível alcançar se este for capaz de comprar o produto que ele próprio fabrica. Parece uma frase de Karl Marx, mas é puro bom senso.

Uma aliança como a ALCA, dificilmente dará certo para o Brasil. Sempre seremos fornecedores de componentes e matérias- primas. Uma política industrial voltada para os mercados de baixa renda daria ao Brasil escala para exportar para outros países de baixa renda, como a Índia, a China, a Turquia, enfim, o resto do mundo. Que por sinal são os países que mais crescem. A globalização estaria a nosso favor e não contra, como agora.

Propus recentemente no Índia Economic Summit, da World Economic Forum, em vez da ALCA, o início de discussões de uma BRINDIA, Brasil e Índia. O Brasil exportando para a Índia produtos populares com marcas próprias, as que sabemos fazer melhor do que eles e vice- versa.

Essa política industrial infelizmente tem um defeito. Não é moderna, os livros traduzidos nem a comentam, é “made in Brazil”, “é um retrocesso” como criticou um economista brasileiro.

A tecnologia de produção e os materiais podem e precisam ser modernos, os produtos de fato não são. Mas não podemos esquecer que a economia americana originalmente também começou com produtos populares, os da época. Mania brasileira de querer queimar etapas a qualquer custo.

Stephen Kanitz é um administrador

A ordem é pensar como empresário

Carlos Armida, Patagon

26 de abril, 2001

A figura tradicional do empresário é a representada por uma pessoa que faz seu trabalho perfeito e se dedica a sua empresa de corpo e alma. De certa forma, o empresário vive para a empresa, o que não se aplica à maioria dos empregados.

Se você quer ser um executivo bem sucedido, a fórmula é simples: viva e trabalhe como um empresário. Faça de sua empresa não somente a empresa da qual você vive, como também a empresa para a qual você vive.

O que foi descrito anteriormente tem muitos significados e, neste momento, só irei abordar alguns, talvez não os mais importantes, mas começaremos por aí.

Em primeiro lugar, quero esclarecer que viver para a empresa não quer dizer, nem de longe, “viver na empresa”. Não é questão de estar lá o tempo todo, mas somente durante as horas em que podemos ser produtivos. Este é o primeiro passo: não “fique” na empresa somente por ficar, mas para produzir.

Muitos executivos pensam que são um bom enfeite para o escritório e que, quanto mais tempo passarem lá, mais contente ficará o chefe. De fato, existem chefes que apreciam esta “disponibilidade”, mas, felizmente, não irão durar muito nesta nova economia.

Hoje em dia, o importante é o que fazemos, e não o que damos a impressão de estarmos fazendo.

Aí, se encaixa o segundo ponto: o empresário traz resultados, ao invés de somente falar sobre resultados.

A inovação é, sem dúvida alguma, uma característica muito bem vista e necessária nos empresários. Este é o terceiro ponto: aja de forma inovadora e contribua para sua empresa, faça crer que a empresa é sua.

Tudo vale, inclusive novas idéias e maneiras de fazer as coisas. Não espere que lhe digam que você tem de mudar; antecipe essa necessidade. O empresário arrisca tempo, capital, esforço e seu prestígio. Pois bem, aí vai outro ponto em que refletir: arrisque, não seja conformista.

Não fique tranquilo e cômodo esperando que alguém faça as coisas por você. Você deve e pode fazê-las. Claro que sempre vai haver risco, mas lembre-se de que, quem não arrisca não petisca, e, pior ainda, se entedia, no sentido mais amplo da palavra.

Nesta nova economia, os executivos bem sucedidos serão os que compreenderem o que está acontecendo no ambiente de trabalho. Porque, se você ainda não percebeu, a maneira pela qual trabalhamos está mudando e, embora não se queira acreditar, de forma mais rápida do que gostaríamos que mudasse.

Desta forma, ou você muda ou fica de fora e o termo “de fora” quer dizer de fora mesmo. Somente os que demonstrarem grande capacidade de adaptação sobreviverão.

Você será um desses? Tudo depende de você, pois, agora, você já sabe como ser um executivo bem sucedido: é preciso se comportar como um empresário.

Uma grande lição de vida

por Aparecida de França Sales (Cida)

Surpresa com a energia que sinto da vida, estou sempre em atividade, em constante movimento. São estas condições que me fazem assumir responsabilidades, principalmente na família e na comunidade, dois mundos em que coloco meu verdadeiro interesse.

Esposa do astro rei da família Sales, o Paulo, e mãe de 3 criaturinhas maravilhosas, Tati, Juju e Lina, cada uma com seu curso acadêmico e vida profissional completos, um dos meus sonhos realizado, ao longo de anos de trabalho árduo meu e do Paulo (astro), saindo às 5h da manhã, de retorno às 00h do mesmo dia.

Trabalho árduo que também nos presenteou com nosso apartamento, nosso lar, carro, telefone, que naquela época era privilégio ter linha, e conseguimos, e uma vida bastante confortável.

Quando as pimpolhas já formadas, com minha formação técnica contábil fui convocada ao serviço administrativo na Secretaria de Segurança Pública Municipal, e por ali descobri ser possível ter o meu próprio negócio. Marido já estabelecido em seus projetos de edificações, colaborando em parceria no projeto da pousada no Litoral Norte Paulista (www.tocadapraia.com.br), abri meu primeiro negócio. E aí com toda inexperiência e seqüências de erros, deu-se o início da grande virada.

Vamos começar a aventura de meio século de vida e vitórias de uma família; família é nosso fã-clube do peito, do coração, e é aí que devemos toda nossa importância e potencialidade do que somos.

No exercício de 2003, ou seja, em 12 meses, perdi quase tudo que havia conquistado nesses 46 anos de vida, restaram minha dignidade e meu apto. Pode crer é isso mesmo. E tudo por efeito de “N” erros seqüenciais, falta de competência, cansaço físico e mental, e dissabores que a própria vida se incumbe de nos presentear. É sim, presentear, porque é daí, desses dissabores, que crescemos e como crescemos.

Quando me vi nocauteada e notei no semblante do sparring, já estava pronta a toalha a ser jogada no ring da vida, eu disse:

– Cida isto precisa mudar.

E mudei. Foi isso, mudei tudinho na minha vida. Comecei pelo meu maior ídolo, meu astro rei, carinhosamente meu fofo que estava muito entristecido com tudo o que estava ocorrendo em nossas vidas. A parceria da pousada no Litoral Norte havia se desfeito, eu por conseguinte, não tive capacidade suficiente para bem administrar o escritório que por hora havia aberto.

Ele, com 53 anos, encontrar oportunidade onde? Recomeçar do zero. Quando não se encontra oportunidade então produzimos uma, e assim foi feito.

A partir deste ponto, tudo que aconteceria dali em diante seria uma grande possibilidade de se reerguer e recomeçar, disso eu não tinha dúvidas. Num retiro de 2 dias na casa do meu pai e pensando na vida, cheguei a um resultado positivo. Mudanças!! Adentrando em casa após o retiro, vi meu fofo na maior depressão, baixou o “5 minutos” em mim, e da porta da sala disse a ele:

– Benhê… vou vender água no farol!!

Pronto, estava declarada a sentença da mudança. O Paulo acordou, ficou possesso; bem ele já se mexera, era o que eu queria. Afinal se eu queria que acontecesse alguma coisa, então aconteceu alguns momentos de tensão e foi aquele forrobodó.

O Paulo virou uma fera. Indignado mesmo e não entendia porque eu ia fazer aquilo. Eu vender água no farol, não tinha cabimento, ele dizia. E olha que ele é mineiro e mineiro geralmente é calmo. Imagine o caos.

Na mesma noite, a convite do professor da Lina (minha caçula), fui participar de uma apresentação de empreendedorismo na faculdade dela. Deixei o Paulo falando sozinho e fui explanar empreendedorismo para a nova geração.

Foi a glória! Nesta apresentação que fiz à classe, tive a certeza que eu estava certa, tinha que ir para o farol, e pensei, era a única maneira de tirar o Paulo daquela tristeza, daquele momento de desesperança, sabia no meu íntimo que ele ia aprender algo até nunca pensado antes, ia ter uma atividade agitada, desinibida, uma possibilidade que precisava aparecer, o contato com as pessoas, com os empresários que viajam para o interior e param no farol, era também minha chance.

Foi engraçado, por que enquanto eu falava, intimamente a certeza ficava mais profunda na decisão que eu tinha tomado. Sim, e o Paulo ficou em casa amuado, brigamos muito mesmo, mas não arredei pé.

No sábado, fiz o que havia dito na quinta, comprei 1 caixa de água. Na sexta ficou gelando à noite e no sábado fui para o farol. Arranjei um carinho aqui, comprei uma caixa de isopor grande e enchi de copo de água.

Quando ele viu que eu ia mesmo ele foi junto e tomou a frente, mesmo amuado, mas foi… rsrsrs Uma hora depois, fui comprar outra caixa e as pessoas pediram suco. Fui e comprei e assim estamos até hoje, de suco e de água no farol e na feira aqui perto de casa. A saber, um copo de água pagava no atacado R$ 0,15 e vendemos a R$ 1,00. O suco pago R$ 0,50 e vendo a R$ 1,00. No calorzão mesmo é uma mina de dinheiro(maneira de falar, claro… mas pra quem estava se enterrando na tristeza como vi meu amor Paulo, é uma mina sim).

Olha só como são as coisas, vai daí que esses dias chegando em casa depois de um dia de farol, toca o telefone e uma empresa de um conhecido nosso chamou o Paulo pra trabalhar como representante comercial. Veja a experiência da água no farol pra que serve. Ele é outro homem, outra pessoa, viu que pode, que ele tem uma vida toda pela frente pra viver com decência e tem talento para desenvolver em prol dele, e da própria vida. Precisa de ver que transformação incrível aconteceu. A atitude que ele tomou para vida. Foi algo inenarrável.

Hoje ele vê e enxerga a vida com horizonte próspero. Não pelo dinheiro que digo isso, mas pela busca de uma vida melhor, pela produtividade do seu interior pessoal. É lindo de ver ele assim a todo vapor, empolgado fazendo acontecer! A sua disposição sincera o levou a vencer todos os obstáculos!

Bem ele ficou com a representação da loja, participou de palestras de motivação da Venda Mais, foi no Sebrae e fez um curso de representação comercial, para entender mais sobre o assunto, e no final de semana vai para o farol vender suco, acredita nisso! E ele diz claramente sem pestanejar, depois que ele aprendeu a vender água e suco agora nunca mais ele fica sem um tostão no bolso!! Rsrs

Sem dizer o astral dele, que está ótimo, é legal não é! E além do mais, logo logo estaremos de carro, e isso vai facilitar bastante, imagina isso… rsrs

Pensa que parou aí… tem mais…

Eu nessas andanças de buscar as coisas, oportunidades e por aí a fora, descobri que lá em São Roque, 30km daqui, ia acontecer um vestibular, 9/11/2003 e que os 20 primeiros aprovados teriam direito a uma bolsa de estudos na disciplina de Direito no período da manhã.

Não pensei duas vezes, me inscrevi. Dia 9/11/2003 estava eu lá, no meio daquela moçada toda fazendo o vestibular, a cabeça estava a mil porque tinha brigado com o Paulo, mas fui assim mesmo. Bem, passei no vestibular, mas não consegui a pontuação para me beneficiar da bolsa de estudos. E mesmo assim fiquei feliz, porque esta experiência mostrou que ainda posso concorrer com essa meninada de hoje. E daí vai que por onde eu ando vou distribuindo curriculum e minha apresentação de trabalho, o que é de praxe em mim. *rs

Pois bem, dia 14/11/2003, me liga aqui a Bit Company (www.bitcompany.com.br ), agendando uma entrevista para a segunda, 17/11/2003, às 15h. Normal, falei para meu fofo Paulo e para as meninas, deve ser pra vaga de copeira, porque eu lembrava que tinha uma placa de precisa-se de copeira e recepcionista lá.

Fui na tal entrevista quando, de surpresa, fui conduzida a uma sala que estava com uma meia dúzia de empresários, gerente de empresa, profissionais da área, bem trajados, de gravata, aquelas bolsas pretas lindas, profissionais mesmo, as mulheres todas no salto. Apesar de eu estar bem trajada, eu pensei, nossa, estou na sala errada! Quando naquele momento fiquei sabendo que eu estava concorrendo a uma vaga para instrutora de Gestão Empresarial. Ahahah… até me belisquei… não acreditava no que estava acontecendo… ahahahah

Conclusão, entre os profissionais de carreira, tinha um que dava aula há 15 anos, outro gerente da Astra Zeneca (o laboratório que faz a vacina da AIDS. O Cazuza veio se tratar aqui na Astra). Nossa!! Pensei, concorrer com essas feras não tenho a mínima chance, mas meu curriculum estava lá no meio do deles… rsrs

Foi um dia de entrevista, uma prova de desenvoltura e exame psicológico. 3 dias depois fiquei sabendo que fui selecionada. Você acredita nisso? Nem eu… rsrs Me belisca, porquê eu ainda estou sonhando… rsrs Vou dar aulas à noite de GEA – Gestão Empresarial: Administrativo, Contabilidade, Empreendedorismo e mais toda a motivação e ânimo que tenho de viver… calcula o que é isso… para quem foi disposta a uma vaga de copeira! 😉

Daí que chegamos no dia 05/01/2004, fui iniciar as aulas do novo ano, e para mais alegria minha, veio o convite formal para ministrar aulas, de dia, sobre QUALI – Qualificação Administrativa com ênfase em Informática, e também o que me fez a pessoa mais feliz do mundo, dar palestras aos empresários da região… ou seja, mirei no que vi e acertei no que não vi.

São palestras, na verdade, com o intuito de elevar o nome da escola da qual dou aulas e com o conteúdo das aulas, que nada mais são do que tudo o que trabalho: empregabilidade. Falo por todos os ventos, entretanto é esta oportunidade que eu precisava, justamente pela dificuldade e momento que estava passando. É tudo o que eu queria na vida. Detalhe, é aqui bem pertinho de casa, vou a pé… rsrs

Seguir em frente e com coragem, nesta nova empreitada estou preparada, com toda força que tenho, porque sei que estas palestras, mesmo sendo a princípio em prol da escola, com meu talento, mais uma vez a serviço do bem da vida, a serviço do profissionalismo meu e de todos que me rodeiam, desenvolvendo meu trabalho com amor, vou abrir este campo empresarial para outros motivos de palestras, quem sabe no segmento de motivação, contabilidade para contador, dentre outras, sem abrir mão das conquistas que fiz e estou fazendo neste belíssimo presente de natal que se pôs a minha frente.

Tenho coragem e não desperdiço energia sempre cuidando dos meus pensamentos, dos meus propósitos, acreditando na minha capacidade e sei que tudo sempre da certo. Não sou presunçosa, mas a fé que tenho na vida é mesmo a nutrição que mantém meu corpo sadio e mente sã, conseqüente e obviamente, com o apoio da minha família, do meu fofo e amigos, mas se não fizermos nossa parte de nada valeria tudo isso não é verdade.

É isso, sei muito bem que fazemos parte do espetáculo da vida e bem por isso, devemos aproveitar muito o que ela tem a nos oferecer a todo instante. Definitivamente, Papai Noel foi generoso comigo, ganhei um baita presente de natal. Agora dá para calcular como estou de felicidade nessa minha vida.

Verdade seja dita, bendita seja a hora em que meu instrutor de IPGN me recomendou o grupo de emprBr (Empreendedor do Brasil) para ingressar. Aprendi muito neste grupo de conversação, vi nitidamente meus erros, onde falhei. Hoje, as vezes, comento com o Paulo que muitos erros cometi. Hoje, aprendi como fazer.

Talvez não tivesse fechado meu escritório se tivesse o aprendizado que tenho hoje, aprendizado este que obtive primeiramente no grupo. Não falo isso por hipocrisia, me sinto bem sim em nosso grupo, participo de outros grupos, mas desde o primeiro contato no emprBr fui muito bem recebida, por igualdade de condição, aprendi e até hoje aprendo bastante com todos, assuntos que são abordados, me sinto totalmente a vontade e confortável e dele vieram outros grupos, tão bom quanto, e os amigos que conquistei, minha nossa, são maravilhosos, alguns já vieram aqui em casa, tenho amigos aqui que é para toda vida, prezo muito as amizades. Digo sempre: posso perder meus amores, sofrerei muito, mas se perder meus amigos, sofrerei muito mais. *rsrs

Tenho um amor incondicional por todos, sobretudo os amigos especiais. Não citarei nomes para não cometer injustiças, uma coisa é certa a lista é longa e faço muito gosto que todos venham aqui em casa, é um prazer receber a visita de amigos como os que conquistei aqui.

Tenho um casamento de 30 anos, e acredito que um bom casamento não tem fórmula para dar certo, mas tem algumas regras que precisam ser seguidas. A primeira delas é investir no casamento a fundo perdido e a segunda é não fazer contabilidade. Mais que isso, para acabar com um casamento, basta colocá-lo na ponta do lápis! Sabemos que não tem casamento que é uma eterna história de amor. Sobrevive-se enfrentando crises e situações que aparecem ao longo da vida. Mas ele perdura porque a gente quer que perdure, porque a gente quer que de certo e dá certo. Casa-se por amor, por hormônio, paixão, tesão e mantem-se por sabores, dissabores, alegrias e dureza do dia-a-dia.

É isso. Concilio nos grupos de conversações e vejo tudo isso de uma forma muito cordial e profissional, quase como um casamento. Em todas mensagens redigidas, é uma busca de dar certo, de encontrar caminhos e alternativas para que as ações dêem certo e as respostas estão em todos os componentes, que se respeitam, se compartilham e se doam para um só bem, cada um em sua peculiaridade. E tudo isso é NOSSO e quando digo NOSSO, entenda-se, toda humanidade ilimítrofe, a nossa nação.

Como empreendedora deixo meu agradecimento a minha família, meu marido/ídolo Paulo, hoje 2004 ele voltou a estudar e esta foi minha maior vitória dos últimos tempos. Agradeço ao meu amigo Omar Queiroz, a todo o Grupo emprBr, a todos amigos que conquistei até hoje através deste canal de conversação aparentemente frio e que tem a magia de nos fazer mais felizes. Um carinho em especial ao meu amigo Ivan F. César, por seu convite publico para expor esta mensagem, e deixo minha admiração pela lisura e competência a qual administra o grupo EmpreenderParaTodos.

Aparecida de França Sales (Cida)

Socorro! Abri uma empresa!

Sim, ele abriu uma empresa! Sim, ele acorda às 5h da manhã e continua até às 10h da noite, sem horário para almoço! Sim, ele trabalha aos finais de semana! Sim, por vezes, o medo bate e ele pergunta porque foi mesmo abrir a tal empresa! Não, ele não sabe a solução!

Com certeza, você ou se identificou com as linhas acima, ou, pelo menos, já conheceu alguém em situação parecida. Por mais que imaginemos os donos de empresas como empreendedores visionários, na vida real não é bem assim. É o que conta Michel Gerber, autor do livro “O Mito do Empreendedor”, leitura recomendada por Kiyosaki, autor da coleção “Pai Rico, Pai Pobre”.

As estatísticas comprovam: tanto aqui no Brasil, quanto nos EUA, a absoluta maioria das empresas fecha as portas antes de completar o primeiro aniversário. Por que?! É o tal mito do empreendedor. Mito porque a maioria daqueles que abrem uma empresa são técnicos e não empreendedores. Isso mesmo, técnicos. O João é um ótimo programador de computadores, faz o computador falar, um dia, cansado do chefe, ele abriu uma empresa de software. A Maria cozinha que é uma beleza, quem não gosta da comida da Maria…, um dia “deu na telha” e ela abriu um restaurante.

E aqui entra a mais importante lição: ser muito bom em alguma atividade não significa que você vai ser muito bom em montar um negócio que faz tal atividade. O fato de o João ser um brilhante programador não significa que ele vai criar uma empresa de software de sucesso.

Uma empresa precisa de três personagens para crescer. O primeiro é o empreendedor, aquele que vive no futuro, determina o rumo da empresa e exerce a liderança. Outro é o gerente, aquele que é pragmático, planeja e torna as coisas previsíveis. Por fim, vem o técnico, que é importante também, é o executor. Toda empresa precisa ter os três personagens para obter sucesso e mesmo que o João seja o único funcionário da empresa, ele terá que administrar o tempo para saber atuar como os três personagens.

Mas você deve estar se perguntando da Maria, não está? Primeiro, a boa notícia: o restaurante cresceu ela até contratou dois funcionários, um é garçom e outro, cozinheiro promissor. Cozinheiro, mas faz de tudo um pouco, sabe como é… A má notícia é que nem sempre a comida sai tão gostosa quanto a da Maria, o atendimento… o atendimento é outro problema, pedidos trocados e demora para servir… É, alguns clientes estão reclamando e não acham mais a comida do restaurante tão gostosa…

Escrevo este texto para ajudar o João e a Maria e o leitor, depois de tantos parágrafos, já deve estar ansioso com a solução para os dois. A base de tudo é entender que um bom fazedor de certa atividade não vai necessariamente criar uma boa empresa que faz aquela atividade. Tendo isto em mente, é preciso investir nas habilidades de negócios. Difícil? Não. O autor do livro “O Mito do Empreendedor” criou um método para ajudar os donos de empresas que se percebem em maus lençóis. São 7 passos, dos quais vou destacar 3 que julgo muito importantes. Provavelmente, você já ouviu falar neles, mas é provável que o João e a Maria tenham se esquecido de implementá-los.

O primeiro passo é escrever qual o “objetivo básico”. Por que o João criou aquela empresa? A quem ele quer ajudar? Este “objetivo básico” que pode ser também chamado de missão vai dar a energia necessária para o dono do negócio enfrentar os desafios que surgirem.

O segundo é estabelecer o organograma da empresa. Mesmo que seja uma empresa bem pequena é importante definir quem faz o quê. E é claro uma mesma pessoa pode exercer mais de uma função. O João, por exemplo, está em todas as posições do organograma, mas é importante que ele tenha claro que exerce as funções nas áreas de marketing, finanças, na presidência ou até mesmo na limpeza.

Por fim, pense no seu negócio como ele sendo uma franquia. Todos as atividades devem ter sido pensadas e oficializadas por escrito. O seu negócio deve ser previsível. Para facilitar o mapeamento das atividades, novamente vale mencionar a importância de um organograma bem definido. A Maria poderia criar o Manual de Procedimento do setor de atendimento ao cliente. Neste manual, estaria explicado como o garçom deveria conduzir suas atividades. Seguindo o manual, já pensado da melhor forma pela Maria, independente do garçom que lá esteja, o atendimento será sempre o mesmo.

Pense no McDonald´s, imagine se em cada loja, fosse necessário contratar um gerente espetacular. Seria impossível. A idéia da franquia é poderosa. Criando procedimentos bem definidos, funcionários bons, seguindo o manual, vão conseguir prestar um serviço espetacular.

Para concluir, um breve depoimento. Li o livro e me identifiquei por algumas vezes com o João ou com a Maria. Defendo o surgimento de empresas, por conta disso, após ler o livro, escrevi este texto. Tenho utilizado as idéias do livro com sucesso. Sei que não existem soluções prontas, mas acredito que os passos sugeridos podem ser muito úteis. Se você tem um amigo que pode se beneficiar da leitura, envie para ele. Quem sabe ele não vai dizer: Sim, eu abri uma empresa! Sim, eu sei a solução!

Nota do autor: se você ficou curioso e quer visitar o restaurante da Maria, não posso garantir, mas aposto que tem um no seu bairro.

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Texto escrito tendo como referência bibliográfica o livro “O Mito do Empreendedor” ou “The E-myth Revisited” de Michael Gerber. Livro recomendado por Robert Kiyosaki, autor da coleção “Pai Rico, Pai Pobre”.

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Marcelo Junqueira Angulo
Marcelo Junqueira Angulo é administrador de empresas pela EAESP-FGV. É fã da série de livros “Pai Rico, Pai Pobre”, e criador do site www.amigorico.org.

Assuma o risco

Por Augusto Pinto

Quem de vocês já não escutou a seguinte desculpa esfarrapada para explicar o medo e a falta de agressividade: “Eu tenho os pés no chão e não dou um passo maior que as pernas”. Como já sou um cinqüentão, com muitas batalhas vividas, posso ousar discordar: vivo dando um passo maior que as pernas e isso funciona na maioria das vezes (o que é ótimo, para quem não é onisciente). Não entendam mal, pois dar um passo maior que as pernas não significa ser irresponsável. Significa assumir decisões, encarar o desconhecido. Vocês acham que Colombo foi irresponsável? Provavelmente não, pois deve ter planejado sua aventura com a maior quantidade de detalhes possível.

Até onde podemos arriscar sem quebrar a cara? Para responder a essa pergunta, só com outra: qual é o objeto de nosso risco? Emprego, ganhar ou perder dinheiro, credibilidade? Para melhor avaliarmos a questão, alguns aspectos devem ser levados em consideração:

Qual a sua idade? Arriscar aos 25 anos é obrigação, já que nessa idade qualquer decisão é arriscada pela falta de referências. O risco aos 40 deve ser calculado, já que a experiência permitirá uma avaliação correta das alternativas, mas o que se pode perder já é significativo. Após os 50, o risco deve ser marginal: arrisca-se a sobra, aquilo que calculadamente se pode perder.

Quais as implicações do erro de avaliação?

Qual é o prêmio pelo risco tomado?

Além de sua experiência, você tem informações suficientes para escolher a melhor alternativa?

Uma empresa sem cultura de riscos é uma empresa de alto risco. Quando você não arrisca, o mundo o faz por você, já que as decisões sempre terão de ser tomadas. Todas as entidades vivas (plantas, animais, homens, equipes, empresas, países) vivem em ciclos, com fases de crescimento, maturidade, apogeu e declínio. Você sabe o que vem após o declínio? Se respondeu a morte, errou: depois do declínio surge o renascimento, a menos que você rejeite as mudanças impostas nessa fase. Em outras palavras, renascer (começar em um novo emprego, abrir novo negócio etc.) implica riscos. Não assumi-los, sim, implica morrer (desemprego, falência, frustração).

Cabe ainda mais um comentário: uma vez tomada uma decisão, enterre as suas preocupações e as suas dúvidas. Pense como um pára-quedista: depois de pular, o melhor a fazer é curtir a paisagem. Não tem coisa mais chata nem mais desanimadora do que alguém que tomou uma decisão arriscada no trabalho e depois disso vive com uma “nuvenzinha sobre a cabeça”. Como os olhos são o coração da alma, esse indivíduo transmitirá insegurança e desmotivação por onde passar. Tratando-se de um “soldado raso”, será considerado um chato medroso, mas se for um “general de quatro estrelas” certamente espalhará pânico entre a tropa. Lembre-se: o risco, quando bem calculado, é o grande tempero desta vida.

Mandamentos de Jefferson

1. Não deixes para amanhã o que puderes fazer hoje.

2. Não peças o auxílio de outrem no que puderes fazer só.

3. Não compres objetos inúteis sob o pretexto de que são baratos.

4. Não sejas vaidoso nem orgulhoso, pois o orgulho e a vaidade custam mais do que a fome e a sede.

5. Nunca te arrependas de ter comido pouco.

6. Não despendas o teu dinheiro antes de o teres ganho.

7. Pratica de boa vontade todos os atos e nunca te cansarás.

8. Não tenhas apreensão, pois não sabemos o que o futuro nos reserva. As desgraças que mais tememos são, em geral, as que não se realizam.

9. Considera todas as coisas sob um ponto de vista favorável.

10. Quando estiveres contrariado, conta até dez, antes de proferir qualquer palavra; contarás até cem, se estiveres encolerizado.

O que você faz?

Muitas vezes os amigos nos fazem essa pergunta e caso não sejamos médicos, advogados, contadores, dentistas, entre outras profissões bem conhecidas, podemos ter certa dificuldade em explicar exatamente “o que fazemos”.

Mesmo os profissionais citados anteriormente podem ter essa dificuldade. São médicos com alguma especialidade pouco conhecida ou advogados especializados em assuntos estranhos ao grande público, por exemplo.

Mas acredito que o pessoal que trabalha com computadores são os que mais sofrem dessa sindrome. Hoje em dia, os computadores fazem parte de nossa vida de tal forma, que é impossível não conhecer alguém que “mexe com computador”. E as necessidades que aparecem a cada dia faz com que essas pessoas precisam estar em constante evolução. Por isso, a pergunta “o que você faz?”, pode ter uma resposta hoje e outra resposta na semana que vem.

Vamos a um exemplo prático. Eu trabalho com informática. O que isso pode dizer? Que eu instalo computadores nas casas das pessoas? Que eu vendo computadores? Que eu resolvo os problemas quando o computador para de funcionar?

Vou ser um pouco mais específico então. Eu trabalho com Internet. Não ajudou muito… Eu tenho um provedor de acesso? Um provedor de hospedagem de sites? Faço sites para as pessoas e empresas?

Como dá para notar, a coisa não é tão simples assim. E o que piora ainda mais, é que muitas das coisas que faço não são comuns às pessoas que não trabalham com isso. E isso gera uma pequena frustração velada entre os amigos. Eles querem ajudar, indicar conhecidos que possam precisar dos nossos serviços, mas como fazer isso se nem eles sabem direito o que fazemos.

Aí nasce a nescessidade de definirmos nosso foco, sabermos o que fazemos e quem pode precisar dos nossos serviços. E então, o principal de tudo isso, contar aos amigos! Nada dá mais alegria a um amigo verdadeiro que saber que ajudou seu companheiro a arranjar um trabalho, a fechar um negócio. E cabe a nós facilitar a tarefa dos nossos amigos se quisermos contar com a ajuda deles.

Lembrando sempre que não basta sabermos o que fazemos. Temos que fazer bem feito, afinal, não queremos deixar nossos amigos em maus lençois por uma indicação ruim.

Eu sou empresário. Tenho duas empresas principais. Uma desenvolve sites para a Internet. A outra, hospeda sites em nossos servidores e instala servidores para clientes que desejam ter seus próprios equipamentos de uso exclusivo.

Geralmente, tenho que explicar que para ter um site é necessário um provedor de hospedagem para dar “uma casa” para ele. Tenho que explicar que meu servidor é como “um condomínio fechado” onde o site do cliente tem seu endereço. E como na vida real, tem gente que prefere ou que precisa construir seu próprio prédio (usar seu próprio servidor exclusivo).

Como deu pra notar, mesmo explicando o que faço nos dois parágrafos acima, ainda está um pouco vago. Tem muita coisa que faço que não está devidamente explicitado. E muita coisa que não faço, que pode ser incluída na descrição mais genérica que escrevi.

Para resolver isso, o jeito mais simples é dar meu cartão. Nele tem o endereço do site da minha empresa (www.OpenWeb.com.br), onde todos podem ler cada um dos nossos serviços, com a explicação mais detalhada deles.

E você, o que faz?

A estrada para o futuro

Esse artigo começou como resposta a um e-mail do meu amigo Gustavo Lopes, de Goiania. Acabou ficando maior do que imaginei. Achei que o conteúdo poderia ser útil a bastante gente, então reescrevi algumas partes para deixar o sentido mais amplo.

Falo sobre algumas empresas de Marketing de Rede (MMN) das quais faço parte, mas apenas superficialmente. Na verdade, o texto fala sobre nossas aspirações profundas, aquilo que realmente gostamos de fazer. Claro que a vida não é um conto de fadas, onde podemos fazer o que quisermos. Mas ela pode ser levada de forma bem mais tranquila quando sabemos dosar nossos desejos com nossas obrigações.

Trabalhar com uma empresa de Marketing de Rede é uma experiência bastante interessante. Principalmente se nunca tivemos nenhuma experiência em ter um negócio próprio. Mas algumas pessoas cometem o erro de largar a estabilidade de seus empregos muito antes do momento certo para isso. Muitos fazem isso por detestar seus empregos. Outros, por acreditar que podem ganhar mais com dedicação exclusiva ao Marketing de rede.

A idéia é não se dedicar exclusivamente a um MMN. Nos dois artigos anteriores que publiquei sobre MMN, um fala de quando devemos largar nosso emprego atual para fazer MMN em tempo integral. O outro, fala a verdade sobre o sucesso imediato em Marketing de Rede. É muito fácil, para quem trabalha a anos com MMN, por exemplo, falar que o negócio é fácil, que qualquer um consegue ganhar rios de dinheiro em pouco tempo. A verdade, nua e crua, é que a coisa não é tão simples assim. Nem tão rápida assim.

Eu até já ganho alguma coisa com a Herbalife, uma das empresas de marketing de rede com que trabalho, mas exclusivamente com vendas, nada com rede. Já no Caixa Rápido, outro empreendimento de MMN, minha rede está começando a crescer, mas não estou preocupado com a velocidade com que isso acontece. É algo que faço no tempo livre, não me custa nada. E com certeza vai me dar algum retorno no futuro.

Sobre a Tianshi, a terceira empresa de que participo, ninguém aqui em Porto Alegre conhece os produtos. Vai demorar um tempão para as pessoas conhecerem. Se eu quiser ganhar com isso, simplesmente tenho que me tornar vendedor deles. Só que como a empresa trabalha com MMN, eu seria um vendedor sem salário, só com comissões. Tudo bem, eu poderia então formar uma “equipe de vendas”, e ganhar comissões maiores com isso. Ainda assim, eu seria um gerente de equipe de vendas. Quando eu crescesse mais na empresa, eu poderia gerenciar várias equipes de venda. Eu então me tornaria um dos “presidentes” da empresa (ou Leão de Sei lá que Pedra Preciosa, no caso da Tianshi). Ainda assim, eu seria um funcionário, sem carteira assinada, sem salário, e dependeria das minhas comissões.

Mas o pior não é tudo isso. Eu trabalharia a vida toda para uma ou duas empresas de MMN. Elas ganhariam rios de dinheiro com o meu trabalho. Eu mesmo ganharia rios de dinheiro com isso. Mas no final, quando fizermos o balanço da vida, a gente descobre que trabalhou a vida toda para uma empresa ou duas, em troca de dinheiro.

Isso vai completamente contra o que o Kiyosaki fala nos livros. Não que o Kiyosaki seja o senhor da verdade, ninguém o é. Mas o que ele escreve nos livros sobre sermos donos de nossas próprias empresas é exatamente o meu pensamento, muito antes de ouvir falar nos livros e idéias dele. Exatamente por isso, ser vendedor de outra empresa vai completamente contra o que eu sempre quis da minha vida. Eu sempre quis ser o dono dos meus próprios negócios. E tenho tido um bom sucesso nisso. Eu nunca quis ser o melhor vendedor do negócio dos outros. Eu sempre quis ser o melhor vendedor dos meus próprios produtos e serviços.

É por esse motivo extremamente simples que eu não desenvolvo nenhuma empresa de Marketing de Rede, se isso depender de esforço real da minha parte. Porque simplesmente não quero ser o melhor vendedor dos outros. Quero ser o melhor vendedor para mim mesmo.

Não acho a idéia do Marketing de Rede uma má idéia, muito pelo contrário. Tanto assim, que participo de empresas de Marketing de Rede. E acredito ajudar muito meus downlines. Ajudo eles mantendo-os focados em vencer as dificuldades. Ajudo, mostrando que o caminho não é fácil, mas que é muito mais recompensador que trabalhar todos os dias das 7h às 18h. Ajudo eles ensinando o pouco que sei sobre poupança e investimentos. Ajudo eles e outros mais, publicando as idéias, minhas e de muitos amigos, no site Moeda Corrente.

O objetivo de atingir a independência financeira é bastante louvável. Querer nosso próprio bem e o de nossa família é algo maravilhoso. Mas não podemos esquecer da importância do caminho que trilhamos para atingir este objetivo. No final das contas, a vida não é medida pelo que conseguimos ganhar, e sim, pelo caminho que percorremos para chegar lá.

Os maiores índices de suicídio do mundo estão entre a minoria muito rica. A maior parte, entre os que herdaram grandes fortunas e pessoas que já nasceram ricas. Acredito que isso se deva a uma falta de perspectiva de crescimento pessoal, ao tédio de ter tudo o que quer, ao desespero de não saber se as pessoas se aproximam delas apenas pelo dinheiro. Quem trabalhou a vida toda para alcançar esse Nirvana, nunca teve tempo para se preocupar com essas coisas menores. Sempre estiveram focados no bem que podem fazer a sí e aos outros, com tudo o que construiram.

O futuro será cada vez melhor, na medida em que entendemos que o caminho para ele é que faz isso possível. Para finalizar, deixo uma historinha que muitos já devem conhecer, mas vale a pena ser lembrada de vez em quando…

O executivo e o pescador

Um executivo de férias na praia obervava um pescador sobre uma pedra fisgando algus peixes com equipamentos bastante rudimentares: linha de mão, anzol simples, chumbo e iscas naturais.

O executivo chega perto e diz:

– Bom dia, meu amigo, posso me sentar e observar?

– Tudo bem, doutor.

– Poderia lhe dar uma sugestão sobre a pesca?

– Como assim? – Respondeu o pescador.

– Se você me permite, eu não sou pescador, mas sou executivo de uma multinacional muito famosa e meu trabalho é melhorar a eficiência da fábrica, otimizando recursos, reduzindo preços, enfim, melhorando a qualidade dos nossos produtos. Sou um expert nessa área e fiz vários cursos no exterior sobre isto – disse o executivo, entusiasmado com sua profissão.

– Pois não, doutor, o que qui o senhor qué sugeri? – Perguntou calmamente o pescador.

– Olha, estive observando o que você faz. Você poderia ganhar dinheiro com isso. Vamos pensar juntos. Se você pudesse comprar uma vara de pescar com molinete, poderia arremessar sua isca para mais longe, assim pescaria peixes maiores, certo? Depois disso, você poderia treinar seu filho para fazer este trabalho para você. Quando ele se sentisse preparado, você poderia comprar um barco motorizado com uma boa rede para pescar uma quantidade maior e ainda vender para as cooperativas existentes nos grandes centros. Depois, você poderia comprar um caminhão para transportar os peixes diretamente, sem os intermediários, reduzindo sensivelmente o preço para o usuário final e aumentando também a sua margem de lucro. Além disso, você poderia ir para um grande centro para distribuir melhor o seu produto para os grandes supermercados e peixarias. Já pensou no dinheiro que poderia ganhar? Aí você poderia vir para cá como eu vim, descansar e curtir essa paz, este silêncio da praia, esta brisa gostosa…

– Mas isso eu já tenho hoje! – respondeu o pescador, olhando fixamente para o mar.

Um ótimo futuro para todos!

Fabricio Peruzzo, 08/10/2003.

Mensagem a Garcia

O texto abaixo conta uma história que eu já não lembrava em seus detalhes, mas cuja mensagem eu nunca esqueci desde que meu pai a contou, quando eu tinha uns 10 anos de idade. O texto é um pouco longo, mas é leitura importantíssima para todos que planejam algum dia ter sucesso na vida. A mensagem é bastante simples e qualquer um pode entendê-la. Apesar de ter sido escrita em 1899, continua extremamente atual.

Antes do texto original, entretanto, cito uma mensagem escrita pelo autor, falando de seu famoso texto:

Esta insignificância literária, “UMA MENSAGEM A GARCIA”, escrevi-a uma noite, depois do jantar, em uma hora. Foi a 22 de fevereiro de 1899, aniversário natalício de Washington, e o número de março da nossa revista “Philistine” estava prestes a entrar no prelo. Encontrava-me com disposição para escrever, e o artigo brotou espontâneo do meu coração, redigido, como foi, depois de um dia afanoso, durante o qual tinha procurado convencer alguns moradores um tanto renitentes do lugar, que deviam sair de um estado comatoso em que se compraziam, esforçando-me por incutir-lhes radioatividade.

A idéia original, entretanto, veio-me de um pequeno argumento ventilado pelo meu filho Bert, ao tomarmos café, quando ele procurou sustentar ter sido Rowan o verdadeiro herói da Guerra de Cuba. Rowan pôs-se a caminho só e deu conta do recado – levou a mensagem a Garcia. Qual centelha luminosa, a idéia assenhorou-se de minha mente. É verdade, disse comigo mesmo, o rapaz tem toda razão, o herói é aquele que dá conta do recado – que leva a mensagem a Garcia.

Levantei-me da mesa e escrevi “Uma mensagem a Garcia” de uma assentada. Entretanto, liguei tão pouca importância a este artigo, que até foi publicado na Revista sem qualquer título. Pouco depois da edição ter saído do prelo, começaram a chegar pedidos para exemplares avulsos do número de março do “Philistine”: uma dúzia, cinqüenta, cem, e quando a American News Company encomendou mais mil exemplares, perguntei a um dos meus empregados qual o artigo que havia levantado o pó cósmico.

– “Esse de Garcia” – retrucou ele.

No dia seguinte chegou um telegrama de George H. Daniels, da Estrada de Ferro Central de Nova York, dizendo: “Indique preço para cem mil exemplares artigo Rowan, sob forma folheto, com anúncios da estrada de ferro no verso. Diga também quando pode fazer a entrega”.

Respondi indicando o preço, e acrescentando que podia entregar os folhetos dali a dois anos. Dispúnhamos de facilidades restritas e cem mil folhetos afiguravam-se um empreendimento de monta.

O resultado foi que autorizei o Sr. Daniels a reproduzir o artigo conforme lhe aprouvesse. Fê-lo então em forma de folhetos, e distribuiu-os em tal profusão que, duas ou três edições de meio milhão se esgotaram rapidamente. Além disso, foi o artigo reproduzido em mais de duzentas revistas e jornais. Tem sido traduzido, por assim dizer, em todas as línguas faladas.

Aconteceu que, justamente quando o Sr. Daniels estava fazendo a distribuição da mensagem a Garcia, o príncipe Hilakoff, Diretor das Estradas de Ferro Russas, se encontrava neste país. Era hóspede da Estrada de Ferro Central de Nova York, percorrendo todo o país acompanhando o Sr. Daniels. O Príncipe viu o folheto, que o interessou, mais pelo fato de ser o próprio Sr. Daniels que o estava distribuindo em tão grande quantidade, que propriamente por qualquer outro motivo.

Como quer que seja, quando o príncipe retornou à sua Pátria mandou traduzir o folheto para o russo e entregar um exemplar a cada empregado da estrada de ferro na Rússia. O breve trecho foi imitado por outros países; da Rússia o artigo passou para a Alemanha, França, Turquia, Hindustão e China. Durante a guerra entre a Rússia e o Japão, foi entregue um exemplar da “Mensagem a Garcia” a cada soldado que se destinava ao front.

Os japoneses, ao encontrar os livrinhos em poder dos prisioneiros russos, chegaram à conclusão de que havia de ser coisa boa, e não tardaram em vertê-lo para o japonês. Por ordem do Mikado foi distribuído um exemplar a cada empregado, civil ou militar do Governo Japonês.

Para cima de quarenta milhões de exemplares de “Uma mensagem a Garcia” têm sido impressos, o que é sem dúvida a maior circulação jamais atingida por qualquer trabalho literário durante a vida do autor, graças a uma série de circunstâncias felizes.

East Aurora, em 1o. de dezembro de 1913.
Elbert Hubbard

Vamos finalmente ao famoso texto:

MENSAGEM A GARCIA

Elbert Hubbard
(22/2/1899)

Em todo este caso cubano, um homem se destaca no horizonte de minha memória como o planeta Marte no seu periélio. Quando irrompeu a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos, o que importava a estes era comunicar-se rapidamente com o chefe dos insurretos, Garcia, que se sabia encontrar-se em alguma fortaleza no interior do sertão cubano, mas sem que se pudesse precisar exatamente onde. Era impossível comunicar-se com ele pelo correio ou pelo telégrafo. No entanto, o Presidente [Mac Kinley] tinha que tratar de assegurar-se da sua colaboração, e isto o quanto antes. Que fazer?

Alguém lembrou ao presidente: “Há um homem chamado Rowan; e se alguma pessoa é capaz de encontrar Garcia, há de ser Rowan”.

Rowan foi trazido à presença do Presidente, que lhe confiou uma carta com a incumbência de entregá-la a Garcia. De como este homem, Rowan, tomou a carta, meteu-a num invólucro impermeável, amarrou-a sobre o peito, e, após quatro dias saltou, de um barco sem coberta, alta noite, nas costas de Cuba; de como se embrenhou no sertão, para, depois de três semanas, surgir do outro lado da ilha, tendo atravessado a pé um país hostil e entregado a carta a Garcia, são coisas que não vêm ao caso narrar aqui pormenorizadamente. O ponto que desejo frisar é este: Mac Kinley deu a Rowan uma carta para ser entregue a Garcia; Rowan pegou a carta e nem sequer perguntou: “Onde é que ele está?”

Hosannah! Eis aí um homem cujo busto merecia se fundido em bronze perene e sua estátua colocada em cada escola do país. Não é de sabedoria livresca que a juventude precisa, nem de instrução sobre isto ou aquilo. Precisa, sim, de um endurecimento das vértebras, para poder mostrar-se altiva no exercício de um cargo; para atuar com diligência, para dar conta do recado; para, em suma, levar uma mensagem a Garcia.

O general Garcia já não é deste mundo, mas há outros Garcias. A nenhum homem que se tenha empenhado em levar avante um empresa, em que a ajuda de muitos se torne precisa, têm sido poupados momentos de verdadeiro desespero ante a imbecilidade de grande número de homens, ante a inabilidade ou falta de disposição de concentrar a mente numa determinada coisa e fazê-la.

Assistência irregular, desatenção tola, indiferença irritante e trabalho mal-feito parecem ser a regra geral. Nenhum homem pode ser verdadeiramente bem-sucedido, salvo se lançar mão de todos os meios ao seu alcance, quer da força, quer do suborno, para obrigar outros homens a ajudá-lo, a não ser que Deus onipotente, na sua grande misericórdia, faça um milagre enviando-lhe como auxiliar um anjo de luz.

Leitor amigo, tu mesmo podes tirar a prova. Estás sentado no teu escritório, rodeado de meia dúzia de empregados. Pois bem, chame um deles e peça-lhe: “Queira ter a bondade de consultar a enciclopédia e de me fazer uma descrição sucinta da vida de Corregio.”

Dar-se-á o caso do empregado dizer calmamente: “Sim, senhor” e executar o que lhe pediu?

Nada disso! Olhar-te-á perplexo e de soslaio para fazer uma ou mais das seguintes perguntas:

Quem é ele?

Que enciclopédia?

Onde é que está a enciclopédia?

Fui eu acaso contratado para fazer isso?

Não quer dizer Bismarck?

E se Carlos o fizesse?

Já morreu?

Precisa disso com urgência?

Não será melhor que eu traga o livro para que o senhor mesmo procure o que quer?

Para que quer saber disso?

E apostos dez contra um que, depois de haveres respondido a tais perguntas, e explicado a maneira de procurar os dados pedidos e a razão por que deles precisas, teu empregado irá pedir a um companheiro que o ajude a encontrar Garcia, e depois voltará para te dizer que o tal homem não existe. Evidentemente, pode ser que perca a aposta; mas, segundo a lei das médias, jogo na certa. Ora, se fores prudente não te darás ao trabalho de explicar ao teu “ajudante” que Corregio se escreve com “C” e não com “K” , mas limitarás a dizer-lhe meigamente, esboçando o melhor sorriso: “Não faz mal; não se incomode”, e, dito isto, te levantarás e procurarás tu mesmo. E esta incapacidade de atuar independentemente, esta inépcia moral, esta invalidez da vontade, esta atrofia de disposição de solicitamente se pôr em campo e agir – são as causas que recuam para um futuro tão remoto o advento do socialismo puro. Se os homens não tomam iniciativa de agir em seu próprio proveito, que farão quando o resultado do seu esforço for necessário para redundar em benefício de todos? Por enquanto parece que os homens ainda precisam de ser feitorados. O que mantém muito empregado no seu posto e o faz trabalhar é o medo de, se não fizer, ser despedido no fim do mês. Anuncie precisar de um taquígrafo, e nove entre dez candidatos à vaga não saberão ortografar nem pontuar – e, o que é pior, pensam que não é necessário sabê-lo.

Poderá uma pessoa destas escrever uma carta a Garcia?

“Vê aquele guarda-livros”, dizia-me o chefe de uma grande fábrica.

“Sim, que tem?”

“É um excelente guarda-livros. Contudo, se eu o mandasse transmitir um recado, talvez se desobrigasse da incumbência a contento, mas também podia muito bem ser que no caminho entrasse em duas ou três casas de bebidas, e que, quando chegasse ao seu destino, já não se recordasse da incumbência que lhe fora dada. ”

Será possível confiar a um tal homem uma carta para entregá-la a Garcia?

Ultimamente temos ouvido muitas expressões sentimentais, externando simpatia para com os pobres entes que mourejam de sol a sol, para com os infelizes desempregados à cata de trabalho honesto, e tudo isto, quase sempre entremeado de muita palavra dura para com os homens que estão no poder.

Nada se diz do patrão que envelhece antes do tempo, num baldado esforço para induzir eternos desgostosos e descontentes a trabalhar conscienciosamente; nada se diz de sua longa e paciente procura de pessoal, que, no entanto, muitas vezes nada mais faz do que “matar o tempo”, logo que ele volta as costas. Não há empresa que não esteja despedindo pessoal que se mostra incapaz de zelar pelos seus interesses, a fim de substituí-lo por outro mais apto. Este processo de seleção por eliminação está se operando incessantemente, em tempos adversos, com a única diferença que, quando os tempos são maus e o trabalho escasseia, a seleção se faz mais escrupulosamente, pondo-se fora, para sempre, os incompetentes e os inaproveitáveis. É a lei da sobrevivência do mais apto. Cada patrão, no seu próprio interesse, trata somente de guardar os melhores – aqueles que podem levar uma mensagem a Garcia.

Conheço um homem de aptidões realmente brilhantes, mas sem a fibra precisa para gerir um negócio próprio e que, ademais, se torna completamente inútil para qualquer outra pessoa, devido à suspeita insana que constantemente abriga de que seu patrão o esteja oprimindo ou tencione oprimi-lo. Sem poder mandar, não tolera que alguém o mande. Se lhe fosse confiada uma mensagem a Garcia, retrucaria provavelmente: “Leve-a você mesmo”.

Hoje este homem perambula errante pelas ruas em busca de trabalho, em quase petição de miséria. No entanto, ninguém que o conheça se aventura a dar-lhe trabalho porque é a personificação do descontentamento e do espírito de réplica. Refratário a qualquer conselho ou admoestação, a única coisa capaz de nele produzir algum efeito seria um bom pontapé dado com a ponta de uma bota número 42, sola grossa e bico largo.

Sei, não resta dúvida, que um indivíduo moralmente aleijado como este não é menos digno de compaixão que um fisicamente aleijado. Entretanto, nesta demonstração de compaixão, vertamos também uma lágrima pelos homens que se esforçam por levar avante uma grande empresa, cuja horas de trabalho não estão limitas pelo som do apito e cujos cabelos ficam prematuramente encanecidos na incessante luta em que estão empenhando contra a indiferença desdenhosa, contra a imbecilidade crassa e a ingratidão atroz justamente daqueles que, sem o seu espírito empreendedor, andariam famintos e sem lar.

Dar-se-á o caso de eu ter pintado a situação em cores demasiado carregadas? Pode ser que sim; mas, quando todo mundo se apraz em divagações, quero lançar uma palavra de simpatia ao homem que imprime êxito a um empreendimento, ao homem que, a despeito de uma porção de empecilhos, sabe dirigir e coordenar os esforços de outros, e, que, após o triunfo, talvez verifique que nada ganhou; nada, salvo a sua mera subsistência.

Também eu carreguei marmitas e trabalhei como jornaleiro, como também tenho sido patrão. Sei, portanto, que alguma coisa se pode dizer de ambos os lados.

Não há excelência na pobreza de per si; farrapos não servem de recomendação. Nem todos os patrões são gananciosos e tiranos, da mesma forma que nem todos os pobres são virtuosos.

Todas as minhas simpatias pertencem ao homem que trabalha conscienciosamente, quer o patrão esteja, quer não. E o homem que, ao lhe ser confiada uma carta para Garcia, tranqüilamente toma a missiva, sem fazer perguntas idiotas, e sem a intenção oculta de jogá-la na primeira sarjeta que encontrar, ou praticar qualquer outro feito que não seja entregá-la ao destinatário, este homem nunca fica “encostado”, nem tem que se declarar em greve para forçar um aumento de ordenado.

A civilização busca ansiosa, insistentemente, homens nestas condições. Tudo que um tal homem pedir, se lhe há de conceder. Precisa-se dele em cada cidade, em cada vila, em cada lugarejo, em cada escritório, em cada oficina, em cada loja, fábrica ou venda. O grito do mundo inteiro praticamente se resume nisso: Precisa-se, e precisa-se com urgência, de um homem capaz de levar uma mensagem a Garcia.