Sobre o Informativo Moeda Corrente

Escrito em abril de 2002, atualizado em setembro de 2008, e transferido junto com o conteúdo do Informativo Moeda Corrente aqui para meu site pessoal em setembro de 2017.

Seja bem vindo! Meu nome é Fabrício Stefani Peruzzo e criei este site com o objetivo de ajudar as pessoas a conquistar a tão sonhada independência financeira. Ou seja: “Ter fontes de renda suficientes para manter o padrão de vida desejado sem precisar trabalhar mais um dia sequer pelo resto da vida”.

Este site surgiu depois de anos de estudo e aprendizado de forma autodidata, onde dia após dia eu pesquisava, lia, aprendia e colocava em prática as lições. Neste tempo todo já acertei e errei muitas vezes. Já fui dono de várias empresas, de diversos ramos distintos. Já apliquei dinheiro em diversos tipos de investimento, desde caderneta de poupança, até ações compradas diretamente na bolsa. No final, os acertos tem sido consideravelmente mais frequentes que os erros. Já ajudei muitas pessoas com o que aprendi ao longo dos anos, espero poder fazer o mesmo por você.

No início de 2001, lí o livro Pai Rico, Pai Pobre, do Robert Kiyosaki. Foi o momento divisor de águas para mim. As informações contidas naquelas páginas me abriram os olhos de tal forma que fica muito difícil de explicar para quem nunca passou por isto. Coisas que sempre me pareceram difíceis ou até impossíveis de ser realizadas agora se tornavam simples e fáceis. As grandes preocupações que eu tinha se diluiam diante dos meus olhos.

Depois deste, lí os outros livros do Robert, em inglês, pois eles ainda não se encontravam no Brasil em edição traduzida. Todos abriam cada vez mais minha mente para o mundo dos negócios. A forma como a história dele é contada inspira e fascina. Nos faz ver que com trabalho e com a mente focada em resultados planejados, podemos ir onde quisermos e alcançar o sucesso que desejamos. Tudo isso, somado a minha experiência anterior, me fez ver como era fácil conseguir a Independência Financeira. Bastava apenas conhecer um pouquinho mais sobre o fluxo do dinheiro.

Sempre fui bastante empreendedor, mas somente isto não bastava. Precisava de mais conhecimentos sobre o dinheiro. Precisava saber como fazer ele entrar no bolso em grandes quantidades, vindo de diversas fontes, e lá permanecer para criar raízes e crescer.

Um tempo após digerir o conteúdo dos livros acima, me deparei com outro Robert. Robert Allen. Este, escreveu vários livros, dos quais eu lí: Multiple Streams of Income e Multiple Streams of Internet Income, além de Nothing Down, onde ele ensina técnicas e dá dicas de como comprar imóveis com pouco ou nenhum investimento próprio em dinheiro.

Este site é um apanhado e uma compilação das melhores informações que chegam a mim. Aqui vou colocando minhas descobertas e as de outros que desejam compartilhar seus conhecimentos. Este site é um centro de referência de informações criativas de investimento.

Além deste site, escrevi um livro que será publicado em 2009. Como vocês devem ter notado pelas fotos nesta página, eu sou um apaixonado pelas motos Harley Davidson. Lí uma vez que “mais vale um bocado com lazer do que dois bocados com um trabalho cansativo”.

Lembre-se sempre disso: Todos nós temos direito ao lazer e a um hobby que nos dê prazer. Divirta-se, você e seu dinheiro trabalham para isso!!!

Tem um ditado espanhol que diz: Saúde, amor e dinheiro. E tempo para desfrutá-los.

Que todos tenhamos muito tempo para isso. Tempo para amar e nos divertir, Tempo para passear e sorrir. Tempo para nossos filhos e família.

Nosso objetivo é simples e claro: ganhar muito dinheiro, de diversas fontes diferentes, fazer este dinheiro trabalhar a nosso favor e ter muito tempo para aproveitar as facilidades que ele nos proporciona.

A decisão é sua. A informação é aqui! Moeda Corrente, sua fonte de informação para a independência financeira!

Uma boa sorte a todos que chegaram até aqui, bons negócios para todos.

Eu consegui, você também consegue!

Fabricio Stefani Peruzzo – Editor

Por que investir em imóvel na planta é um péssimo investimento hoje em dia?

Investir em imóvel na planta costumava ser um excelente investimento. Haviam diversas formas de lucrar, todas excelentes. Hoje em dia, isto não é mais verdade, este tipo de investimento passou do ponto e representa um enorme risco para milhares de poupadores que desejam se tornar investidores e, desconhecedores da real situação do mercado, acabam entrando em uma canoa furada. Vou explicar então o raciocínio por trás do investimento em imóveis na planta, como funcionava e porque era muito lucrativo no passado, e o que mudou atualmente para que isto tenha deixado de funcionar.

Antes de continuar gostaria de adiantar que sim, podem existir algumas exceções ao que vou explicar a seguir, mas se você acha que o seu caso será justamente o da exceção, e não o da regra, sugiro jogar na Megasena, em que o prêmio é muito maior.

Porque investir em imóveis na planta ERA um excelente investimento?

Uma das formas de lucrar com imóveis na planta envolvia comprar um imóvel parcelado, pagar por volta de 30% do valor do mesmo até pouco antes da entrega e então vender este imóvel pronto, antes de ter que assumir o financiamento do saldo devedor. Vamos a um exemplo com valores simplificados para demonstrar:

Imóvel na planta comprado por R$ 100.000.
Pagamentos de R$ 1.000 mensais até a entrega, durante 30 meses.
Imóveis semelhantes prontos sendo vendidos por R$ 130.000.

Pelos valores acima, vemos que estávamos comprando o imóvel com um desconto razoável em relação aos imóveis já prontos disponíveis no mercado. Guarde essa informação, era uma das vantagens de comprar imóvel na planta.

O lucro real, no entanto, se dava pela alavancagem do investimento. Ao comprar antecipadamente, estávamos garantindo que seríamos donos de um imóvel dentro de 30 meses. E dentro de 30 meses, certamente haveria alguém que, seja porque estava prestes a casar, seja porque arranjou um bom emprego e mudou de cidade, seja porque cansou de morar com os pais, não havia se planejado e agora gostaria de comprar um imóvel novo, mas para mudar imediatamente. Ao vender nosso imóvel pronto pelos R$ 130.000 30 meses depois de termos adquirido, não estávamos explorando ninguém, estávamos apenas vendendo nosso imóvel novinho em folha pelo valor de mercado dele.

A mágica do lucro acontecia quando calculávamos que ao ter pago apenas R$ 30.000 até a entrega, e ao vender por R$ 30.000 a mais do que havíamos pago originalmente (os R$ 100.000 que assumimos de dívida ao assinar a compra), a diferença entre um valor e outro era de R$ 30.000. Na venda, transferimos para o comprador a dívida de R$ 70.000 (não há juros até a entrega, pois você ainda não está na posse do imóvel, a construtora é que lhe paga juros, vendendo com desconto, porque você está financiando parte da construção) que ainda restava e recebemos de entrada os R$ 60.000 que faltavam para o valor de venda de R$ 130.000.

Lucramos, em 30 meses, 100% sobre o valor que efetivamentes havíamos desembolsado. Um lucro fantástico. Uma aplicação em renda fixa levaria por volta de 10 anos para dar um retorno semelhante.

Note que neste exemplo não mostrei as correções mensais sobre os valores. As correções são irrelevantes, se aplicam ao que você paga ao comprar, mas também ao que o comprador do seu imóvel pagará quando o comprar de você no futuro.

A segunda forma de lucrar comprando um imóvel na planta envolvia os mesmos cálculos de pagar 30% até a entrega e então quitar ou financiar o saldo devedor, colocando o imóvel para alugar. Ao comprar o imóvel na planta, com desconto, o percentual que o aluguel representa sobre o valor pago se tornava muito melhor do que comprando um imóvel já pronto. Mantendo as proporções, receberíamos um aluguel 30% maior sobre os valores investidos do que alguém que comprou o mesmo imóvel na sua conclusão.

E porque então hoje em dia este é um péssimo investimento?

Mercado. Esta é a resposta curta. E a resposta longa?

Como expliquei nos parágrafos anteriores, o investimento em imóvel na planta era realmente excelente e muito lucrativo, mas pouca gente investia desta maneira e não haviam tantas unidades sendo construídas ao mesmo tempo. Com o desenvolvimento econômico dos últimos anos, e principalmente com a facilidade de crédito que isto trouxe ao país, aumentou muito o mercado de compradores de imóveis novos. Com a procura aumentando e crédito disponível, aumentaram os preços. Então, o que já era bom, ficou ainda melhor.

As pessoas comuns, os poupadores, os que tem medo de investimentos mais sofisticados, olhavam os números que expliquei acima e viam:

Compra por R$ 100.000, vende por R$ 130.000 em dois anos e meio, ganha 30%. Isso é o que uma aplicação bancária rende, não vale o risco (e se a construtora quebrar? e se não conseguir vender?). Claro que não calculavam direito, não entendiam a lógica da alavancagem que tornava o lucro real muito maior. Investir não era seu negócio.

Só que com o crescimento da economia e os imóveis aumentando de valor muito mais rapidamente, os lucros se tornaram muito maiores do que já eram. Passamos a ter lucros sobre a compra com desconto ao comprar antecipadamente e também o lucro da valorização dos imóveis durante o período de construção. Lucros de 200% ou 300% ao longo dos 30 meses normais de uma obra passaram a ser comuns. E com lucros destes, a notícia se espalhou rápido.

Mais gente procurando imóveis na planta, mais construtoras lançando imensos condomínios, mais crédito sendo liberado para os compradores. É uma bola de neve, uma coisa puxando a outra. Quem aproveitou, lucrou muito e contou histórias de pescador para todos seus amigos. Alguns mais rápidos foram na onda e tiveram suas histórias de pescador para contar. Os que demoraram um pouco mais, puderam contar alguma coisa, mas só para quem não sabia matemática, pois se calculassem o custo do dinheiro no tempo, veriam que teriam lucrado mais se deixassem o dinheiro na poupança.

Hoje a situação é a seguinte:

  • Mais lançamentos do que compradores finais, que irão morar nas unidades;
  • Preços de lançamento maiores do que os das unidades já concluídas;
  • Prazos de entrega cada vez maiores, com atrasos sendo a norma;
  • Concorrência entre os investidores na planta e as unidades das construtoras;
  • Diminuição dos créditos disponíveis no mercado, resultado da crise americana e agora da européia;

E explicando cada uma delas…

– Mais lançamentos do que compradores finais, que irão morar nas unidades;

Você compra na planta, mas não sabe se terá para quem vender. Não vou nem falar aqui da imensa quantidade de ingênuos que compraram na planta sem ter condições de assumir o financiamento caso não conseguissem vender a tempo, a maioria tendo que entregar os imóveis para as construtoras, com imensos prejuízos.

– Preços de lançamento maiores do que os das unidades já concluídas;

Se não há vantagem financeira em comprar na planta, qual o sentido disso?

– Prazos de entrega cada vez maiores, com atrasos sendo a norma;

Quanto mais demora, menor é o lucro. Custo do dinheiro no tempo, regra essencial a qualquer investimento, infelizmente ignorada pela maioria.

– Concorrência entre os investidores na planta e as unidades das construtoras;

Se o corretor de imóveis tem que escolher vender a sua unidade ou a da construtora que garante o emprego dele, qual você acha que ele irá vender? Cada vez mais, só vendem seus apartamentos aqueles que possuem a capacidade inerente em vendas por conta própria.

– Diminuição dos créditos disponíveis no mercado, resultado da crise americana e agora da européia;

Com menos dinheiro no mercado, menos crédito disponível e menos compradores possíveis.

A questão toda é que as notícias demoram para chegar para a maior parcela da população e demoram para ser absorvidas de forma efetiva. Dentro de quatro ou cinco anos, a maioria dos jornalistas que hoje escrevem matérias sobre o ôba-ôba do mercado imobiliário estarão repetindo o que acabei de escrever aqui. Quando isso acontecer, assim como aconteceu inúmeras vezes ao longo da história da humanidade, eu estarei aqui entre aquela minoria que costuma dizer:

Eu avisei.

Como escolher o melhor seguro para seu carro

Você certamente já ouviu falar que o melhor seguro sempre é aquele que pagamos e não precisamos usar. Isso pode até ser verdade, mas certamente há diversos fatores que devemos levar em conta na escolha de um seguro de veículo. A primeira coisa que a maioria das pessoas busca quando procura um corretor de seguros é o menor preço. Preço sempre é relevante para quem faz um seguro para seu carro pois normalmente a própria compra do carro já tirou uma boa quantia do seu bolso. Esta é a hora de economizar, mas economizar com uma boa contratação, é disto que trata este artigo.

Marca e modelo

Você provavelmente já sabe que a marca e modelo de veículo que você possui é um fator relevante no custo de um seguro. Teoricamente, veículos mais caros deveriam ter um seguro mais caro, mas nem sempre é o que acontece. Isto se deve ao fato de carros diferentes possuírem riscos diferentes. Assim, um carro que seja roubado com maior freqüência em determinada cidade poderá ter um seguro mais caro que um carro mais caro, mas pouco visado pelos assaltantes. Pensando nisto, uma das maneiras de comprar um carro melhor e mais caro pode ser simplesmente escolher um carro com seguro consideravelmente mais baixo do que outro. A diferença em três anos do custo do seguro pode ser suficiente para bancar o upgrade. Como exemplo desta questão, você já tentou fazer seguro de um carro importado que tenha saído de linha? O simples fato de ser difícil de conseguir peças para este tipo de carro é suficiente para aumentar drasticamente os furtos para desmanche e venda das peças, com a maioria das seguradoras simplesmente se recusando ou cobrando muito mais para segurar estes veículos.

Cidade onde você mora

Outro fator importante que deve ser considerado ao fazer um seguro é a cidade em que você mora. Claro que você não pode mentir para a seguradora e dizer que mora em cidade diferente, pois isto pode invalidar seu seguro, mas você pode escolher a seguradora que possui as melhores condições em relação a cidade onde você mora. A matemática por trás disso é que as diferentes seguradoras possuem diferentes tabelas de risco para cada cidade. Assim, uma seguradora pode ter uma má experiência com determinado perfil de veículo e cobrar mais caro pelo seguro deste do que outra, que não tem esta má experiência. A diferença nos valores de uma seguradora para outra pode ser bastante grande, então é importante que seu corretor de seguros apresente pelo menos três orçamentos de seguradoras diferentes.

Proteção contra acidentes e terceiros

Lembre-se da proteção contra acidentes e terceiros. Se você for responsável por algum acidente, é na sua conta que cairá a despesa do carro batido, assim como as eventuais despesas médicas dos acidentados. A proteção contra furto e rouco costuma representar 70% do valor de um seguro, mas tirar a proteção a terceiros não dá um desconto de 30% no seguro, pois as companhias seguradoras possuem estudos que mostram que quem está disposto a abrir mão da cobertura a terceiros é geralmente quem mais está sujeito aos roubos. Além disso, a tranqüilidade em contar com a proteção em caso de acidentes é o que faz o seguro ter este nome. Já pensou quanto estaria envolvido em uma batida em um carro importado? E você pode olhar na rua, no dia a dia das suas andanças, a quantidade de carros importados e caros que há por aí.

Serviços extras

Você pode dispensar os serviços extras que a seguradora costuma oferecer se tiver comprado um carro novo e a fábrica disponha desses serviços. Isto também pode estar incluído nos benefícios de seu cartão de crédito, então pesquise isto antes de ligar para a corretora de seguros. Estou falando aqui de guincho, assistência em caso de panes e outros pequenos problemas que não envolvam batidas ou furtos. A economia tirando estes serviços não costuma ser muito alta, mas porque pagar dobrado se podemos economizar? O desconto pode ficar em torno de R$ 100.

A escolha da melhor corretora

O maior segredo na escolha do seguro adequado ao seu caso é a boa escolha da corretora que irá lhe vender o seguro. Uma boa empresa corretora é importante porque com a maior intimidade com as seguradoras, mais fácil serão os trâmites caso você precise acionar o seguro. Outro fator importante é a variedade de seguradoras com que a empresa corretora de seguros trabalha, justamente pelo que escrevi acima em relação às diferenças de valor entre as corretoras nas diferentes cidades do país.

Como posso lhe ajudar mais

Quem já me conhece e lê o Moeda Corrente há mais tempo sabe que trabalho orientando sobre investimentos imobiliários com a alavancagem dos consórcios da Rodobens. O que você não deve saber é que o Grupo Rodobens possui uma corretora de seguros, uma das maiores do país e que conta com diversas seguradoras conveniadas para lhe proporcionar o melhor seguro específico para o veículo e cidade em que você reside. Caso esteja renovando ou fazendo um novo seguro, entre em contato me enviando seu nome e telefone e solicite uma cotação sem compromisso. Você provavelmente conseguirá um valor melhor e uma cobertura mais completa para seu carro. A Rodobens Corretora de Seguros atua em todo o Brasil.

Abraço,

Fabrício Stefani Peruzzo.
(51) 9116-1410
fabricio@megacombo.com.br
http://www.megacombo.com.br/contato

 

Programa A Classe Alta – Última Turma!

Seguinte, vou ser rápido e direto, porque acabo de chegar de uma viagem/sabático de três meses nos USA e vendi meu apartamento no dia seguinte à chegada, então já viram como estão corridos os meus próximos dias.

O programa A Classe Alta é um misto de livro, coaching, grupo de MasterMind, conjunto de materiais de bônus e muito mais, organizados, mantidos e constantemente complementados pelo Seiiti Arata, um cara incrível e totalmente focado no atendimento dos participantes.

Em breve será aberta a última turma do programa, que certamente fechará logo no primeiro dia, como aconteceu nas últimas edições. Então não perca tempo, clique agora mesmo no link de apresentação e deixe seu nome na lista VIP que será avisada com antecedência. Olhe o que os outros falam, é bom mesmo. Depois, não quero ouvir chororô de que a vida está difícil, que não ganham o suficiente, que o que ganham não sobra nada para investir…

Mais uma vez, segue o link: Programa A Classe Alta – Última Turma!
Estão avisados. Abraço e sucesso.

Oportunidades de investimento nos EUA

Este texto surgiu da resposta a uma leitora do site que perguntava se eu poderia aproveitar que estou vivendo uma temporada aqui nos Estados Unidos para escrever sobre oportunidades de investimento por aqui. Abaixo, segue minha resposta, que espero possa ajudar mais pessoas a tomar suas decisões de investimento com um pouco mais de consciência da situação do planeta.

Os Estados Unidos estão quebrados. É uma coisa engraçada falar isso enquanto estamos aqui e vemos o dia a dia deles, pois há muitas coisas que foram conquistadas pela sociedade aqui, em termos de consumo e conforto pessoal, que aparentemente parece que está tudo bem. Por exemplo, agora há pouco vimos uma das arrumadeiras do hotel em que estamos saindo daqui, em um carro grande e relativamente novo. Um carro que no Brasil, é carro de empresário, de quem está realmente bem de vida, mas aqui, com dois anos, um carro destes é realmente muito barato e qualquer pessoa com um emprego estável tem condições de comprar. Mesmo porque, os financiamentos são inúmeros e as taxas de juro próximas de zero. A mentalidade aqui é “a prestação cabe no bolso, vamos comprar”. O conceito de crédito é rei aqui. Ninguém precisa ter dinheiro para adquirir os confortos da vida, precisa ter crédito. E depois vemos uma minoria lendo Pai Rico, Pai Pobre para tentar sair da corrida dos ratos em que se meteram com tantas contas comendo tudo o que ganham.

Então não podemos deixar nossos olhos nos enganar com coisas materiais que são diferentes do que estamos acostumados, temos que olhar mais profundamente.

Oportunidades, há inúmeras em todo o lugar. Se vão vingar, só com bola de cristal. Hoje em dia, por exemplo, se compram mansões em Las Vegas por oito vezes menos do que custavam há apenas três anos. Mansões que no Brasil custariam mais de 10 milhões de reais, aqui se encontram por US$ 500.000. Mas será que valorizarão novamente? Será que o país sairá do buraco em que se meteu com a crise fiscal que gerou nos últimos 10 anos?

E aí vemos o Brasil, o último a sofrer com a tal crise em 2008 e o primeiro a se recuperar. Um lugar onde temos não apenas o conhecimento de como as coisas funcionam, mas onde temos um dos melhores climas e terras do planeta, sem terremotos, sem tsunamis, sem furações, sem vulcões. Porque perder tempo investindo onde tudo o que havia para ser feito já está pronto, quando podemos investir em nosso próprio país, onde tudo ainda está para ser construído, gerando infinitas possibilidades? Aqui nos EUA já estão de pé todas as escolas, todos os hospitais, todas as estradas. O trabalho aqui é só de manutenção. No Brasil, tudo está para construir, tudo está por fazer, oportunidade assim só aparece durante uma ou duas gerações, quem aproveitar aproveitou, quem deixar passar ficará para trás. O Eike Batista está fazendo a parte dele. E cada um de nós, o que está fazendo?

E mais, estudando a história da construção das nações e adaptando para a realidade atual, temos ferramentas incríveis para aproveitar muito melhor as oportunidades. A maioria não estuda, a maioria não pesquisa, a maioria não tem cultura global, não conhece o que acontece intimamente nos outros países e continentes. Quem tem estas vivências e informações pode muito mais, simplesmente porque possui melhores condições de analisar a situação e comparar com o que já experimentou fora do país. Usar estas informações é uma alavanca que tão pouca gente possui, que pode nos dar um vantagem desproporcional em termos de escolha.

Basta agora fazer as escolhas acertadas 🙂

Eu, por exemplo, pretendo iniciar um negócio onde americanos invistam seus dólares no Brasil, investindo em imóveis. As vantagens para eles? Não apenas o lucro muito maior possível nos negócios em nosso país, mas também os juros muito mais atrativos para o capital enquanto não utilizado diretamente nas construções. Sem esquecer a vantagem cambial, com a moeda deles valendo cada vez menos frente ao real.

Sobre esta última vantagem, disse isso aos amigos que estavam no Japão, guardando suas economias em dólar… Falei para transformarem tudo em real de uma vez, que ainda ficaria pior. De 1,80 já estamos em menos de 1,60 na cotação, e continua baixando. Isto apenas de fevereiro para cá. Se pegarmos a cotação dos últimos dois anos, a coisa é ainda pior. Mas o pessoal se apega naquela esperança em vão de que as coisas vão voltar ao que eram… Não voltam, o mundo é cíclico, e os ciclos são mais longos do que a média das pessoas tem paciência para esperar.

E aí temos um post. Estava escrevendo isso como comentário para a questão de uma leitora do site, mas a coisa foi ficando cada vez maior e então resolvi compartilhar esta resposta com todos.

O que você está fazendo para aproveitar a onde de crescimento em nosso país nos últimos anos? Como você está se preparando para aproveitar as oportunidades que ainda surgirão? Você já domina uma segunda ou terceira língua, ao menos para compreender textos escritos na mesma e buscar as informações diretamente nas fontes, ou tem que esperar alguém traduzir e mastigar tudo na sua língua pátria? Lembre-se que quando a informação chega traduzida, já é informação velha. No mundo dinâmico de hoje, consumir tradução só te ajuda a manter a cabeça fora d’água, mas não é suficiente para conseguir nadar longe dos tubarões.

O que você precisa fazer para enriquecer

Acabo de ler um post curtinho, mas muito interessante do Diego Nolde, no site Jovens Investidores. Lá, ele fala da velha regra dos 10%. A parte mais relevante é a seguinte:

Acredito que o principal erro da maioria das pessoas seja o de não entender qual o objetivo desses 10%. Devem ser investidos para NUNCA gastar. É isso mesmo, NUNCA. A maior parte das pessoas começa a juntar dinheiro e, assim que acumula um valor considerável, compra um carro ou um apartamento para morar, faz uma viagem ou qualquer outra coisa do tipo. Porém a idéia desse dinheiro é investir bem e por tempo o bastante para que ele comece a gerar uma receita! Essa receita sim você pode gastar o quanto quiser! Essa receita é a que te dará a tal “independência financeira”.

E é isso que quero ressaltar aqui. Para ser considerado rico, o que você precisa ter é PATRIMÔNIO! E formar patrimônio significa acumular, seja capital, sejam bens que valorizem com o tempo, sejam artigos colecionáveis, sejam moedinhas de ouro para tomar banho como o Tio Patinhas.

Valorização e rendimentos constantes.

No início da formação do seu patrimônio, outra coisa muito importante, é escolher veículos de investimento que tragam retorno regular, mas mais importante do que a escolha destes “retornos regulares”, é que tais rendimentos sejam MANTIDOS junto do bolo principal, REINVESTIDOS para manter o patrimônio crescendo em velocidade acelerada. Ou como diz O Homem Mais Rico da Babilônia: “não mate os filhos de seus escravos dourados”. Aproveitando o ensejo, se ainda não leu, compre AGORA, O Homem Mais Rico da Babilônia.

Desta maneira, se você decide investir em imóveis, use os aluguéis recebidos na compra de novas propriedades, ou para pagar os consórcios que você usará para aquisição de mais imóveis. Use e abuse da alavancagem proporcionada pelos veículos de investimento, mas faça isso de forma consciente, para o tiro não sair pela culatra. Ainda no exemplo dos consórcios, se você depende de receber aluguéis para pagar as prestações de um consórcio, antes de fazer uma nova carta, forme uma pequena reserva que garanta alguns meses de pagamento para o caso de ficar com o imóvel sem alugar durante algum tempo.

Apenas UM investimento.

Deixa eu explicitar mais uma coisa. Escolha UM investimento e se abrace a ele por tempo suficiente para que se torne relevante. Um dos maiores erros que vejo sendo cometidos diariamente por investidores iniciantes é estar sempre atrás “do melhor investimento”, perdendo seus rendimentos anteriores em busca de um percentual momentâneo a mais. Escolha o tipo de investimento que mais ressoe com seu perfil pessoal e pare de procurar sarna para se coçar. A hora de diversificar não é quando você tem pouco, é quando já tem o suficiente para dividir em várias cestas. Use a analogia do supermercado, você não carrega uma maçã e uma laranja em sacolas distintas, se só tem isso para carregar. Você só pega duas sacolas se tiver dúzias de maçãs e laranjas para carregar.

Minha escolha pessoal.

Quem já me conhece a mais tempo e sabe da minha história pessoal de investimentos sabe como eu invisto e provavelmente já é meu parceiro de investimentos de uma forma ou de outra, mas se você está lendo um texto meu pela primeira vez e tem interesse em saber como eu atingi a minha independência financeira em tempo recorde, leia minhas orientações nos sites http://www.investimentoemimovel.com.br e http://www.investimentoemconsorcio.com.br. Tendo curiosidade em me conhecer melhor e ler textos mais focados em crescimento pessoal ou o que penso das coisas que me interessam, costumo escrever com regularidade no meu site pessoal, Peruzzo.Org.

Quando você irá se aposentar?

Estava descansando hoje a tarde… Mentira, estava DORMINDO hoje a tarde, depois de ter acordado cedo para ir visitar Alcatraz (e não ter visitado, pois não tem visitas este mês) e voltado para casa depois do almoço, quando, naqueles minutos entre o despertar e o levantar da cama, fiquei pensando na situação de um amigo e em algumas perguntas que gostaria de fazer a ele. Ainda deitado, pensei que estas perguntas, feitas de maneira mais genérica, poderiam render um texto interessante para os leitores do Moeda Corrente. Então levantei da cama, porque sábado, assim como qualquer outro dia na vida de um empreendedor é dia de trabalhar, e aqui estou com a primeira pergunta:

Quando você irá se aposentar?

Pensei em fazer especificamente esta pergunta, porque este amigo tem vontade de ser empreendedor, em ter um negócio próprio, em montar uma empresa, mas a impressão que tenho sobre isso é de que na verdade o que ele procura é apenas um atalho para “como conseguir ganhar dinheiro suficiente para me aposentar e poder realmente fazer o que desejo”.

Entre dizer que deseja algo e realmente dar os passos necessários para atingir este objetivo, há uma grande diferença. No caso específico deste amigo, falo da “vontade” de ter um negócio próprio. O que vejo de fora nesta situação, com os olhos da experiência de quem já fez o que é necessário para viver de suas próprias habilidades empreendedoras, é uma certa romantização do empreendedorismo, da mesma forma que aspirantes a escritor romantizam como seria a vida e o dia a dia dos grandes escritores. A realidade normalmente é bem diferente do que imaginamos 🙂

E na questão prática, na realidade de empreender pode haver muito que talvez tenhamos que abrir mão, como certos confortos materiais, certos hábitos estabelecidos ao longo dos anos, certas garantias e seguranças já conquistadas. Por exemplo, um funcionário público com garantia vitalícia de emprego abriria mão disso para ter tempo para montar seu próprio negócio, com todos os riscos de não dar certo? Ou o funcionário estável em uma grande empresa, com a carreira em construção, abriria mão de sua trajetória profissional já traçada para realizar o sonho de viver de música?

Eu sonho em ter meu próprio negócio, mas não posso largar meu emprego para perseguir este objetivo, porque senão, não teria como manter o padrão de vida que já estou acostumado, teria que morar em uma casa menor, viajar menos, talvez vender o carro…

— Discurso de um “funcionário”.

Esta pergunta, “quando você irá se aposentar?”, juntamente com a explicação que a segue, visa sacudir um pouco a mente, fazer pensar “vem cá, é isto mesmo que você deseja? Porque se é, você precisa dar os passos necessários. E se não é, tem que parar de perder tempo pensando neste assunto! Ou c*** ou desocupa a moita!”

Porque sempre há os paliativos, aquilo que fazemos para aplacar a ânsia que nos consome. Você sonha em viver de música, mas como não acha que isso seja realista, então monta uma bandinha para tocar para os amigos nos fins de semana. Para cada paixão que poderia ser uma carreira, existe um paliativo que pode nos manter na vidinha chata que estamos acostumados em prol de “uma profissão estável e que pague as contas”. Então, se você não vai dar o passo necessário para conquistar o que realmente deseja para sua vida, assuma isso de vez, arranje um paliativo que lhe traga alguma alegria na rotina diária e viva o resto da sua vida neste equilíbrio entre trabalho chato e um pouquinho de prazer de vez em quando. Afinal, somente você é responsável por suas escolhas e suas consequências.

Quando você irá se aposentar: receita básica.

1. Defina quanto você precisa para se aposentar. Por exemplo, 2 milhões de dólares.

2. Verifique o quanto você já tem de patrimônio investido. Sua casa e seu carro não entram nesta conta, a não ser que sua “aposentadoria” envolva vendê-los. Vai que você deseje passar o resto de seus dias na beira da praia, acordando cedo para pescar, surfar, tomar um sol… Ou talvez você sonhe em viver em um sítio, com plantas e bichos ao seu redor… Ou ainda, sonhe em viver viajando, morando em hotéis ao redor do mundo. O sonho é seu, verifique seu patrimônio atual de acordo com seus objetivos.

3. Determine a quantia mensal que você dedica à sua pilha de investimentos.

4. Analise o seu histórico pessoal de resultados, seus investimentos nos últimos dois ou três anos, e determine realisticamente o quanto você consegue fazer seu patrimônio render com seus investimentos.

5. Coloque tudo em uma planilha, e, com o que você já tem, com o que você consegue investir mensalmente e com o quanto você consegue fazer esse patrimônio render, calcule o tempo que irá levar para você atingir o valor definido como “patrimônio de aposentadoria” no item 1 desta lista. Aproveite este momento para reavaliar este valor, baseado no seu custo de vida e no quanto você consegue fazer seu patrimônio crescer de forma automática, para que você possa manter o patrimônio com o poder de compra acima da inflação enquanto gasta parte dos rendimentos para viver.

Fazendo isso, temos um fantástico exercício para mostrar que somente investindo “o que sobra”, você provavelmente não vai se aposentar muito cedo. E levando em conta que sem estar no topo de uma montanha procurando uma mina de prata, ou cavando o chão tentando achar petróleo você provavelmente também não ganhará na loteria ou terá dinheiro caindo do céu direto em seu bolso, lanço então a seguinte pergunta:

Você quer realmente enriquecer e atingir a independência financeira? Está disposto a abrir mão do conforto atual em busca deste objetivo?

O problema que vejo com a maioria das pessoas que dizem desejar enriquecer, é que falam isso meio que da boca para fora, sem realmente parar para pensar o que é necessário fazer para realmente conseguir este objetivo. São pessoas que veem outras que já chegaram lá, que já conquistaram sua própria independência financeira, e tentam imitar o pouco que conseguem ver, sem se interessar pela história por trás das aparências, sem perguntar como foi que conseguiram chegar lá, quando isto custou em tempo e trabalho duro. São pessoas que descobrem que determinada pessoa formou sua fortuna investindo em ações, e começam a investir em ações elas mesmas, sem ao menos se perguntar que estratégia de investimento seu “guru” usou para chegar lá, o quanto estudou para atingir certa competência nos resultados, ou com que golpe de sorte eventualmente contou para obter resultados fora da média das outras pessoas. Sim, existem casos de gente que recebe a sorte grande, para quem dinheiro cai do céu, mas a grande maioria dos milionários que não estão nos jornais se fez por conta própria, ao custo de muito trabalho e dedicação, normalmente, buscando ardentemente conquistar não o dinheiro propriamente dito, mas alguma coisa que para si era mais importante que uma vida simplesmente confortável.

Neste grupo estão artistas que contra todas as probabilidades, decidiram viver de música, mesmo que nos primeiros dez ou quinze anos da “carreira” tivessem que trabalhar como garçons para ganhar um dinheiro extra para pagar as contas. São empreendedores que em busca da construção de seu negócio próprio eventualmente passaram alguns anos sem tirar férias, sem feriados e sem fins de semana, sem horários fixos de trabalho, este último, no sentido de que não tinham hora para sair, porque para chegar, sempre foram os primeiros. Depois que atingem o sucesso financeiro, depois que podem relaxar um pouco e viver do que construíram, a maioria das pessoas só enxerga isso, o resultado, sem sequer fazer idéia do que custou chegar lá.

Como conseguir enxergar a realidade?

O primeiro passo para tentar enxergar a realidade, é se dar conta da existência dela. Depois disso, o que temos que fazer é simplesmente buscar a maior quantidade de exemplos possíveis, absorvendo-os um a um, de maneira a construir as relações mentais necessárias para que então possamos nós mesmos, começar a desenhar nosso próprio caminho.

Uma forma de fazer isso é através das biografias de pessoas que já conquistaram o que buscamos para nós. Por exemplo, para quem deseja se tornar escritor, aconselho fortemente ler o livro “On Writing” do Stephen King, assim como “Zen in the Art of Writing”, do Ray Bradbury, e ainda “Bird by Bird” da Anne Lamott. Para quem deseja ser empreendedor, um bom livro é “Sete Homens e os Impérios que Construiram”. Ou os livros do Richard Branson. Ou os do Donald Trump. Biografias contam não apenas o sucesso final, mas o caminho percorrido. São uma excelente fonte de informação para sabermos o que nos espera pela frente e não ficarmos sentados sonhando em obter os louros sem antes entregar o suor necessário.

Deixo então a pergunta final, não de quando você irá se aposentar, mas sim do que você deseja para sua vida? E o que você está fazendo por você mesmo para chegar lá? Vou adorar saber sobre seus sonhos e seus passos para a realização dos mesmos nos comentários.

Qual é o melhor investimento para seu dinheiro?

Estou morando na Califórnia com minha esposa há pouco menos de três semanas. Passamos os primeiros dias em um hotel e agora estamos em uma espécie de flat, chamam aqui de Long Stay Hotels, que basicamente é um quarto de hotel com cozinha completa. Ficaremos até o final de agosto, com alguns passeios mais longos programados, alguns dias em Las Vegas e uma Road Trip descendo do Silicon Valley, onde estamos agora, até San Diego, pelas praias do sul da Califórnia.

Toda esta introdução é para descrever um pouco da vida cigana que estamos tendo no momento, pois foram justamente estes dias diferentes dos dias comuns que tinhamos em Porto Alegre, que tornaram possíveis algumas reflexões sobre qual é o melhor investimento.

Começando a responder esta pergunta, inicio dizendo que não acredito haver uma resposta universal para esta questão. O melhor investimento sempre vai depender dos objetivos de cada um, do nível de risco que se está disposto a correr e do tipo de vida que se deseja levar antes, durante e depois do período de formação de patrimônio. A parte universal é que, se desejamos investir, isso envolve diretamente a questão central de formar patrimônio.

Onde investir

1. Empresas

Minha experiência mostra que não há nada mais lucrativo do que os negócios, do que montar e fazer crescer empresas. Isto pode nos leva a pensar em investir em tais empresas e por consequencia, em investir em ações de empresas que já existam. Há dois problemas nesta abordagem:

a) Tratando do investimento em ações de empresas que já existem, perdemos uma parte do que temos com a criação de novas empresas, que é a possibilidade de lucrar com o crescimento acelerado delas. Investir em uma empresa já forte e estável pode nos trazer bons rendimentos, mas é muito pouco provável que nos dê retornos realmente significativos.

b) A estratégia usual das pessoas que investem em ações não é a de investir “nas empresas”. Digo isso no sentido de que as pessoas não pensam realmente em se tornar sócias destas empresas. Pensam em comprar e vender ações. Agora imagine se o Jorge Gerdau ficasse pensando em vender suas ações da empresa que construiu… Ou se o Bill Gates desejasse vender suas ações da Microsoft. Não, eles são donos de considerável parte das suas empresas, ganham dinheiro com o que a empresa rende, não com o valor dela na bolsa de valores.

Então, quando escrevi “empresas” logo acima no título, não me referi a investimento em ações. Me referi realmente a investir na criação e crescimento de uma empresa nova ou ainda incipiente. Quando digo que é um bom negócio investir em empresas, me refiro a criar novas empresas, o que por si só é um imenso desafio e aprendizado para uma vida inteira de trabalho. Os resultados podem ser estupendos, mas este não é o caminho mais fácil que existe. Exige experiência, conhecimento e recursos, tudo equilibrado de maneira a obtermos os resultados estupendos que vemos de vez em quando na mídia.

Então, desculpe pelo balde de água fria, mas criar e investir em novas empresas não é investimento para qualquer um. Exige conhecimento e dedicação por um longo período. Dá muito mais trabalho e preocupações do que a maioria da população está disposta a passar para conseguir sucesso nesta empreitada. É justamente por isso que temos tão poucos empreendedores em relação ao número de trabalhadores convencionais.

Se você não está disposto a virar noites trabalhando quando necessário, se não consegue suportar a insegurança de saber se terá ou não dinheiro para pagar as contas da semana que vem, se não se imagina tendo não um, mas inúmeros chefes (todos os clientes da sua própria empresa), construir um negócio próprio não é para você.

Por outro lado, não se sinta mal por isso. Como escrevi nos parágrafos de abertura, cada pessoa possui características diferentes de personalidade, e estas características não as tornam melhores ou piores umas que as outras, são apenas mais aptas a determinadas tarefas ou mais inadequadas às mesmas. O importante é descobrir o que funciona para você.

2. Imóveis

Investir em imóveis possui diferentes facetas, estratégias e maneiras de ganhar dinheiro. Algumas são mais passivas, enquanto outras são mais negócios imobiliários do que propriamente investimentos simples.

Tome o exemplo de construir imóveis para vender. Mesmo que você não seja dono de uma construtora e contrate uma, ou contrate um mestre de obras e pedreiros para realizar sua obra, na prática, você tem um negócio imobiliário. Tem que se preocupar com todas as etapas e detalhes do mesmo, sob o risco de perder dinheiro em vez de ganhar, se se descuidar de qualquer etapa.

O investimento descrito acima é bem mais complexo que a fórmula de nossos avós, de comprar imóveis para alugar e usufruir desta renda na aposentadoria. Só para deixar claro, quando escrevo “fórmula dos nossos avós”, me refero a uma prática comum duas gerações atrás que era comprar imóveis para acumular patrimônio. Infelizmente meus avós não foram seguidores desta “receita” 🙂

Há também a opção de comprar imóveis na planta para vendê-los quando prontos. Você se torna sócio da construtora na construção, recebendo parte dos lucros. Há alguns riscos, no entanto. Você é o responsável por vender seu imóvel depois de pronto. E isto se torna mais difícil a partir do momento em que a construtora não possui mais o plantão de vendas no local, afinal, a parte dela já foi vendida. Claro que você pode, no final, ficar com o imóvel para alugar. Como comprou com desconto ainda na planta, terá um imóvel que vale mais do que foi pago, provendo um fluxo de caixa positivo mensalmente. Aqui entra o maior segredo do investidor de sucesso: REINVESTIR OS LUCROS. Use tais aluguéis para bancar a compra de um novo imóvel e mantenha esta estratégia por tempo suficiente para que consiga formar o patrimônio que deseja para seu futuro.

Comprar para reformar e vender, participar de leilões, comprar para alugar… Há múltiplas maneiras de lucrar com investimento em imóveis, mas assim como no investimento em empresas, normalmente não é o tipo de investimento passivo em que investimos e no final recebemos o lucro. Temos que trabalhar para lucrar. É, no final das contas, um pequeno negócio.

Os valores nos investimentos imobiliários costumam ser maiores do que os necessários para outros investimentos mais simples, então normalmente temos nos investidores imobiliários o tipo de pessoas que já alcançou certo sucesso no acúmulo de dinheiro. Isso já é um indicativo de qual investimento costuma dar melhores resultados 🙂

3. Ações

Já expliquei acima os problemas de investir em ações com foco em especulação, ou seja, comprar, esperando que os valores subam, para vender com lucro e então repetir esta fórmula novamente e novamente e novamente. Não temos bola de cristal, isto é especulação, jogo, loteria. Não há conhecimento que bata o mercado, basta analisar que ao longo da existência das bolsas de valores, nenhum investidor particular se destacou por anos e anos de resultados superiores a média do mercado total das ações negociadas. Ou melhor, há UM investidor que se destaca: Warren Buffett. O que ele faz? Investe nas empresas, para ser sócio das mesmas, sem se preocupar tanto com o sobe e desce do valor delas. E o que faz com os lucros gerados por estas empresas em que investe? Usa para investir em mais empresas ou comprar mais participação nas empresas que já possui em sua carteira de investimentos.

Quer repetir esta estratégia vencedora? Invista nas empresas que você conhece, que possuam espaço para crescer, que estejam sendo negociadas pelo preço que valem segundo algum critério técnico conhecido. Depois disso, não venda, não se preocupe com a cotação da mesma, reaplique os dividendos anuais seguindo a mesma regra e continue fazendo isso com regularidade ao longo de vários anos, até formar um patrimônio decente. Talvez algum dia você possa dizer o mesmo que o Warren disse na última assembléia dos acionistas de sua empresa:

Não quero ser conhecido como o maior investidor do mundo. Quero ser conhecido como o mais velho investidor do mundo.

Vida longa e próspera ao Warren Buffett e a seus bons exemplos de vida.

4. Fundos de renda fixa

Os fundos de renda fixa, a poupança e o juntar dinheiro debaixo do colchão, são no final das contas quase a mesma coisa. O problema não está no investimento e em seus baixos rendimentos, mas sim nas pessoas, na vida diária, nos hábitos de consumo e na satisfação antecipada de todos os nossos desejos.

Se você investir R$ 100 por mês, durante 20 ou 30 anos, recebendo 0,5% a.m. de juros, você irá se aposentar com vários milhares ou milhões de reais… Aquela histórinha da mágica dos juros compostos… Tudo isso é real, funciona, mas costuma funcionar só no papel, porque, com toda sinceridade, me apresente UMA SÓ PESSOA que tenha investido regularmente, por mais de 20 anos, todos os meses, atualizando os valores anualmente, sem tirar parte do dinheiro do fundo de investimento ao longo de todo esse período. As pessoas não são assim. Vão trocar de carro, vão desejar comprar um imóvel, fazer uma reforma no apartamento que possuem, viajar para conhecer novos países… Para tudo isso, não irão formar uma nova reserva destinada a estes objetivos, irão usar o dinheiro que está lá aplicado, afinal, “trabalharam tanto para isso, merecem este presentinho”. No final, a quantidade de vezes que esses “presentinhos” ou pequenos mimos são auto-proporcionados ao longo dos tais 20 ou 30 anos, acaba com a possibilidade da tal mágica dos juros compostos de atuar verdadeiramente. O problema não é matemático, é pessoal. Não somos máquinas, agimos por impulsos e por desejos.

É muito fácil usar dinheiro líquido. E depois que o usamos, não há mais chance de arrependimento, não adianta chorar sobre o leite derramado, o dinheiro se foi. Precisamos dificultar o uso das nossas reservas em coisas que não sejam relacionadas ao crescimento do patrimônio, justamente para nos dar tempo de pensar na “besteira que iremos fazer”. Não quer dizer que não devemos viajar, reformar o apartamento ou trocar de carro, muito pelo contrário, a vida é uma viagem em que o que importa é o caminho, não o ponto de chegada. Só que precisamos nos proteger para não consumir antecipadamente os valores necessários para viver com conforto os últimos quilômetros desta nossa caminhada.

5. Outros investimentos

Há diversas outras maneiras de investir, mas se não estão listadas com um tópico nominal, se não são normalmente incluídas nas listas de investimentos “normais”, é porque estes investimentos não são para as pessoas comuns. São para os entendidos do assunto. Inclua aqui o investimento em petróleo, minas de carvão, minérios, pedras preciosas, artigos colecionáveis, obras de arte. Inclua também Forex, negócios de marketing multi-nível. Esta categoria é a das excessões, não é para as massas. Cada um destes “investimentos”, colocado entre aspas por não serem realmente investimentos, mas sim negócios, possui um mundo de conhecimentos necessários para se obter sucesso com os mesmos. Se você está se aperfeiçoando em alguma destas alternativas, desejo todo o sucesso, mas não perca seu tempo tentando dizer que “qualquer um” pode investir desta maneira.

A dica mais importante que já ouvi sobre investimentos.

Um amigo que trabalha muito, excelente profissional que ganha muito dinheiro fazendo o que ama, certa vez me disse:

Fabrício, eu sei como ganhar dinheiro na minha profissão. Tu podes ver que na verdade ganho muito dinheiro fazendo o que gosto. Sei que é importante investir com sabedoria para que meu dinheiro ganho com suor se multiplique, mas cada minuto que eu perco buscando pessoalmente mais rendimentos para o que já ganhei, é um minuto em que deixo de ganhar dinheiro novo. E de nada adianta eu conseguir descobrir uma maneira de ganhar 0,2%, 0,8%, ou mesmo 2% a mais que seja, se eu não tiver o dinheiro para que estes percentuais possam render sobre.

Eu sei o que gosto de fazer e sei como ganhar dinheiro com a profissão que escolhi. Deixo para quem é apaixonado por otimização de investimentos a tarefa de cuidar do que já consegui juntar. Pago bem os profissionais que me auxiliam nesta tarefa, vendedores, corretores, consultores, pois sei que obtenho resultados muito melhores do que obteria sozinho.

A dica acima não foi apenas a melhor dica que já ouvi sobre investimentos, foi também o melhor elogio que já recebi pelo meu trabalho.

O que funciona para mim, para meu perfil e minhas habilidades?

Estou completamente fora do perfil das pessoas normais. Já atingi minha independência financeira, ou seja, não precisaria trabalhar para manter meu padrão de vida atual. Por outro lado, sou muito inquieto, preciso estar sempre evoluindo e criando novos negócios. Sou empreendedor, gosto de novos desafios. Então preciso de investimentos que sejam o mais automatizados possível, que não necessitem de minha atenção diariamente, para que possa continuar fazendo o que gosto, criando novos negócios.

Além do já exposto, gosto muito de viajar, então também é importante que possa manter meus investimentos e negócios crescendo mesmo com periodos longos de ausência física. Tenho que poder manter os investimentos andando através das maravilhas da tecnologia, ou seja, correio, telefone e internet.

No meu caso específico, resolvi todos os problemas com uma ação aparentemente simples: a participação em um conjunto de empresas que mantém meus investimentos em constante crescimento. Montei para mim mesmo uma estrutura empresarial de investimento. Desta forma, as empresas, sócios e funcionários cuidam do dia a dia da operação e eu cuido de definir os rumos e estratégias desta estrutura.

Hoje em dia possuo uma fórmula muito simples, mas extremamente efetiva, que me permite investir de maneira automática, reinvestindo os lucros, enquanto vivo em qualquer lugar do planeta, sabendo que há uma estrutura empresarial cuidando dos detalhes de manutenção destes investimentos. Isto me permite obter os resultados dos investimentos em negócios e em imóveis, com a facilidade dos investimentos mais simples de renda fixa.

Claro que o que eu preciso fazer, saber e estar a par para tocar toda esta estrutura é muito mais do que simplesmente investir em um fundo de renda fixa, mas por poder manter esta máquina de investimentos funcionando mesmo que fique distante alguns meses, é uma estrutura que funciona perfeitamente para o meu caso.

Montar este conjunto de empresas de investimento foi o meu aprendizado dos últimos 22 anos. Otimizar e automatizar ao máximo esta estrutura foi a tarefa dos últimos 10 anos. O melhor de tudo é que isto é só o começo…

Como posso ajudá-lo a melhorar seus investimentos e mantê-los da maneira mais automatica possível?

O melhor de tudo na estrutura de investimentos que montei para mim mesmo é que fiz isso de tal forma que fica fácil agregar novos participantes no mesmo modelo de negócio. Desta forma, montei algo para meu próprio uso que acabou se tornando um novo negócio. Hoje, você pode investir não apenas da mesma forma que eu próprio invisto, mas pode fazer mais, pode ser meu sócio exatamente nos mesmos empreendimentos imobiliários em que estou investindo. Tudo isso com a facilidade de um investimento comum.

Como todos os meus investimentos tem o objetivo de formação de patrimônio da maneira mais efetiva possível, não é um investimento para quem tem pressa ou deseja aplicar o dinheiro por um curto periodo de tempo. Os investimentos são em imóveis, os prazos devem ser levados em conta. Um prédio pequeno leva um ano e meio para ser construído, isto sem contar os prazos de projeto e aprovações nos diversos orgãos municipais. Quando compramos um terreno, podemos levar alguns meses estudando qual a melhor forma de lucrar no local, por exemplo decidindo entre construir um imóvel residencial, comercial ou misto.

Uma das melhores características desta estrutura de investimentos que montei é que ela permite a entrada de investidores de todos os portes. Hoje tenho amigos investindo R$ 430 mensais, junto de outros que investem três milhões de reais de uma só vez. O funcionamento é relativamente simples, invisto em cartas de consórcio de imóveis que ao serem contempladas são investidas na construção de imóveis para venda. O conjunto das empresas de que sou sócio cuida de todos os detalhes. Não vou explicar tudo neste artigo, o funcionamento disto está bem descrito no site Investimento em imóvel.

Eu já descobri qual é o melhor investimento para meu dinheiro. Se você acha que posso te ajudar com isso, será um prazer lhe receber como sócio. Para o primeiro passo, basta seguir as orientações descritas em http://www.megacombo.com.br/como-investir.

Quanto você paga de imposto de renda?

lion

Esta semana, jantando com uma amiga, escuto uma declaração fora do comum:

Acho que sou a única pessoa que faz questão de pagar mais imposto de renda do que deveria.

Curioso com o que acabara de escutar, pergunto o porquê dela pagar mais imposto do que deveria, principalmente por ela ter deixado bem claro que isso não se deveu a algum erro, mas sim, por vontade própria.

Há pouco mais de um ano, queria comprar um apartamento para investir. Daria uma entrada, financiaria o restante e com o aluguel pagaria boa parte do financiamento. Vendo a situação hoje, vejo que errei na pressa em optar por um financiamento e que no final das contas, com 30 anos para pagar, provavelmente não seja tão bom negócio assim, mas quando pensei nisso ainda era novata nos investimentos, e melhor errar fazendo, do que ficar parada.

Logo no primeiro passo tinha uma pedra no meu caminho. Verifiquei o financiamento que precisaria com o banco e só conseguiria me qualificar se ganhasse quase o dobro do que realmente ganhava. Sou arquiteta, profissional liberal, as vezes ganho mais, as vezes menos, mas sempre fiz minha declaração de IR direitinho, pagando tudo o que devia para não ter problemas no futuro. Pensei um pouco e resolvi a questão rapidinho. Ao fazer minha declaração daquele ano, simplesmente declarei que ganhei mais do que realmente consegui. Paguei o imposto mais alto do que deveria, mas consegui o financiamento que buscava.

Não vou entrar no mérito de se isto é certo ou errado, pois não vem ao caso para o ponto que desejo defender. A questão toda que quero focar é na ação e solução de problemas. O que quero dizer é que se você precisa construir uma casa e só tem uns gravetos a disposição, levante-se, abra os olhos e procure algumas folhas de banananeira para fazer as paredes. Se mova, pense, busque soluções. Pode ser que você não ache a melhor solução logo de cara. Pode ser que, como essa amiga, você ache uma solução que no final das contas saia mais cara do que poderia custar uma solução melhor. O importante é estar em movimento, agindo, aprendendo coisas novas, refinando.

Da próxima vez que tiver um problema “insolúvel” para resolver, pense um pouco antes de desistir. Este é o ponto principal que desejo deixar com este texto. Para tudo há diversas soluções possíveis, busque-as.

PS: para quem ficou curioso com o problema imobiliário desta amiga e com a solução final para o mesmo, foi relativamente simples. Ela fará um consórcio de aproximadamente 80% do valor do crédito devedor do financiamento. Ao ser contemplada, se livra das prestações deste. Como o consórcio tem um prazo máximo de 10 anos para contemplar e o financiamento prazo de 30 anos, mesmo que demore para contemplar ela ainda economizará milhares de reais. Mais que isso, se demorar, o valor do consórcio pode chegar a ficar maior que o saldo devedor, sobrando então um bom crédito extra para investir em outro imóvel menor.